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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Carnaidoso 2013 deve reunir dois mil brincantes da terceira idade, no AM
Festa ocorre no Parque do Idoso, Zona Centro-Sul de Manaus.
A Fundação Dr. Thomas realiza nesta sexta-feira (1º) a terceira edição do Baile "Carnaidoso", no Parque do Idoso, Zona Centro-Sul, a partir das 16h. O evento espera reunir cerca de 2 mil idosos. A entrada é gratuita.
A folia contará com a presença do Dj. Gatão, da Banda de Música da Polícia Militar do Amazonas, da Bateria da Escola de Samba da Grande Família e outras atrações. O objetido, segundo a Fundação, é proporcionar interação, descontração e elevação da autoestima aos grupos da terceira idade.
De acordo com a gerente de atividades especiais de esporte e lazer, Laila Bruna Aguiar, o "Carnaidoso" contará com a participação de 13 Centros de Esporte e Lazer da Semdej, vários grupos do Centro de Referência de Assistência Social (CRÁS) e de grupos independentes da Cidade, todos vestidos a caráter: Tururi ou Fantasias.
"Todos estão convidados para participar desta festa. Estamos na terceira edição e este ano queremos superar todas as expectativas e fazer do “Carnaidoso” uma data inesquecível, cheio de muita alegria. Lá, as pessoas poderão cantar, sambar, dançar e também desfrutar de alguns quitutes que serão vendidos no local. A festa é para terceira idade, mas a família que quiser acompanhar o seu idoso está mais que convidada”, disse. A festa seguirá até 21h. O Parque Municipal do Idoso fica localizado na Rua Rio Mar, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul de Manaus.
Fonte: g1.globo.com/amazonas
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Japão tem a maior média de expectativa de vida do mundo
Pesquisa aponta que o segredo da longevidade no país está relacionado tanto ao acesso a medidas de saúde pública quanto a uma dieta equilibrada, educação, cultura e atitudes de higiene no dia a dia

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Nações Unidas (ONU) revelam que o Japão tem a maior média de expectativa de vida do mundo. Hoje, um bebê quando nasce no país pode esperar viver até 86 anos se for uma menina, e quase 80 se for menino.
Cerca de 24% da população tem mais de 65 anos e cálculos do governo apontam que, em 2060, a porcentagem de idosos chegará a 40%.
Segredo da longevidade
Mas o segredo para a longevidade japonesa não está somente na alimentação, como se pensava. Segundo Kenji Shibuya, professor do departamento de política global de saúde da Universidade de Tóquio, as razões da longevidade japonesa têm tanto a ver com o acesso a medidas de saúde pública quanto a uma dieta equilibrada, educação, cultura e também atitudes de higiene no dia a dia.
Mas, de acordo com o estudo conduzido pelo professor Shibuya, os japoneses nem sempre tiveram a perspectiva de viver por tanto tempo. Em comparação com dados de 1947, houve um salto de mais de 30 anos na expectativa de vida de uma pessoa.
Esse crescimento começou no final da década de 50, quando o país passou a experimentar um desenvolvimento econômico acelerado. No pós-guerra, o governo começou a investir em ações de saúde pública, introduzindo o seguro nacional de saúde em 1961, tratamento grátis para tuberculose e infecções intestinais e respiratórias, além de campanhas de vacinação.
Uma das principais ações foi a redução das mortes por acidente vascular cerebral (AVC). “O controle da pressão arterial melhorou através de campanhas, como a de redução do consumo de sal, e uma maior utilização de tecnologias de custo-benefício para a saúde, como medicamentos anti-hipertensivos com cobertura universal do seguro de saúde”, comenta o professor.
Modo de vida
Segundo o estudo, os japoneses dão uma grande atenção à higiene em vários aspectos da vida diária. No Japão, check-ups regulares são normais e oferecidos em larga escala em escolas e no trabalho, a todos, pelo governo. A comida japonesa tem benefícios nutricionais balanceados e a dieta da população tem melhorado de acordo com o desenvolvimento econômico ao longo das décadas.
