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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Fisiologia do envelhecimento

FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
 
O envelhecimento é um processo contínuo durante o qual ocorre declínio progressivo de todos os processos fisiológicos. Mantendo-se um estilo de vida ativo e saudável, podem-se retardar as alterações morfofuncionais que ocorrem com a idade. 

Alterações cardiovasculares do envelhecimento
 
O aumento da expectativa de vida trouxe maiores conhecimentos acerca das alterações fisiológicas que ocorrem no aparelho cardiovascular e no sistema músculo-esquelético. Permanece, contudo, a dificuldade quanto à definição da estreita fronteira entre envelhecimento normal e as alterações patológicas.
O envelhecimento encontra-se associado a alterações estruturais cardíacas, que tendem a ser individualizadas. Ocorre o aumento da massa cardíaca da ordem de 1 a 1,5g/ano, entre 30 e 90 anos de idade. As paredes do ventrículo esquerdo (VE) aumentam levemente de espessura, bem como o septo interventricular, mesmo em ausência de DCV, mantendo, no entanto, índices ecocardiográficos normais. Essas alterações estão relacionadas com a maior rigidez da aorta, determinando aumento na impedância ao esvaziamento do VE, com conseqüente aumento da pós-carga. Paralelamente, há deposição de tecido colágeno, principalmente na parede posterior do VE. A infiltração colágena do miocárdio aumenta a rigidez do coração. A função sistólica mantém-se inalterada, ocorrendo, por outro lado, redução da complacência ventricular, com prejuízo da função diastólica, determinando o prolongamento do tempo de relaxamento ventricular. É provável que esses achados estejam relacionados com a diminuição da recaptação de cálcio pelo retículo sarcoplasmático.
Com o envelhecimento, a modulação da função cardíaca pelo sistema nervoso autônomo (adrenérgico e vagal) diminui, ocorrendo declínio na resposta à estimulação adrenérgica do coração senescente. A resposta ß-adrenérgica reduzida (menor ativação neural e diminuição da densidade dos receptores ß-adrenérgicos) leva a menor cronotropismo, inotropismo e vasodilatação arterial. Em conseqüência, durante o exercício ocorre diminuição da freqüência cardíaca máxima (FCmáx) e do volume sistólico máximo (responsável por 50% da redução do O2 máx relacionadas com a idade).
As artérias sofrem alterações na elasticidade, distensibilidade e dilatação. O esvaziamento ventricular dentro da aorta menos complacente favorece o aumento da pressão arterial sistólica, enquanto o aumento da resistência arterial periférica determina incremento progressivo da pressão arterial média. As paredes da aorta tornam-se mais espessas pela infiltração de colágeno, mucopolissacarídeos e deposição de cálcio, com descontinuação das lâminas elásticas. A velocidade da onda de pulso está aumentada, refletindo a redução da complacência vascular. A circulação periférica sofre alterações morfológicas e funcionais, tais como a redução da relação capilar/fibra muscular, menor diâmetro capilar e alteração da função endotelial. Especificamente, ocorre redução na liberação de óxido nítrico e menor resposta vasodilatadora dependente do endotélio, embora a resposta dos músculos lisos aos vasodilatadores diretos esteja inalterada.
Essas limitações cardiovasculares em conjunto levam à diminuição do débito cardíaco máximo, que produz redução do consumo máximo de oxigênio (O2 máx) da ordem de 0,4 a 0,5ml•kg-1•min-1•ano -1 (i.e., 1% por ano no adulto). Embora características genéticas influenciem na taxa de declínio do O2 máx, a manutenção da AF regular pode desacelerar essa redução à metade.

Alterações músculo-esqueléticas no idoso

O sistema neuromuscular no homem alcança sua maturação plena entre 20 e 30 anos de idade. Entre as 3ª e 4ª décadas a força máxima permanece estável ou com reduções pouco significativas. Em torno dos 60 anos é observada uma redução da força máxima muscular entre 30 e 40%, o que corresponde a uma perda de força de cerca de 6% por década dos 35 aos 50 anos de idade e, a partir daí, 10% por década.
No idoso ocorre também redução da massa óssea, mais freqüentemente em mulheres, que, quando em níveis mais acentuados, caracteriza a osteoporose, que pode predispor à ocorrência de fraturas.
Após os 35 anos há alteração natural da cartilagem articular que, associada às alterações biomecânicas adquiridas ou não, provoca ao longo da vida degenerações diversas que podem levar à diminuição da função locomotora e da flexibilidade, acarretando maior risco de lesões.

Fonte: Rev Bras Med Esporte vol.5 no.6 Niterói Nov./Dec. 1999


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Aumento de idosos cria novos mercados para seu negócio

 Idosos aposentados tomam sol

São Paulo - Os idosos podem gastar 45% mais do que há cinco anos — o que abre uma série de oportunidades de novos negócios

A professora de artes aposentada Maria Izabel Waack, de 77 anos, tem visto o mundo de vários pontos de vista nos últimos três anos. A bordo de um balão colorido, ela assistiu ao nascer do sol nos céus da Capadócia, na Turquia. Em restaurantes escondidos nas ruas abarrotadas de Nova Délhi, experimentou os fortes sabores da culinária indiana. Pela janela de um bimotor que sobrevoava a fronteira entre a China e o Nepal, observou as formas do monte Everest. "Fiquei impressionada com a imponência da paisagem", diz Maria Izabel.

Viúva há cinco anos, ela se programa para passear com a cunhada e um grupo de amigos pelo menos duas vezes ao ano, intercalando destinos nacionais e internacionais. 

Maria Izabel faz parte de um grupo cada vez mais numeroso. Existem no Brasil cerca de 22,3 milhões de brasileiros com mais de 60 anos  — 53% mais do que em 2000. Essa é a faixa que mais aumenta na pirâmide etária. Os idosos também estão movimentando mais dinheiro. Somente neste ano, seus rendimentos chegarão a 400 bilhões de reais, 45% mais do que em 2007.
"Essas pessoas já criaram os filhos e geralmente não têm dependentes", diz Claudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração de Varejo da FIA, que faz pesquisas sobre o comportamento do consumidor da terceira idade em São Paulo. "Parte importante da renda deles é destinada a gastos com o próprio bem-estar."
É nesse cenário que começam a se destacar empreendedores que oferecem produtos ou serviços para a terceira idade. É o caso do paulista Jota Marincek, de 44 anos, dono da Venturas&Aventuras, a agência de turismo que levou Maria Izabel à Turquia e à Indochina. Até dez anos atrás, a Venturas&Aventuras vendia passagens e organizava alguns roteiros de ecoturismo no Brasil e no exterior.

Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-exame-pme/edicoes/0052/noticias/aumento-da-longevidade-cria-novos-mercados-para-seu-negocio

domingo, 3 de fevereiro de 2013

 A rainha e o rei do carnaval da pessoa idosa do Recife 2013 (Foto: Priscila Miranda / G1)



Idosos mostram que tem frevo no pé em concurso de rei e rainha no Recife

Não faltou disposição e muita animação para os candidatos a rei e rainha do Baile Municipal da Pessoa Idosa mostrarem que mereciam o título no carnaval 2013 do Recife, na grande final do concurso, que teve sua quarta edição na tarde desta terça-feira (29). Cinco mulheres e três homens fizeram a alegria de quem foi ao Pátio de São Pedro, no centro do Recife, ao som do frevo da Orquestra SuperPop. Após se apresentarem ao público e ao júri, foram anunciados os vencedores: Maria Isabel de Araújo, 63 anos, e Severino Everaldo Albuquerque, 65 anos.