Para Shibuya, a expectativa de vida deve aumentar ainda mais, chegando a 84 anos para homens e 90 para as mulheres.
“O rápido envelhecimento da população japonesa é um desafio para o sistema de saúde do Japão em termos de financiamento e qualidade dos cuidados. Simplesmente aumentar a expectativa de vida não faz mais sentido. Devemos focar mais em maximizar de forma saudável essa expectativa de vida”, sugere.
Fonte: http://www.portalterceiraidade.com.br
Pesquisa aponta que o segredo da longevidade no país está relacionado tanto ao acesso a medidas de saúde pública quanto a uma dieta equilibrada, educação, cultura e atitudes de higiene no dia a dia

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das Nações Unidas (ONU) revelam que o Japão tem a maior média de expectativa de vida do mundo. Hoje, um bebê quando nasce no país pode esperar viver até 86 anos se for uma menina, e quase 80 se for menino.
Cerca de 24% da população tem mais de 65 anos e cálculos do governo apontam que, em 2060, a porcentagem de idosos chegará a 40%.
Segredo da longevidade
Mas o segredo para a longevidade japonesa não está somente na alimentação, como se pensava. Segundo Kenji Shibuya, professor do departamento de política global de saúde da Universidade de Tóquio, as razões da longevidade japonesa têm tanto a ver com o acesso a medidas de saúde pública quanto a uma dieta equilibrada, educação, cultura e também atitudes de higiene no dia a dia.
Mas, de acordo com o estudo conduzido pelo professor Shibuya, os japoneses nem sempre tiveram a perspectiva de viver por tanto tempo. Em comparação com dados de 1947, houve um salto de mais de 30 anos na expectativa de vida de uma pessoa.
Esse crescimento começou no final da década de 50, quando o país passou a experimentar um desenvolvimento econômico acelerado. No pós-guerra, o governo começou a investir em ações de saúde pública, introduzindo o seguro nacional de saúde em 1961, tratamento grátis para tuberculose e infecções intestinais e respiratórias, além de campanhas de vacinação.
Uma das principais ações foi a redução das mortes por acidente vascular cerebral (AVC). “O controle da pressão arterial melhorou através de campanhas, como a de redução do consumo de sal, e uma maior utilização de tecnologias de custo-benefício para a saúde, como medicamentos anti-hipertensivos com cobertura universal do seguro de saúde”, comenta o professor.
Modo de vida
Segundo o estudo, os japoneses dão uma grande atenção à higiene em vários aspectos da vida diária. No Japão, check-ups regulares são normais e oferecidos em larga escala em escolas e no trabalho, a todos, pelo governo. A comida japonesa tem benefícios nutricionais balanceados e a dieta da população tem melhorado de acordo com o desenvolvimento econômico ao longo das décadas.
Para Shibuya, a expectativa de vida deve aumentar ainda mais, chegando a 84 anos para homens e 90 para as mulheres.
“O rápido envelhecimento da população japonesa é um desafio para o sistema de saúde do Japão em termos de financiamento e qualidade dos cuidados. Simplesmente aumentar a expectativa de vida não faz mais sentido. Devemos focar mais em maximizar de forma saudável essa expectativa de vida”, sugere.
Fonte: http://www.portalterceiraidade.com.br
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Empresas oferecem serviços destinados à terceira idade
Com o crescimento do número de idosos no país, empresários aproveitam para investir em negócios voltados para pessoas da terceira idade.
Há oito anos o empresário Benjamin Apter montou, com mais 2 sócios, uma academia de ginástica para alunos com mais de 60 anos na zona oeste de São Paulo. Foram investidos R$ 250 mil para montar a primeira unidade da rede, que hoje já conta com três academias, 40 funcionários e 650 alunos.
O negócio fatura cerca de R$ 3 milhões por ano e já há planos de expansão da rede. Depois de 2 anos de estudo de mercado chegou-se ao modelo ideal. O empresário notou que o público idoso é carente de aulas de fortalecimento muscular. “Nós ficamos muito atentos nas grandes universidades, nas publicações científicas onde se estudava muito que exercício para idosos não só melhorava a qualidade de vida, mas também os índices de doenças crônicas… melhorava a glicemia na diabetes, o nível de pressão no hipertenso, ansiedade, depressão, osteopenia, osteoporose”, diz o empresário.