Os dois falaram do sentimento de conquistar o título. "É uma emoção muito forte, que vem do coração", contou Maria Isabel, que dança frevo há 14 anos. "É uma emoção totalmente diferente, que eu nunca senti mesmo ganhando 42 troféus em Olinda por fantasias de luxo no carnaval", revelou Severino, pela primeira vez disputando o concurso no qual saiu vencedor.
Antes de começar a se apresentar, os candidatos se arrumaram bastante para garantir um visual caprichado para mostrar aos jurados. "Eu mesmo que fiz a minha roupa. Tem que ter muita disposição para dançar frevo, brincar carnaval e ainda trabalhar", explicou o candidato José Portela, conhecido como Bal, de 69 anos.
Já a candidata a rainha Nizete Cavalcanti, de 63, que faz parte do grupo de idosos Alegria de Viver, do bairro de Santo Amaro, acredita que os preparativos para o concurso a deixam animada. "A preparação é muito gostosa. Tem preparação em casa, dançando com as colegas, e tem a vontade de frevar, porque eu amo frevar", contou.


O rei e a rainha do carnaval 2012 tiveram nesta terça os últimos momentos como os “donos da festa”, mas nem por isso deixaram de animar os que foram acompanhar o concurso. "[O reinado] foi uma maravilha, dancei demais", afirmou a rainha de 2012 Maria Gilda Gouveia, de 72 anos. João Florentino da Silva, de conservados 85 anos, revela que, além de ter conquistado a coroa de rei no ano passado, conquistou também o coração da rainha. “Foi uma felicidade só. Vai embora o carnaval, mas fica a rainha”, falou.
“Nós dois nos conhecemos no carnaval do ano passado, no concurso, e o namoro começou depois. Segurei ele e levei pra casa”, brincou Maria Gilda, que afirma que irá formalizar a união dos dois ainda este ano.
A atriz Geninha da Rosa Borges, uma das juradas, aproveitou também o concurso para cair na folia. “Eu não tenho palavras para descrever o que esse concurso significa pra mim, eu sempre fui carnavalesca”, lembrou Geninha, que como ela mesmo fez questão de ressaltar, “é noventinha” e ainda tem vigor necessário para arriscar passos de frevo.


Outra foliã que nem aparenta a idade que tem, tamanha a energia para torcer pelos candidatos, é Maria de Lourdes, de 65 anos, que faz parte do grupo de idosos Alegria de Viver, do bairro de Santo Amaro. Ela dançou e pulou o tempo inteiro enquanto a orquestra se apresentava. "Tenho fôlego, minha filha, eu ainda não morri não!", disse.
Os novos reis irão comemorar a vitória no 12º Baile Municipal da Pessoa Idosa, que acontece no dia 5 de fevereiro, das 14h às 18h, no Chevrolet Hall, em Olinda. A organização do evento, prevê a participação de cerca de nove mil idosos e integrantes de grupos de convivência do Recife e Região Metropolitana. A festa terá  orquestra de frevo e animador cultural.

Fonte:  http://g1.globo.com/pernambuco/carnaval/2013/noticia/2013/01/idosos-mostram-que-tem-frevo-no-pe-em-concurso-de-rei-e-rainha-no-recife.html

 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


 


Suicídio de Walmor Chagas serve de alerta para a depressão na velhice



O suicídio do ator, diretor e produtor Walmor Chagas, no dia 18 de janeiro, trouxe à tona um assunto espinhoso, mas de suma importância: a depressão na terceira idade. Aos 82 anos, Walmor vivia praticamente isolado em um sítio no interior de São Paulo. Enxergava mal, tinha dificuldades para andar, se alimentava pouco e contava frequentemente com a ajuda de empregados para executar tarefas cotidianas. Um de seus amigos disse à imprensa que o artista teria comentado que desejaria partir, caso se tornasse uma pessoa dependente.

As limitações típicas da velhice são o principal detonador dos casos de depressão entre idosos, conforme pesquisas da psicóloga Denise Pará Diniz, coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "O sistema imunológico, a visão e a capacidade motora e de locomoção ficam comprometidos. Em alguns casos, a pessoa requer auxílio até para fazer a própria higiene. É uma fase de difícil aceitação, e há quem jamais a aceite", afirma a especialista.

Outros fatores que devem ser levados em consideração são o isolamento social e o sentimento de inutilidade, em geral decorrentes da ausência do mercado de trabalho.

"Hoje em dia, a maioria das famílias não tem tempo ou estrutura para cuidar dos idosos. Todos têm de trabalhar e os deixam sós. A solidão, a falta de dinheiro e a dependência entristecem", explica Sônia Fuentes, psicóloga com especialização em geriatria e mestre em Gerontologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). "E mesmo em circunstâncias em que as condições monetárias são boas, há casos em que a depressão e as limitações os atrapalham, impedindo-os de fazer suas escolhas e tornando-os apáticos demais".



Fonte:http://www.midiamax.com/noticias

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013


Carnaidoso 2013 deve reunir dois mil brincantes da terceira idade, no AM

Festa ocorre no Parque do Idoso, Zona Centro-Sul de Manaus.
  A Fundação Dr. Thomas realiza nesta sexta-feira (1º) a terceira edição do Baile "Carnaidoso", no Parque do Idoso, Zona Centro-Sul, a partir das 16h. O evento espera reunir cerca de 2 mil idosos. A entrada é gratuita.

A folia contará com a presença do Dj. Gatão, da Banda de Música da Polícia Militar do Amazonas, da Bateria da Escola de Samba da Grande Família e outras atrações. O objetido, segundo a Fundação, é proporcionar interação, descontração e elevação da autoestima aos grupos da terceira idade. 

De acordo com a gerente de atividades especiais de esporte e lazer, Laila Bruna Aguiar, o "Carnaidoso" contará com a participação de 13 Centros de Esporte e Lazer da Semdej, vários grupos do Centro de Referência de Assistência Social (CRÁS) e de grupos independentes da Cidade, todos vestidos a caráter: Tururi ou Fantasias.

 
"Todos estão convidados para participar desta festa. Estamos na terceira edição e este ano queremos superar todas as expectativas e fazer do “Carnaidoso” uma data inesquecível, cheio de muita alegria. Lá, as pessoas poderão cantar, sambar, dançar e também desfrutar de alguns quitutes que serão vendidos no local. A festa é para terceira idade, mas a família que quiser acompanhar o seu idoso está mais que convidada”, disse. A festa seguirá até 21h. O Parque Municipal do Idoso fica localizado na Rua Rio Mar, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus.

Fonte: g1.globo.com/amazonas

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

 Japão tem a maior média de expectativa de vida do mundo 

Pesquisa aponta que o segredo da longevidade no país está relacionado tanto ao acesso a medidas de saúde pública quanto a uma dieta equilibrada, educação, cultura e atitudes de higiene no dia a dia
 foto notícias
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Nações Unidas (ONU) revelam que o Japão tem a maior média de expectativa de vida do mundo. Hoje, um bebê quando nasce no país pode esperar viver até 86 anos se for uma menina, e quase 80 se for menino.

Cerca de 24% da população tem mais de 65 anos e cálculos do governo apontam que, em 2060, a porcentagem de idosos chegará a 40%.

Segredo da longevidade
 

Mas o segredo para a longevidade japonesa não está somente na alimentação, como se pensava. Segundo Kenji Shibuya, professor do departamento de política global de saúde da Universidade de Tóquio, as razões da longevidade japonesa têm tanto a ver com o acesso a medidas de saúde pública quanto a uma dieta equilibrada, educação, cultura e também atitudes de higiene no dia a dia.

Mas, de acordo com o estudo conduzido pelo professor Shibuya, os japoneses nem sempre tiveram a perspectiva de viver por tanto tempo. Em comparação com dados de 1947, houve um salto de mais de 30 anos na expectativa de vida de uma pessoa.

Esse crescimento começou no final da década de 50, quando o país passou a experimentar um desenvolvimento econômico acelerado. No pós-guerra, o governo começou a investir em ações de saúde pública, introduzindo o seguro nacional de saúde em 1961, tratamento grátis para tuberculose e infecções intestinais e respiratórias, além de campanhas de vacinação.

Uma das principais ações foi a redução das mortes por acidente vascular cerebral (AVC). “O controle da pressão arterial melhorou através de campanhas, como a de redução do consumo de sal, e uma maior utilização de tecnologias de custo-benefício para a saúde, como medicamentos anti-hipertensivos com cobertura universal do seguro de saúde”, comenta o professor.

Modo de vida

Segundo o estudo, os japoneses dão uma grande atenção à higiene em vários aspectos da vida diária. No Japão, check-ups regulares são normais e oferecidos em larga escala em escolas e no trabalho, a todos, pelo governo. A comida japonesa tem benefícios nutricionais balanceados e a dieta da população tem melhorado de acordo com o desenvolvimento econômico ao longo das décadas.

Para Shibuya, a expectativa de vida deve aumentar ainda mais, chegando a 84 anos para homens e 90 para as mulheres.

“O rápido envelhecimento da população japonesa é um desafio para o sistema de saúde do Japão em termos de financiamento e qualidade dos cuidados. Simplesmente aumentar a expectativa de vida não faz mais sentido. Devemos focar mais em maximizar de forma saudável essa expectativa de vida”, sugere.


Fonte: http://www.portalterceiraidade.com.br

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Empresas oferecem serviços destinados à terceira idade

 

Novos negócios são impulsionados pelos gastos dos idosos com lazer e saúde. Empresário criou rede de academias para pessoas com mais de sessenta anos.

Com o crescimento do número de idosos no país, empresários aproveitam para investir em negócios voltados para pessoas da terceira idade.
Há oito anos o empresário Benjamin Apter montou, com mais 2 sócios, uma academia de ginástica para alunos com mais de 60 anos na zona oeste de São Paulo. Foram investidos R$ 250 mil para montar a primeira unidade da rede, que hoje já conta com três academias, 40 funcionários e 650 alunos.
O negócio fatura cerca de R$ 3 milhões por ano e já há planos de expansão da rede. Depois de 2 anos de estudo de mercado chegou-se ao modelo ideal. O empresário notou que o público idoso é carente de aulas de fortalecimento muscular. “Nós ficamos muito atentos nas grandes universidades, nas publicações científicas onde se estudava muito que exercício para idosos não só melhorava a qualidade de vida, mas também os índices de doenças crônicas… melhorava a glicemia na diabetes, o nível de pressão no hipertenso, ansiedade, depressão, osteopenia, osteoporose”, diz o empresário.
Para frequentar a academia 2 vezes por semana o valor da mensalidade é de R$ 365. “Nosso faturamento vem aumentando em média 20% ao ano. Pretendemos dobrar o nosso faturamento em 3 anos”, diz Apter.
Pacotes turísticos para a terceira idade
Segundo o IBGE existem hoje no Brasil cerca de 22 milhões de brasileiros com mais de 60 anos. Até 2050, eles serão 22% da população.
E hoje, com mais qualidade de vida, eles trabalham, se divertem e gastam boa parte da renda com o próprio bem estar. Este ano, os rendimentos deste público devem chegar a R$ 400 bilhões.
Atento a esta fatia de mercado, o empresário João Ricardo Marincek decidiu investir em pacotes turísticos para a terceira idade. Ele é proprietário de uma agência de viagens e há 10 anos criou um programa voltado para os idosos.
A agência faz 8 viagens por ano, em média. Os destinos são diferenciados e contemplam locais como África do Sul e Ásia. No Brasil, os roteiros são para Fernando de Noronha e Amazônia. Uma viagem internacional pode custar até US$ 10 mil por pessoa. “O foco é a natureza, o exótico, o diferenciado, a gente não faz viagens pra destinos tradicionais, então esse público que nos procura tem essa identidade também”, diz o empresário.
Os grupos são formados por até 20 pessoas entre homens e mulheres e requerem alguns cuidados especiais. “Seja a atenção maior com a escolha dos hotéis, para evitar que seja desgastante subir vários níveis para descer, além dos restaurantes, mas principalmente a quantidade de atrativos que se coloca num roteiro”, diz Marincek. Para 2013, o empresário aposta num crescimento de 10%.

Fonte:  http://www.sitedaterceiraidade.com.br

 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


 


Saiba diferenciar Alzheimer e envelhecimento

O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que ataca o cérebro e provoca a perda das funções cognitivas, como memória, capacidade de orientação no tempo e/ou espaço e capacidade de planejamento. O problema tem início com alterações na memória e avança progressivamente até a dependência total do paciente.
Porém, os sintomas do Alzheimer vão além do simples esquecimento do dia a dia. Portadores da doença têm dificuldade para se comunicar, aprender e raciocinar. Essas mudanças impactam o trabalho e atividades sociais e familiares. Como a doença é difícil de diagnosticar é fundamental que pessoas com mais de 60 anos procurem um médico para entender melhor os sintomas. A descoberta precoce é a chave para uma melhor qualidade de vida e controle da doença.
A Alzheimer Association, nos Estados Unidos, desenvolveu um teste para ajudar a diferenciar sinais normais da idade com o mal de Alzheimer. Confira os sintomas:
Perda de memória
Esquecer informações aprendidas recentemente é um dos primeiros sintomas da doença. Não se assuste: confundir nomes e compromissos ocasionalmente é normal. O que é preciso prestar atenção, na verdade, é se a pessoa esquece coisas com mais frequência e fica incapaz de relembrar o assunto posteriormente.
Dificuldade para realizar atividades rotineiras
Portadores de Alzheimer têm dificuldade para planejar e completar tarefas do dia a dia, como preparar uma refeição, fazer uma ligação ou jogar um jogo. Já esquecer ocasionalmente o que você ia dizer ou o que você ia fazer é normal.
Esquecimentos
Pacientes com Alzheimer podem se esquecer de onde estão e de como chegaram até determinado local. Além disso, perder-se na própria vizinhança ou esquecer o caminho de casa são comuns lapsos comuns entre os portadores da doença.
Poder de julgamento e raciocínio abaixo do normal
Vestir-se de forma inapropriada, com várias camadas de roupa em dias quentes ou pouca vestimenta em dias frios pode ser um sinal de que o cérebro não vai bem. Pacientes de Alzheimer mostram pouca capacidade de julgamento, como doar alta soma de dinheiro sem motivo específico.
Problemas com pensamento abstrato
Dificuldade acima do comum para realizar raciocínios mentais, como esquecer para que servem os números ou como devem ser usados, é outro sinal da doença. Já achar difícil decifrar ou desenvolver uma fórmula matemática é normal.
Errar o lugar as coisas
Pessoas com Alzheimer podem errar o lugar de coisas usuais. Por exemplo: colocar o ferro de passar no freezer é um sintoma comum da doença. Entretanto, é normal colocar as chaves do carro ou carteira em lugar estranho de vez em quando.
Mudanças de humor e comportamento
Rápida alternância de humor e comportamento também é um sinal da doença. Pacientes mudam de humor muito rápido e sem motivos aparentes. Eles podem ir de um estado calmo ao depressivo e raivoso em pouco tempo.
A personalidade de pessoas com Alzheimer pode mudar drasticamente. Elas se tornam confusas, desconfiadas, medrosas ou dependentes de um membro da família. Entretanto, com o passar dos anos, é normal ocorrer alguma mudança na personalidade. Fique atento se a transformação for mais severa que o usual.
Perda de iniciativa nas atividades
As pessoas com Alzheimer tornam-se muito passivas. Ficam, por exemplo, horas em frente à TV, dormem mais do que o normal e, normalmente, não têm disposição para realizar tarefas usuais.
Problemas com a linguagem
Esquecer palavras simples, substituir palavras comuns e usuais, dificultar a forma de falar ou escrever pode ser um sinal da doença. Por exemplo: um portador do problema não consegue encontrar a escova de dente e, ao invés de perguntar “onde está minha escova de dente?”, perguntaria “onde está o objeto de limpar a boca?”.

Fonte:  minhavida.com.br

 

domingo, 27 de janeiro de 2013


Atividade física na terceira idade pode prevenir encolhimento do cérebro

Cérebro (Foto: SPL)Segundo estudo, que analisou 638 idosos, grupo fisicamente mais ativo obteve maiores benefícios. 