Para frequentar a academia 2 vezes por semana o valor da mensalidade é de R$ 365. “Nosso faturamento vem aumentando em média 20% ao ano. Pretendemos dobrar o nosso faturamento em 3 anos”, diz Apter.
Pacotes turísticos para a terceira idade
Segundo o IBGE existem hoje no Brasil cerca de 22 milhões de brasileiros com mais de 60 anos. Até 2050, eles serão 22% da população.
E hoje, com mais qualidade de vida, eles trabalham, se divertem e gastam boa parte da renda com o próprio bem estar. Este ano, os rendimentos deste público devem chegar a R$ 400 bilhões.
Atento a esta fatia de mercado, o empresário João Ricardo Marincek decidiu investir em pacotes turísticos para a terceira idade. Ele é proprietário de uma agência de viagens e há 10 anos criou um programa voltado para os idosos.
A agência faz 8 viagens por ano, em média. Os destinos são diferenciados e contemplam locais como África do Sul e Ásia. No Brasil, os roteiros são para Fernando de Noronha e Amazônia. Uma viagem internacional pode custar até US$ 10 mil por pessoa. “O foco é a natureza, o exótico, o diferenciado, a gente não faz viagens pra destinos tradicionais, então esse público que nos procura tem essa identidade também”, diz o empresário.
Os grupos são formados por até 20 pessoas entre homens e mulheres e requerem alguns cuidados especiais. “Seja a atenção maior com a escolha dos hotéis, para evitar que seja desgastante subir vários níveis para descer, além dos restaurantes, mas principalmente a quantidade de atrativos que se coloca num roteiro”, diz Marincek. Para 2013, o empresário aposta num crescimento de 10%.
Fonte: http://www.sitedaterceiraidade.com.br
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Saiba diferenciar Alzheimer e envelhecimento
O mal de Alzheimer é uma doença degenerativa que ataca o cérebro e provoca a perda das funções cognitivas, como memória, capacidade de orientação no tempo e/ou espaço e capacidade de planejamento. O problema tem início com alterações na memória e avança progressivamente até a dependência total do paciente.Porém, os sintomas do Alzheimer vão além do simples esquecimento do dia a dia. Portadores da doença têm dificuldade para se comunicar, aprender e raciocinar. Essas mudanças impactam o trabalho e atividades sociais e familiares. Como a doença é difícil de diagnosticar é fundamental que pessoas com mais de 60 anos procurem um médico para entender melhor os sintomas. A descoberta precoce é a chave para uma melhor qualidade de vida e controle da doença.
A Alzheimer Association, nos Estados Unidos, desenvolveu um teste para ajudar a diferenciar sinais normais da idade com o mal de Alzheimer. Confira os sintomas:
Perda de memória
Esquecer informações aprendidas recentemente é um dos primeiros sintomas da doença. Não se assuste: confundir nomes e compromissos ocasionalmente é normal. O que é preciso prestar atenção, na verdade, é se a pessoa esquece coisas com mais frequência e fica incapaz de relembrar o assunto posteriormente.
Dificuldade para realizar atividades rotineiras
Portadores de Alzheimer têm dificuldade para planejar e completar tarefas do dia a dia, como preparar uma refeição, fazer uma ligação ou jogar um jogo. Já esquecer ocasionalmente o que você ia dizer ou o que você ia fazer é normal.
Esquecimentos
Pacientes com Alzheimer podem se esquecer de onde estão e de como chegaram até determinado local. Além disso, perder-se na própria vizinhança ou esquecer o caminho de casa são comuns lapsos comuns entre os portadores da doença.
Poder de julgamento e raciocínio abaixo do normal
Vestir-se de forma inapropriada, com várias camadas de roupa em dias quentes ou pouca vestimenta em dias frios pode ser um sinal de que o cérebro não vai bem. Pacientes de Alzheimer mostram pouca capacidade de julgamento, como doar alta soma de dinheiro sem motivo específico.