A pesquisa analisou dados de 638 pessoas com 70 anos, submetidas a exames cerebrais.
Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram uma menor retração do cérebro do que os indivíduos que não se exercitavam.
Por outro lado, as pessoas que faziam atividades de estimulação mental e intelectual, como palavras cruzadas, leitura de livros ou socialização com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro.
 
Deterioração
A ciência já provou que a estrutura e o funcionamento do cérebro se deterioram com o passar dos anos.
Também são inúmeros os registros na literatura médica de que o cérebro tende a encolher com o envelhecimento. Essa retração está ligada a uma perda de memória e das capacidades cerebrais, dizem as pesquisas.
Os estudos também têm mostrado que as atividades sociais, físicas e mentais podem contribuir para prevenir essa deterioração. No entanto, ainda não haviam sido feita pesquisas amplas com imagens para observar essas mudanças na estrutura e no volume do cérebro.
Segundo o estudo, que levou três anos para ser concluído, o médico Alan Gow e sua equipe pediram aos participantes que levassem um registro de suas atividades diárias.
No final desse período, quando os voluntários completaram 73 anos, eles passaram por scanners de ressonância magnética para analisar as mudanças no cérebro.
Depois de levar em conta fatores como idade, sexo, saúde e inteligência, os resultados mostraram que a atividade física estava "significativamente associada" com uma menor atrofia do tecido cerebral.
"As pessoas de 70 anos que fizeram mais exercício físico, como caminhadas várias vezes por semana, apresentaram uma retração menor do cérebro e outros sinais de envelhecimento da massa cerebral do que aquelas que eram menos ativas fisicamente", exlicou Grow.
"Além disso, nosso estudo não mostrou nenhum benefício real no tamanho do cérebro em decorrência da participação em atividades mentais e socialmente estimulantes, conforme foi observado pelas imagens em scanners de ressonância magnética durante os três anos de estudo", acrescentou.
Segundo o pesquisador, a atividade física também foi associada a um aumento no volume de massa cinzenta. Essa é a parte do cérebro onde se originam as emoções e percepções. Em trabalhos anteriores, essa região foi relacionada à melhora da memória de curto prazo.
Quando os cientistas analisaram o volume de massa branca, responsáveis pela transmissão de mensagens no cérebro, descobriram que as pessoas fisicamente ativas tinham menos lesões nessa área do que as que se exercitavam pouco.
Causas
Embora estudos anteriores já tenham mostrado os benefícios do exercício para prevenir ou retardar a demência, ainda não está claro os motivos por que isso acontece. Os pesquisadores acreditam que as vantagens da atividade esportiva podem estar ligadas ao aumento do fluxo de oxigênio no sangue e de nutrientes para o cérebro.
Mas uma outra teoria é que, como o cérebro das pessoas encolhe com a idade, elas tendem a se exercitar menos e, assim, acabam tendo menos benefícios. Seja qual for a explicação, dizem os especialistas, os resultados servem para comprovar que o exercício físico é benéficio para a saúde.
"Esse estudo relaciona a atividade física à redução dos sinais de envelhecimento do cérebro, sugerindo que o esporte é uma forma de proteger nossa saúde cognitiva", disse Simon Ridley, da entidade Alzheimer's Research, do Reino Unido.
"Embora não possamos dizer que a atividade física é o fator causal desse estudo, sabemos que o exercício na meia idade pode reduzir o risco de demência futura", afirmou.
"Vai ser importante acompanhar tais voluntários para ver se essas características estruturais estão associadas com um maior declínio cognitivo nos próximos anos. Também será necessário mais pesquisas para saber detalhadamente sobre por que a atividade física está tendo esse efeito benéfico", acrescentou Ridley.
Já o professor James Goodwin, da organização Age UK, que financiou a pesquisa, disse: "Esse estudo destaca novamente que nunca é tarde para se beneficiar dos exercícios, seja uma simples caminhada para fazer compras, seja um passeio no jardim", disse.

Fonte:  http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/10/atividade-fisica-na-terceira-idade-pode-prevenir-encolhimento-do-cerebro.html

 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Cuidados com o sono colaboram para a qualidade de vida na terceira idade

Veja dicas de como dormir bem

A terceira idade é um período da vida que requer cuidados especiais para evitar problemas que possam compromoter a saúde e a qualidade do sono. Alguns hábitos errôneos colaboram para a mudança na posição do indivíduo e do seu centro de gravidade, causando dores, dificuldade respiratória, falta de equilíbrio e as temidas quedas.

— Manter o cuidado diário com a postura e adotar medidas saudáveis para dormir devem ser os primeiros passos para evitar riscos e garantir um sono realmente reparador — afirma a fisioterapeuta e especialista em medicina do sono, Carolina Elena Carmona de Oliveira.
Veja algumas dicas que podem auxiliar para a conquista de uma melhor qualidade de vida na terceira idade:
Cuidado com a posturaAs principais causas de dores nas costas são, normalmente, uma combinação de fatores como sobrecarga, esforço físico, postura incorreta, obesidade, sedentarismo e até mesmo o estresse. Mantenha o cuidado com a postura durante as atividades diárias e também durante o sono. Além de evitar dores, previne lesões irreversíveis e, até mesmo, hérnia de disco.
Faça regularmente um check up
Visite o médico regularmente para avaliações. O conhecimento prévio de problemas com a saúde e um diagnóstico preciso auxiliam no alcance de uma melhor qualidade de vida, confiança e autoestima.

Atenção ao levantar da camaVire as pernas para o lado em que pretende levantar, apoie os braços na cama e erga o tronco.
E ao sentar...
Apoie os braços e se aproxime bastante do assento até encostar a parte de trás do joelho. Em seguida, apoie as mãos nos braços do assento e incline-se para frente, flexionando o joelho até sentar.

Cuidado ao escolher o colcão e o travesseiro
O travesseiro, o colchão e até mesmo a temperatura do ambiente influenciam para um sono renovador. Portanto, na hora de dormir, utilize um travesseiro que complete exatamente o espaço compreendido entre a cabeça e o colchão (formando um ângulo de 90 graus no pescoço), alinhando assim toda a coluna com o tronco. Isso facilita a circulação sanguínea e permite que os estímulos elétricos sejam perfeitamente enviados pelo cérebro aos órgãos do corpo.

Bancos, assentos e cadeiras
Fique atento quanto à segurança de cadeiras, bancos ou assentos. O encosto deve acomodar a coluna e os pés devem estar apoiados no chão ou em algum suporte. O material do assento deve ser firme e de fácil higienização.

Evite ficar encurvado
Mantenha a postura firme. Para não ficar encurvado procure deixar os pés um pouco mais afastados e posicione o quadril alinhado ao tronco, com os pés firmes no chão.

Vá para cama somente quando tiver sono
Evite assistir televisão ou ler um livro deitado, já que o sono no idoso é mais fragmentado e menos profundo, sendo menos concentrado à noite e mais disperso no dia, por conta do ritmo biológico. Além disso, procure deitar sempre na mesma hora e evite café e chás, pois funcionam como estimulantes.

Aproveite o diaPrograme atividades pela manhã e pratique exercícios físicos regulares, sempre sob orientação médica, para que se sinta mais cansado à noite. As atividades diárias regularizam o sono noturno.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/ultimas-noticias/tag/terceira-idade/

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Unifesp abre 60 vagas para Universidade Aberta a Terceira Idade

Vagas são para pessoas com 60 anos ou mais.
Inscrições acontecem entre os dias 23 e 25 de janeiro.

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) abre nesta quarta-feira (23), 60 vagas para a Universidade Aberta a Terceira Idade (Uati), do Campus Baixada Santista, turma de 2013.
Os interessados precisam ter 60 anos ou mais, serem moradores da região da Baixada Santista e não terem participado de turmas anteriores da Uati. Não é exigido nenhum nível de escolaridade.
O curso é gratuito e tem duração de um ano, com atividades específicas e aulas de graduação e extensão, que acontecem duas vezes por semana. Para receber o certificado, os participantes precisam ter frequência de 75% nas atividades, ter cursado ao menos um módulo de graduação ou atividade de extensão e ter participado na elaboração e apresentação dos dois trabalhos anuais.
As atividades têm como objetivos dar aos idosos a oportunidade de cursar e contribuir com módulos dos cursos de graduação oferecidos no campus, desenvolver um programa de ensino e atividades específicas para os alunos e favorecer a participação nas muitas atividades abertas do campus, incluindo extensão e pesquisa, além de promover a integração entre os alunos da Unifesp.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pessoalmente na unidade central da Unifesp Baixada Santista, que fica na Rua Silva Jardim, nº 136, Vila Mathias, em Santos.
As inscrições acontecem entre esta quarta (23) e sexta-feira (25), das 14h às 17h. Os documentos necessários são CPF e um documento oficial com foto. No caso de lotação, terão prioridade os candidatos mais velhos.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (13) 3878-3772 / 3734, das 8h às 17h, ou pelo e-mail uati.unifespbs@gmail.com.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2013/01/unifesp-abre-60-vagas-para-universidade-aberta-terceira-idade.html

 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013



 
SEXUALIDADE NA TERCEIRA IDADE

As ações de medicina preventiva constituem-se em procedimentos importantes para prevenir as doenças ou para diagnosticá-las em fases iniciais, orientando apenas para o tratamento correto.
Prevenir as doenças é a maneira mais eficaz e barata na manutenção da saúde.
Várias Ong’s vem desempenhando o seu papel junto à comunidade rural, ensinando aos produtores, aos trabalhadores e a seus familiares as medidas mais importantes na prevenção de doenças, para se obter a saúde física e mental desejada.
INTRODUÇÃO
A sexualidade nas pessoas da terceira idade poderá ser melhor compreendida se o Homem e a Mulher souberem o que está ocorrendo com seu corpo.
A sexualidade não poderá ser confundida apenas com o ato sexual, pois ela se manifesta nas suas mais variadas formas, tais como: um olhar, um carinho, uma conversa, um sorriso, um abraço, sensação de bem-estar junto com a outra pessoa etc.
Comumente, o sexo é o encontro do pênis com a vagina.
Tanto os Homens como as Mulheres passam pelas fases de desejo (excitação), atingindo finalmente o orgasmo.
As transformações que ocorrem no Homem e na Mulher na terceira idade poderão dificultar o ato sexual; entretanto, a parte afetiva não deverá se alterar.
Os recursos medicamentosos e de ajuda dos médicos especialistas procuram ajudar na prevenção da sexualidade nesta fase da vida.
1 – FASES DA SEXUALIDADE
a) Desejo;
b) Excitação;
c) Orgasmo.
2 – RELAÇÃO SEXUAL NA TERCEIRA IDADE
Quando o casal atinge a terceira idade, as relações sexuais se tornam menos freqüentes, devido às alterações que ocorrem no organismo nessa fase.
Então, as relações sexuais poderão ser substituídas por outras formas de relacionamento que também podem levar ao prazer.
O casal poderá substituir as relações sexuais por atitudes de carinho, toques, beijos etc., e esse relacionamento de respeito e amor poderá proporcionar grande satisfação.
ATENÇÃO!
Sempre que aparecer um problema relacionado com o sexo, procure o seu médico.
3 – MUDANÇAS NO CORPO DO HOMEM
a) Alteração da coluna;
b) Envelhecimento da pele;
c) Diminuição de tamanho dos testículos e do pênis;
d) Diminuição da vontade de fazer sexo.
4 – MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER
a) Flacidez das mamas (mamas amolecidas);
b) Flacidez do abdome (barriga amolecida);
c) Flacidez das nádegas (bumbum amolecido);
d) Obesidade (engorda);
e) Queda dos pêlos dos genitais;
f) Pele seca e enrugada;
g) Desaparece a menstruação;
h) Inicia-se a menopausa com os seguintes sintomas: ondas de calor, suores, insônia, irritabilidade etc.
i) Diminuição do apetite sexual;
j) Vagina seca.
5 – RECOMENDAÇÕES
A orientação quanto ao desempenho das pessoas, no que diz respeito à sexualidade, deve ser dada por profissionais habilitados nesta área.
Quando necessário, as pessoas devem procurar: médicos psicólogos, analistas ou assistentes sociais para receberem a orientação correta.
Ter 60 anos ou mais não significa que a vida sexual das pessoas acabou. Devem participar de “encontros de terceira idade”, bailes, festas e reuniões entre colegas da mesma turma.
A aproximação entre as pessoas é importante para se iniciar a sexualidade.
O casal da terceira idade poderá aproveitar ao máximo sua sexualidade, seguindo suas maneiras de se relacionar. Não existem regras ou fórmulas de relacionamento. O importante é se darem bem, com muito carinho, respeito, amizade e amor.
6 – USO DE MEDICAMENTOS
a) O uso de medicamentos para melhorar o desempenho sexual deve ser sempre indicado e controlado pelo médico;
b) Evite uso indiscriminado de remédios. Se o fizer, poderá colocar a sua saúde em risco.

fonte: http://www.tutorzone.com.br/como-ocorre-a-relacao-sexual-na-terceira-idade/

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Pesquisa revela que idosos estão viajando mais  

No entanto, calçadas irregulares, a altura dos degraus nos ônibus e a ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações mais frequentes dos entrevistados

Uma pesquisa revela que 58% dos brasileiros com mais de 60 anos desejam viajar pelo país (veja vídeo ao lado). “Já viajei para Minas, Rio, São Paulo. Já passeei bastante, no litoral”, conta, entusiasmada, Leontina Carvalho, de 80 anos.

E não é só dentro do Brasil que a ‘moçada’ gosta de passear. Nos últimos cinco anos, vem crescendo cada vez mais a busca, pelo público idoso, de agências de viagem para conquistar educação internacional e conhecer novas culturas, como confessam, por exemplo, Paulo Rocha, 73, e Altevir Wassem, 75, que pretendem ir à Europa para visitar a Itália, Israel e Portugal – de avião e navio. 
 foto notícias
No entanto, o desafio das cidades brasileiras para atender bem o turismo da 3ª idade é eliminar alguns obstáculos que surgem pelo caminho desses turistas.

Calçadas irregulares, a altura dos degraus para subir e descer do ônibus, a falta de opções mais leves nos cardápios dos restaurantes e a ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações mais frequentes da maioria dos idosos que participaram da pesquisa.

“A gente tropeça. Não pode olhar para cima, tem que olhar só para o chão. É complicado”, conta a aposentada Jandira de Nadai, de 73 anos, que se desequilibrou numa calçada irregular.

Eunice Prado, de 86 anos, e a filha dela, de 65, acharam a culinária do Nordeste uma tentação, mas sentiram falta de opções mais leves no cardápio. “Queria experimentar a culinária daqui, mas parece que não fez muito bem não, muito pesado”, conta Eunice.

Exceção à regra, alguns comerciantes já pensam no bem-estar do idoso durante a viagem. No Ceará, uma barraca de praia tem rampas e banheiros adaptados. “Nós temos um caso de pessoas da terceira idade que já vieram aqui três vezes e depois trouxeram um grupo de 50 pessoas”, conta o comerciante Mamede Rebouças.  

Fonte: Lou Segatte
Pesquisadora de história e folclore brasileiro


sábado, 19 de janeiro de 2013


 

Vida nova na terceira idade: aos 70, virou estudante compulsiva

Após cuidar dos pais, dos filhos e dos netos, Neuza começou a olhar para si mesma e decidiu se atualizar. Já fez mais de 30 cursos

 Ela não gosta de ser chamada de senhora, não curte o termo “feliz idade” e considera que a vida seja uma sucessão de momentos de “melhor idade”. Sabe, entretanto, que tudo pode recomeçar a qualquer momento, preferindo por isso a expressão “idade da juventude acumulada”.