Problemas com pensamento abstrato
Dificuldade acima do comum para realizar raciocínios mentais, como esquecer para que servem os números ou como devem ser usados, é outro sinal da doença. Já achar difícil decifrar ou desenvolver uma fórmula matemática é normal.
Errar o lugar as coisas
Pessoas com Alzheimer podem errar o lugar de coisas usuais. Por exemplo: colocar o ferro de passar no freezer é um sintoma comum da doença. Entretanto, é normal colocar as chaves do carro ou carteira em lugar estranho de vez em quando.
Mudanças de humor e comportamento
Rápida alternância de humor e comportamento também é um sinal da doença. Pacientes mudam de humor muito rápido e sem motivos aparentes. Eles podem ir de um estado calmo ao depressivo e raivoso em pouco tempo.
A personalidade de pessoas com Alzheimer pode mudar drasticamente. Elas se tornam confusas, desconfiadas, medrosas ou dependentes de um membro da família. Entretanto, com o passar dos anos, é normal ocorrer alguma mudança na personalidade. Fique atento se a transformação for mais severa que o usual.
Perda de iniciativa nas atividades
As pessoas com Alzheimer tornam-se muito passivas. Ficam, por exemplo, horas em frente à TV, dormem mais do que o normal e, normalmente, não têm disposição para realizar tarefas usuais.
Problemas com a linguagem
Esquecer palavras simples, substituir palavras comuns e usuais, dificultar a forma de falar ou escrever pode ser um sinal da doença. Por exemplo: um portador do problema não consegue encontrar a escova de dente e, ao invés de perguntar “onde está minha escova de dente?”, perguntaria “onde está o objeto de limpar a boca?”.
Fonte: minhavida.com.br
domingo, 27 de janeiro de 2013
Atividade física na terceira idade pode prevenir encolhimento do cérebro
Segundo estudo, que analisou 638 idosos, grupo fisicamente mais ativo obteve maiores benefícios.
A pesquisa analisou dados de 638 pessoas com 70 anos, submetidas a exames cerebrais.Os resultados mostraram que aqueles que eram fisicamente mais ativos tiveram uma menor retração do cérebro do que os indivíduos que não se exercitavam.
Por outro lado, as pessoas que faziam atividades de estimulação mental e intelectual, como palavras cruzadas, leitura de livros ou socialização com os amigos, não tiveram efeitos benéficos em relação ao tamanho do cérebro.
Deterioração
A ciência já provou que a estrutura e o funcionamento do cérebro se deterioram com o passar dos anos.
Também são inúmeros os registros na literatura médica de que o cérebro tende a encolher com o envelhecimento. Essa retração está ligada a uma perda de memória e das capacidades cerebrais, dizem as pesquisas.
Os estudos também têm mostrado que as atividades sociais, físicas e mentais podem contribuir para prevenir essa deterioração. No entanto, ainda não haviam sido feita pesquisas amplas com imagens para observar essas mudanças na estrutura e no volume do cérebro.
Segundo o estudo, que levou três anos para ser concluído, o médico Alan Gow e sua equipe pediram aos participantes que levassem um registro de suas atividades diárias.
No final desse período, quando os voluntários completaram 73 anos, eles passaram por scanners de ressonância magnética para analisar as mudanças no cérebro.
Depois de levar em conta fatores como idade, sexo, saúde e inteligência, os resultados mostraram que a atividade física estava "significativamente associada" com uma menor atrofia do tecido cerebral.
"As pessoas de 70 anos que fizeram mais exercício físico, como caminhadas várias vezes por semana, apresentaram uma retração menor do cérebro e outros sinais de envelhecimento da massa cerebral do que aquelas que eram menos ativas fisicamente", exlicou Grow.
"Além disso, nosso estudo não mostrou nenhum benefício real no tamanho do cérebro em decorrência da participação em atividades mentais e socialmente estimulantes, conforme foi observado pelas imagens em scanners de ressonância magnética durante os três anos de estudo", acrescentou.
Segundo o pesquisador, a atividade física também foi associada a um aumento no volume de massa cinzenta. Essa é a parte do cérebro onde se originam as emoções e percepções. Em trabalhos anteriores, essa região foi relacionada à melhora da memória de curto prazo.
Quando os cientistas analisaram o volume de massa branca, responsáveis pela transmissão de mensagens no cérebro, descobriram que as pessoas fisicamente ativas tinham menos lesões nessa área do que as que se exercitavam pouco.
Causas
Embora estudos anteriores já tenham mostrado os benefícios do exercício para prevenir ou retardar a demência, ainda não está claro os motivos por que isso acontece. Os pesquisadores acreditam que as vantagens da atividade esportiva podem estar ligadas ao aumento do fluxo de oxigênio no sangue e de nutrientes para o cérebro.
Mas uma outra teoria é que, como o cérebro das pessoas encolhe com a idade, elas tendem a se exercitar menos e, assim, acabam tendo menos benefícios. Seja qual for a explicação, dizem os especialistas, os resultados servem para comprovar que o exercício físico é benéficio para a saúde.
"Esse estudo relaciona a atividade física à redução dos sinais de envelhecimento do cérebro, sugerindo que o esporte é uma forma de proteger nossa saúde cognitiva", disse Simon Ridley, da entidade Alzheimer's Research, do Reino Unido.
"Embora não possamos dizer que a atividade física é o fator causal desse estudo, sabemos que o exercício na meia idade pode reduzir o risco de demência futura", afirmou.
"Vai ser importante acompanhar tais voluntários para ver se essas características estruturais estão associadas com um maior declínio cognitivo nos próximos anos. Também será necessário mais pesquisas para saber detalhadamente sobre por que a atividade física está tendo esse efeito benéfico", acrescentou Ridley.
Já o professor James Goodwin, da organização Age UK, que financiou a pesquisa, disse: "Esse estudo destaca novamente que nunca é tarde para se beneficiar dos exercícios, seja uma simples caminhada para fazer compras, seja um passeio no jardim", disse.
Fonte: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/10/atividade-fisica-na-terceira-idade-pode-prevenir-encolhimento-do-cerebro.html
sábado, 26 de janeiro de 2013
Cuidados com o sono colaboram para a qualidade de vida na terceira idade
Veja dicas de como dormir bem
A terceira idade é um período da vida que requer cuidados especiais para evitar problemas que possam compromoter a saúde e a qualidade do sono. Alguns hábitos errôneos colaboram para a mudança na posição do indivíduo e do seu centro de gravidade, causando dores, dificuldade respiratória, falta de equilíbrio e as temidas quedas.
— Manter o cuidado diário com a postura e adotar medidas saudáveis
para dormir devem ser os primeiros passos para evitar riscos e garantir
um sono realmente reparador — afirma a fisioterapeuta e especialista em
medicina do sono, Carolina Elena Carmona de Oliveira.
Veja algumas dicas que podem auxiliar para a conquista de uma melhor qualidade de vida na terceira idade:
Cuidado com a posturaAs principais causas de dores nas costas são, normalmente, uma combinação de fatores como sobrecarga, esforço físico, postura incorreta, obesidade, sedentarismo e até mesmo o estresse. Mantenha o cuidado com a postura durante as atividades diárias e também durante o sono. Além de evitar dores, previne lesões irreversíveis e, até mesmo, hérnia de disco.
Faça regularmente um check up
Visite o médico regularmente para avaliações. O conhecimento prévio de problemas com a saúde e um diagnóstico preciso auxiliam no alcance de uma melhor qualidade de vida, confiança e autoestima.
Atenção ao levantar da camaVire as pernas para o lado em que pretende levantar, apoie os braços na cama e erga o tronco.
E ao sentar...
Apoie os braços e se aproxime bastante do assento até encostar a parte de trás do joelho. Em seguida, apoie as mãos nos braços do assento e incline-se para frente, flexionando o joelho até sentar.
Cuidado ao escolher o colcão e o travesseiro
O travesseiro, o colchão e até mesmo a temperatura do ambiente influenciam para um sono renovador. Portanto, na hora de dormir, utilize um travesseiro que complete exatamente o espaço compreendido entre a cabeça e o colchão (formando um ângulo de 90 graus no pescoço), alinhando assim toda a coluna com o tronco. Isso facilita a circulação sanguínea e permite que os estímulos elétricos sejam perfeitamente enviados pelo cérebro aos órgãos do corpo.