 Neuza Guerreiro de Carvalho é obcecada pela memória. Ainda bem, afinal, tem boas histórias para contar: aos 80 anos, possui três estantes recheadas de pastas com minuciosas retrospectivas de sua vida, da dos filhos e até mesmo das noras e genros. Mas se engana quem pensa que a documentação sirva de estepe para os tropeços da mente. Lúcida e apaixonada pela vida, a blogueira do Vovó Neuza que arrastou outras mulheres para o grupo de oficinas de memórias batizadas de “Seminovas” - um diálogo sobre São Paulo e, sobretudo, suas percepções acerca do mundo – deu um passo adiante aos 70. “Foi quando minha mãe morreu que as coisas começaram a mudar, porque meu marido já tinha morrido, meus filhos estavam seguindo suas vidas”.

Diante das circunstâncias, e não da idade (como ela faz questão de ressaltar), teve a oportunidade de fazer o que sempre quis - dar fôlego ao seu lado “estudante compulsiva”. Graduada em 1951 em História Natural pela Universidade de São Paulo, voltou a frequentar a USP em 2005 por meio do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade. O desejo era antigo. “Pouco antes de me aposentar pensei em voltar a estudar, mais para me atualizar”, conta Neuza. “Fiz instrumentação cirúrgica, só que tudo era difícil com pai, mãe, filhos, netos”. Somente livre das responsabilidades da casa conseguiria finalmente se dedicar aos mais de 30 cursos finalizados desde então. Sua sede de conhecimento foi muito além da Biologia, e hoje ela exibe orgulhosa certificados que passam pelos mais diferentes campos do saber: psicologia, literatura, jornalismo, música, artes, etc.
  
Garota-propaganda da universidade
Tanto conhecimento e tantos registros não poderiam passar despercebidos. Por fim, começaram a ser compartilhados. Primeiro, com o site do Museu da Pessoa, para o qual Neuza escrevia. Vendo que tinha muito a contar, optou por criar seu próprio espaço na internet. “Meu filho disse para eu fazer um blog e eu pensei 'blog é para jovem', mas ele insistiu dizendo que eu não seria obrigada a fazer nada, faria o que eu quisesse”, diz ela, falando que hoje sua resistência existe em relação ao facebook (embora, sim, já tenha um perfil criado ali e que admita que uma hora terá que aderir). “Quando eu falava que tinha blog, todo mundo dava risada, mas tem gente que lê, sim”. Lêem, porque o que ela conta no blog é o testemunho de diferentes épocas.

Seus planos são muitos. “Tem noites que nem consigo dormir direito, porque é tanta coisa que passa na minha cabeça, tantas ideias, tantas associações”, comenta. Não sem razão, virou “garota-propaganda” da USP, aparecendo na capa e em diversas páginas do livro com a programação dos cursos para terceira idade, além de estar estampada em um outdoor na Cidade Universitária. Suas iniciativas tornaram-se exemplo para outras mulheres e homens, que se esforçam para resgatar o que havia sido antes concedido apenas na mocidade.

Para ela, no entanto, a juventude e todo o processo de amadurecimento ficam guardados em um pequeno baú, que ela chama de “caixinha da memória”, onde fichas temáticas reproduzem sensações de diversas experiências da vida. É o caso, por exemplo, da sua primeira relação sexual, que ganhou um papelzinho específico com a lembrança inclusive do que almoçou no dia seguinte. Se relembrar é viver, Neuza faz a lição de casa direitinho, mas nunca deixando de viver também para relembrar, e ser lembrada. “Se não fazemos retrospectivas, olhamos para trás e pensamos não ter feito porcaria nenhuma. Na hora que colocamos no papel, vemos quantas coisas conquistamos”. 

Fonte: http://delas.ig.com.br/comportamento/vida-nova-na-terceira-idade-aos-70-virou-estudante-compulsiva/n1596822971631.html

terça-feira, 15 de janeiro de 2013


 


Os desafios de manter a independência na terceira idade Yvetta Fedorova/NYTNS

Os desafios de manter a independência na terceira idade

 

Minha tia de 92 anos de idade, que tem a capacidade cognitiva diminuída e precisa de um andador ou cadeira de rodas para se movimentar, ainda mora em seu próprio apartamento, onde acompanhantes profissionais lhe dão assistência 24 horas por dia para ir e voltar do banheiro, para tomar banho, se trocar e para passear todos os dias para respirar ar fresco. Os acompanhantes fazem compras preparam e servem as refeições, fazem uma limpeza básica e se certificam de que os remédios sejam tomados na hora certa.

Mas, no mês passado, o seguro-saúde de longo prazo da minha tia venceu, e suas poucas economias, em breve, também acabarão. O que fazer?

As filhas dela, ambas trabalhando para sustentar suas famílias, não podem pagar os 150 dólares diários pelo cuidado integral de um acompanhante profissional, e minha tia não tem nada que possa ser vendido para conseguir o dinheiro necessário para tal. Ela tampouco se qualifica para o Medicaid, programa de saúde norte-americano para pessoas de baixa renda, ou tem uma doença terminal que justificaria uma internação, que seria coberta pelo Medicare, sistema público de saúde dos Estados Unidos.

Para complicar ainda mais as coisas, há muito tempo suas filhas haviam lhe prometido que não a colocariam em uma casa de repouso.

Tais dilemas são cada vez mais comuns conforme as pessoas passam a viver por mais tempo. O número de norte-americanos com 65 anos ou mais deve dobrar para 80 milhões nas próximas três décadas. Pessoas com 85 anos ou mais estão no grupo que cresce mais rapidamente; até 2020, haverá 6,6 milhões de pessoas nessa faixa etária, na qual as taxas de doenças debilitantes aumentam muito.

A maioria dos norte-americanos com mais de 65 anos acaba precisando de ajuda nas chamadas tarefas do dia a dia – comer, se vestir, tomar banho, fazer compras e assim por diante. Mas, com os familiares espalhados pelo país ou incapazes de darem cuidado em tempo integral por outros motivos, a necessidade de novas e melhores opções só irá aumentar.

Ao serem questionadas, 80 a 90 por cento das pessoas mais velhas dizem que querem continuar em suas próprias casas pelo maior tempo possível.

Mas permanecer em casa indefinidamente não é sempre a melhor escolha, mesmo que seja financeiramente possível. Conforme a vida chega perto do fim, muitos idosos precisam de mais cuidados do que os que podem ser oferecidos em casa. A simples tarefa de achar acompanhantes profissionais bem conceituados pode ser um pesadelo, e os membros da família frequentemente são obrigados a preencher as lacunas até mesmo nos melhores planos de saúde.

O desafio fica ainda maior quando ninguém estudou as opções antes que uma doença ou ferimento grave torne impossível a volta do idoso para casa, sem assistência em tempo integral.

Muitos idosos que vivem independentemente precisam de ajuda de fora muito antes de precisarem de cuidados 24 horas por dia. Uma série de alternativas de assistência e acompanhamento surgiram rapidamente para suprir essa demanda. Muitas têm como foco melhorar a acessibilidade dentro da casa e o acesso às conveniências do bairro.

Um idoso que more nos subúrbios e que já não possa dirigir pode se tornar isolado e solitário e correr o risco de desnutrição se não houver uma pessoa ou serviço comunitário que lhe faça compras ou o leve até os lugares. Mesmo as escadas são um grande obstáculo.

Elinor Ginzler, diretora do Centro Cahnmann para Serviços de Assistência no Conselho Judaico para Idosos em Rockville, Maryland, escreveu: "a capacidade de envelhecer no próprio lar é fortemente determinada pelo design físico e pela acessibilidade de uma casa, assim como pelos recursos da comunidade, como serviços e comodidades, opções de moradia e de transporte mais acessíveis".