Bancos, assentos e cadeiras
Fique atento quanto à segurança de cadeiras, bancos ou assentos. O encosto deve acomodar a coluna e os pés devem estar apoiados no chão ou em algum suporte. O material do assento deve ser firme e de fácil higienização.
Evite ficar encurvado
Mantenha a postura firme. Para não ficar encurvado procure deixar os pés um pouco mais afastados e posicione o quadril alinhado ao tronco, com os pés firmes no chão.
Vá para cama somente quando tiver sono
Evite assistir televisão ou ler um livro deitado, já que o sono no idoso é mais fragmentado e menos profundo, sendo menos concentrado à noite e mais disperso no dia, por conta do ritmo biológico. Além disso, procure deitar sempre na mesma hora e evite café e chás, pois funcionam como estimulantes.
Aproveite o diaPrograme atividades pela manhã e pratique exercícios físicos regulares, sempre sob orientação médica, para que se sinta mais cansado à noite. As atividades diárias regularizam o sono noturno.
Veja algumas dicas que podem auxiliar para a conquista de uma melhor qualidade de vida na terceira idade:
Cuidado com a posturaAs principais causas de dores nas costas são, normalmente, uma combinação de fatores como sobrecarga, esforço físico, postura incorreta, obesidade, sedentarismo e até mesmo o estresse. Mantenha o cuidado com a postura durante as atividades diárias e também durante o sono. Além de evitar dores, previne lesões irreversíveis e, até mesmo, hérnia de disco.
Faça regularmente um check up
Visite o médico regularmente para avaliações. O conhecimento prévio de problemas com a saúde e um diagnóstico preciso auxiliam no alcance de uma melhor qualidade de vida, confiança e autoestima.
Atenção ao levantar da camaVire as pernas para o lado em que pretende levantar, apoie os braços na cama e erga o tronco.
E ao sentar...
Apoie os braços e se aproxime bastante do assento até encostar a parte de trás do joelho. Em seguida, apoie as mãos nos braços do assento e incline-se para frente, flexionando o joelho até sentar.
Cuidado ao escolher o colcão e o travesseiro
O travesseiro, o colchão e até mesmo a temperatura do ambiente influenciam para um sono renovador. Portanto, na hora de dormir, utilize um travesseiro que complete exatamente o espaço compreendido entre a cabeça e o colchão (formando um ângulo de 90 graus no pescoço), alinhando assim toda a coluna com o tronco. Isso facilita a circulação sanguínea e permite que os estímulos elétricos sejam perfeitamente enviados pelo cérebro aos órgãos do corpo.
Bancos, assentos e cadeiras
Fique atento quanto à segurança de cadeiras, bancos ou assentos. O encosto deve acomodar a coluna e os pés devem estar apoiados no chão ou em algum suporte. O material do assento deve ser firme e de fácil higienização.
Evite ficar encurvado
Mantenha a postura firme. Para não ficar encurvado procure deixar os pés um pouco mais afastados e posicione o quadril alinhado ao tronco, com os pés firmes no chão.
Vá para cama somente quando tiver sono
Evite assistir televisão ou ler um livro deitado, já que o sono no idoso é mais fragmentado e menos profundo, sendo menos concentrado à noite e mais disperso no dia, por conta do ritmo biológico. Além disso, procure deitar sempre na mesma hora e evite café e chás, pois funcionam como estimulantes.
Aproveite o diaPrograme atividades pela manhã e pratique exercícios físicos regulares, sempre sob orientação médica, para que se sinta mais cansado à noite. As atividades diárias regularizam o sono noturno.
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/vida-e-estilo/bem-estar/ultimas-noticias/tag/terceira-idade/
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Unifesp abre 60 vagas para Universidade Aberta a Terceira Idade
Vagas são para pessoas com 60 anos ou mais.
Inscrições acontecem entre os dias 23 e 25 de janeiro.