Organizações como a Staying in Place, um grupo de voluntários sem fins lucrativos, ajudam pessoas com 50 anos ou mais em Woodstock, Nova York, e nas comunidades ao redor "a se manterem ativas, independentes e vivendo plenamente suas vidas em seus próprios lares". Por 125 dólares anuais (mais 50 dólares para cada morador com mais de 50 anos), a organização ajuda com documentações e tecnologias; transportes grátis ou de baixo custo; encaminhamentos para profissionais que ofereçam descontos; informações, e transporte, para cursos e atividades sociais e culturais locais; e recomendações de agências e profissionais de cuidados no lar.

Outros serviços gratuitos incluem o Meals on Wheels; visitas amigáveis; serviços de compra pelo telefone ou computador; atividades em centros para idosos; e centros de cuidado (ou creches) para adultos.

Há também organizações comerciais mais caras como a Home Instead Senior Care, uma rede internacional com mais de 900 franquias independentes que proporcionam cuidados (não médicos) para idosos e apoio para os cuidadores.

A organização financiou uma pesquisa de um ano com 1.631 cuidadores, 697 dos quais foram ajudados por cuidados não médicos pagos. A pesquisa descobriu que as pessoas que receberam cuidados pagos adicionais precisaram de 25 por cento menos consultas médicas e estavam mais dispostos a participar das creches para adultos.

Infelizmente, muitos acompanhantes são realmente mal pagos. A Home Instead, por exemplo, tem feito lobby para manter os acompanhantes isentos dos padrões do salário mínimo.

Henry Cisneros, ex-secretário do Ministério de Moradia e Desenvolvimento Urbano e editor do livro "Independent for Life: Homes and Neighborhoods for an Aging America", aponta para o fato de que os "americanos estão envelhecendo em casas, bairros e comunidades tradicionais que foram projetadas para as realidades demográficas do passado, não para as de hoje ou do futuro".

Cisneros luta para mudar as comunidades para que os idosos possam permanecer nelas.

"As casas podem ser adaptadas, novas casas apropriadas para essa faixa etária podem ser construídas, bairros já existentes podem ser religados, e novas comunidades planejadas", escreveu ele.

Por exemplo, para se adequar a dificuldade para enxergar, as casas podem ser equipadas com lâmpadas mais fortes, iluminações melhores posicionadas, controles de fácil acesso e luzes guia noturnas.

Cisneros vê uma necessidade urgente de pacotes acessíveis de modificações e manutenção no lar para deixar as residências mais adequadas para pessoas idosas.

"Um pacote de renovação certificado para envelhecer no próprio lar inclui pias do banheiro e da cozinha que permitam o encaixe de uma cadeira de rodas, barras de apoio, banheiros antiderrapantes, torneiras e maçanetas de alavanca, uma entrada sem degraus e portas e corredores mais largos", escreveu.

Embora essas mudanças tenham um preço, elas podem custar muito menos do que as alternativas atuais para os idosos. 

Fonte: The New York Times05/01/2013 | 02h50

 

domingo, 13 de janeiro de 2013

Já que o mundo não acabou, 7 dicas certeiras para viver mais

Em vez de apostar em fórmulas malucas, invista no que a ciência já sabe sobre como ter uma vida mais longa e saudável

 Se você está lendo este texto, isso significa que os maias estavam errados e o mundo não acabou. Com o fim dos tempos sem previsão para acontecer, o jeito é cuidar da saúde para aproveitar ao máximo a vida que – ainda bem – resta.

 Segundo dados divulgados recentemente pelo IBGE, a longevidade do brasileiro vem aumentando, e a média de expectativa de vida já é de 74 anos. Mas ainda estamos longe dos números do Japão, país com os melhores índices do mundo, onde se vive em média 82 anos.

Meditação é medicação

Pesquisadores americanos descobriram que a meditação pode ajudar a lidar melhor com as emoções e memória. De acordo com os acadêmicos, pessoas que meditam têm melhor estabilidade emocional e lidam melhor com situações de estresse.
“Meditar ajuda, por exemplo, a controlar os comportamentos compulsivos que levam ao comer demais, o que ajuda a ter uma vida mais saudável”, diz Tânia Martinez.
 
Mais verduras e carnes brancas, menos carne vermelha

O consumo diário de carne vermelha pode diminuir bastante a expectativa de vida. Atualmente, cada brasileiro come em média 36 quilos por ano. Segundo pesquisa feita na universidade de Harvard, quem come muita carne bovina pode ter uma expectativa de vida reduzida em 13%, além de ter mais chance de desenvolver doenças cardíacas, câncer e diabetes.

Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2012-12-22/ja-que-o-mundo-nao-acabou-7-dicas-certeiras-para-viver-mais.html

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


Governo suspende a venda de 225 planos de saúde de 28 operadoras


A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou, nesta quinta-feira (10), a suspensão da venda de 225 planos de saúde de 28 operadoras, por descumprirem prazos para agendar consulta, exames e cirurgias.

Entre as operadoras atingidas estão Green Line, Unimed Paulistana e Unimed Salvador.

A suspensão vale por três meses, a partir da próxima segunda-feira (14), e pode ser prorrogada em caso de reincidência.

Os atuais usuários desses planos de saúde que tiveram a venda suspensa não serão afetados. No entanto, a medida do governo impede a inclusão de novos clientes. Segundo o diretor-presidente da ANS, André Longo, os planos punidos atendem 1,9 milhão de beneficiários, que representam 4% dos usuários do país.

É a terceira vez que a agência pune planos com esses tipos de problema. A primeira foi em julho do ano passado, e atingiu 268 planos de 37 operadoras. A segunda foi em outubro, e incluiu 301 planos de 38 operadoras.

Desses, 223 já estavam com as vendas suspensas desde julho e não conseguiram melhorar seus indicadores. Por essa razão, permaneceram com as vendas suspensas por mais três meses.

A agência passou a monitorar os planos depois da publicação de uma resolução normativa de dezembro de 2011 que fixou o tempo máximo para marcação de consultas, exames e cirurgias. Os prazos são de 14 dias para agendar consultas médicas de especialistas, como cardiologistas; 7 dias para consultas básicas, como clínica geral; e até três dias úteis para exames de sangue, por exemplo.

Fiscalização é feita por meio de denúncias do consumidor

Para verificar o cumprimento da resolução, a ANS monitora os planos de saúde por meio das reclamações feitas nos seus canais de atendimento, como a ouvidoria e o site da agência. A cada três meses, um relatório é divulgado.

A agência informou ainda que mudará a metodologia de monitoramento e passará a incluir na avaliação as reclamações em relação à recusa de atendimento. Hoje, só é levada em conta a demora na marcação.

A demora no atendimento terá um peso maior no cálculo da punição que determina a suspensão da venda dos planos. Assim, a demora receberá peso dois na avaliação e a negativa de atendimento, peso um.

O atual relatório é referente ao período entre 19 de setembro de 18 de dezembro de 2012, quando a agência recebeu 13,6 mil queixas pelo não cumprimento dos prazos máximos estabelecidos. Esse número de reclamação é o maior desde que o ministério começou a fazer o monitoramento.

No primeiro trimestre analisado (de 19 de dezembro de 2011 a 18 de março), a ANS recebeu 2.981 queixas. No segundo trimestre (de 19 de março a 18 de junho de 2012), foram 4.682 reclamações. No terceiro (de 19 de junho a 18 de setembro de 2012), os usuários fizeram 10.144 queixas.

Reincidentes

O monitoramento apontou ainda que, das 28 operadoras suspensas, 16 foram reincidentes durante todo o ano passado e, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, terão prazo de 15 dias para apresentar um plano de melhorias. “Se a proposta não for convincente, a agência irá indicar um técnico para acompanhar as medidas a serem tomadas”, disse.

As outras 12 operadoras, por não terem sido reincidentes, deverão apresentar um termo de compromisso em até dez dias com a ANS de recuperação da rede e dos serviços.

Além dessas operadoras, uma 13ª também terá que assinar um termo de compromisso, mas, como ela fez uma suspensão voluntária antes da própria ANS determinar a medida, não foi contabilizada no total divulgado hoje.

Operadoras estão sujeitas a multas

As operadoras de planos de saúde que não cumprem os prazos definidos pela ANS estão sujeitas a multas de R$ 80 mil ou de R$ 100 mil, para situações de urgência e emergência.

Em casos de descumprimentos constantes, segundo a ANS, as operadoras podem sofrer medidas administrativas, tais como a suspensão da comercialização de parte ou da totalidade dos seus produtos, e a decretação do regime especial de direção técnica, inclusive com a possibilidade de afastamento dos dirigentes da empresa.

O beneficiário que quiser denunciar sua operadora poderá entrar em contato com a agência pelo Disque ANS (0800 701 9656), pelo site da Central de Relacionamento ou, ainda, presencialmente, em um dos doze Núcleos da ANS
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Fonte:Márcia Sousa - http://www.radioriovermelho.com.br/site/noticia.php?id=2710
www.uol.com.br Foto: Google

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Longevidade em ilha grega intriga cientistas

Cientistas estão investigando o segredo da longevidade dos 8 mil moradores da Ilha de Ikaria, no leste da Grécia, que vivem em média dez anos a mais que a maioria dos europeus e apresentam uma saúde muito melhor no final de suas vidas.

Pesquisadores da Universidade de Atenas, na capital do país, estudaram os moradores locais com mais de 65 anos. Christina Chrysohoou, cardiologista da universidade, afirma que eles sofrem dos mesmos tipos de doenças que as outras pessoas, como câncer e doenças cardíacas , mas estes problemas ocorrem mais tarde.

"Não podemos evitar estas doenças, mas eles conseguem preservar a qualidade de vida por muitos anos. A idade média para (a ocorrência de) doenças cardiovasculares é entre 55 e 65 anos. Em Ikaria, isto acontece cerca de dez anos depois", afirmou.

Entre os moradores da ilha, o número de fumantes é baixo, o cochilo depois do almoço é regra, o ritmo de vida é lento, e as pessoas se reúnem com amigos e familiares com frequência, bebendo quantidades moderadas de vinho. As famílias grandes dão aos moradores mais idosos um papel importante na sociedade, e os níveis de depressão e demência são baixos.
 
Dieta

Outros fatores também podem contribuir para a longevidade dos moradores da ilha. Mesmo em comparação à dieta típica da região do Mediterrâneo, os que moram na ilha consomem mais peixe, verduras e legumes e também níveis relativamente baixos de carne. Seis entre dez pessoas com mais de 90 anos ainda são fisicamente ativas, em comparação com apenas 20% destas pessoas em outros lugares.

A maior parte dos alimentos é cozida em azeite. Grandes quantidades de ervas são colhidas e usadas para temperos e fins medicinais. Muitos fazem um chá consumido diariamente com ervas secas como salvia, camomila, hortelã, entre outras. Para adoçar, apenas o mel local. Muitas destas ervas silvestres são usadas no mundo todo como remédios tradicionais e são ricas em antioxidantes e também diuréticas, o que pode diminuir a pressão sanguínea.

Os pesquisadores da Universidade de Atenas também pretendem realizar estudos geológicos da ilha, para saber se elementos radioativos existem em Ikaria e podem terefeito sobre alguns tipos de câncer. Além disso, também há estudos genéticos, que comparam o DNA dos moradores com o DNA de outros que nasceram na ilha, mas deixaram o lugar e, por isso, têm um estilo de vida diferente.
BBC
Stamatis Moraitis acredita que o vinho da ilha é o responsável por sua saúde
Câncer de pulmão
 
De acordo com os documentos que carrega consigo, Stamatis Moraitis completou 98 anos no dia 1º de janeiro, mas acredita que é mais velho. Todos os dias ele cuida de suas oliveiras, árvores frutíferas e parreiras. Ele fabrica 700 litros de vinho por ano. Há 45 anos, quando morava nos Estados Unidos, ele foi diagnosticado com câncer de pulmão, e os médicos deram a ele apenas nove meses de vida. Moraitis decidiu voltar para Ikaria, para ser sepultado com seus pais. Ele conseguiu reencontrar os amigos no vilarejo, e eles se reuniam para beber vinho.
"Pelo menos eu morreria feliz", disse.
"Todo dia nos reuníamos, bebíamos vinho e eu esperava. O tempo passou e eu me sentia mais forte. Nove meses passaram, eu me sentia bem. Onze meses passaram, eu me sentia melhor. E agora, 45 anos depois, ainda estou aqui!"
Em outra casa mora George Kassiotis, que vai completar 103 anos. Voula, sua mulher, mostra a mesa farta com cogumelos, peixe, verduras, legumes e vinho.
"É só um lanchinho", afirma ela.
Kassiotis mostra os documentos e fotos. Ele lutou contra os italianos na Albânia durante a Segunda Guerra Mundial e ajudou na construção de uma estrada na ilha, antes de se aposentar em 1970.
"Não como alimentos industrializados, não fumo e não me estresso. Não tenho medo da morte. Sabemos que todos vamos chegar lá", disse.
BBC
George Kassiotis e a mulher, Voula: mesa farta com cogumelos, peixe, verduras, legumes e vinho
Na casa de Nikos Karoutsos, um dono de hotel de 50 anos, o ambiente é parecido: mesa farta, vinho, amigos e familiares visitando, bebendo e comendo juntos. Crianças e adolescentes ficam entre a mesa e o computador. Mais recentemente, Ikaria, perto da costa da Turquia, foi identificada como parte das chamadas "zonas azuis", identificadas pelo autor Dan Buettner, que escreve para a revista National Geographic, como áreas onde as pessoas têm uma vida mais longa.
Entre estas "zonas azuis" estão as Ilha de Okinawa, no Japão, a província italiana de Luoro, na Ilha da Sardenha, na Itália, e a cidade de Loma Linda, na Califórnia.

Fonte:http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-01-07/longevidade-em-ilha-grega-intriga-cientistas.html

Um terço dos portugueses terá mais de 65 anos em 2050

A Idade Maior esteve em destaque na capital portuguesa no evento PORTUGAL MAIOR – Encontro Internacional para o Envelhecimento Activo, que decorreu na FIL, Parque das Nações, entre os dias 5 a 9 de Dezembro, revelando-se um autêntico sucesso e uma aposta ganha das duas entidades organizadoras.

Prevê-se que em 2050, um em cada três portugueses (37,7%) terá mais de 65 anos e metade da população portuguesa mais de 50 anos, precisam as entidades organizadoras, baseando-se em dados estatísticos oficiais.

No âmbito da licenciatura de Gerontologia Social da responsabilidade da Escola Superior de Educação João de Deus, realizou-se o III Congresso Internacional de Gerontologia e Geriatria que este ano consagrou as temáticas "Juventude e Maiores: envelhecimento activo e solidariedade intra e intergeracionalidade" e "O adoecer, a doença e o envelhecimento activo".

A inauguração do PORTUGAL MAIOR contou com a presença do Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa, e pela primeira vez, este encontro teve direito a 4 dias de Congresso devido à grande afluência de oradores, nacionais e internacionais, para abordar estas temáticas.

Sempre com casa cheia, marcaram presença de destaque neste encontro, o Prof. Dr. António Ponces de Carvalho, Director da Escola Superior João de Deus, a Dra. Maria Joaquina Madeira, Coordenadora Nacional do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, o Prof. Dr. Jorge Torgal, Vice-Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, e também a Dra. Maria Barroso, Presidente da Fundação Pro Dignitate. A destacar igualmente as presenças do Prof. Dr. Fernando de Pádua, Prof. Dr. Daniel Serrão e Prof. Dr. José Pinto da Costa, Prof. Dr. Manuel Carrageta, entre outros intervenientes de relevo.

Entre os diversos painéis ao longo destes 4 dias de trabalhos estiveram presentes palestrantes portugueses, italianos, ingleses e castelhanos, comprovando a crescente internacionalização destas matérias e do PORTUGAL MAIOR.

O PORTUGAL MAIOR 2012 ocorreu quando se assinala o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, estando já perspectivada a edição PORTUGAL MAIOR 2013 e um sucesso ainda maior.

 Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/13-12-12/