A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) abre nesta quarta-feira (23), 60 vagas para a Universidade Aberta a Terceira Idade (Uati), do Campus Baixada Santista, turma de 2013.Os interessados precisam ter 60 anos ou mais, serem moradores da região da Baixada Santista e não terem participado de turmas anteriores da Uati. Não é exigido nenhum nível de escolaridade.
O curso é gratuito e tem duração de um ano, com atividades específicas e aulas de graduação e extensão, que acontecem duas vezes por semana. Para receber o certificado, os participantes precisam ter frequência de 75% nas atividades, ter cursado ao menos um módulo de graduação ou atividade de extensão e ter participado na elaboração e apresentação dos dois trabalhos anuais.
As atividades têm como objetivos dar aos idosos a oportunidade de cursar e contribuir com módulos dos cursos de graduação oferecidos no campus, desenvolver um programa de ensino e atividades específicas para os alunos e favorecer a participação nas muitas atividades abertas do campus, incluindo extensão e pesquisa, além de promover a integração entre os alunos da Unifesp.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pessoalmente na unidade central da Unifesp Baixada Santista, que fica na Rua Silva Jardim, nº 136, Vila Mathias, em Santos.
As inscrições acontecem entre esta quarta (23) e sexta-feira (25), das 14h às 17h. Os documentos necessários são CPF e um documento oficial com foto. No caso de lotação, terão prioridade os candidatos mais velhos.
Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (13) 3878-3772 / 3734, das 8h às 17h, ou pelo e-mail uati.unifespbs@gmail.com.
Fonte: http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2013/01/unifesp-abre-60-vagas-para-universidade-aberta-terceira-idade.html
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

As ações de medicina preventiva constituem-se em procedimentos importantes para prevenir as doenças ou para diagnosticá-las em fases iniciais, orientando apenas para o tratamento correto.
Prevenir as doenças é a maneira mais eficaz e barata na manutenção da saúde.
Várias Ong’s vem desempenhando o seu papel junto à comunidade rural, ensinando aos produtores, aos trabalhadores e a seus familiares as medidas mais importantes na prevenção de doenças, para se obter a saúde física e mental desejada.
INTRODUÇÃO
A sexualidade nas pessoas da terceira idade poderá ser melhor compreendida se o Homem e a Mulher souberem o que está ocorrendo com seu corpo.
A sexualidade não poderá ser confundida apenas com o ato sexual, pois ela se manifesta nas suas mais variadas formas, tais como: um olhar, um carinho, uma conversa, um sorriso, um abraço, sensação de bem-estar junto com a outra pessoa etc.
Comumente, o sexo é o encontro do pênis com a vagina.
Tanto os Homens como as Mulheres passam pelas fases de desejo (excitação), atingindo finalmente o orgasmo.
As transformações que ocorrem no Homem e na Mulher na terceira idade poderão dificultar o ato sexual; entretanto, a parte afetiva não deverá se alterar.
Os recursos medicamentosos e de ajuda dos médicos especialistas procuram ajudar na prevenção da sexualidade nesta fase da vida.
1 – FASES DA SEXUALIDADE
a) Desejo;
b) Excitação;
c) Orgasmo.
2 – RELAÇÃO SEXUAL NA TERCEIRA IDADE
Quando o casal atinge a terceira idade, as relações sexuais se tornam menos freqüentes, devido às alterações que ocorrem no organismo nessa fase.
Então, as relações sexuais poderão ser substituídas por outras formas de relacionamento que também podem levar ao prazer.
O casal poderá substituir as relações sexuais por atitudes de carinho, toques, beijos etc., e esse relacionamento de respeito e amor poderá proporcionar grande satisfação.
ATENÇÃO!
Sempre que aparecer um problema relacionado com o sexo, procure o seu médico.
3 – MUDANÇAS NO CORPO DO HOMEM
a) Alteração da coluna;
b) Envelhecimento da pele;
c) Diminuição de tamanho dos testículos e do pênis;
d) Diminuição da vontade de fazer sexo.
4 – MUDANÇAS NO CORPO DA MULHER
a) Flacidez das mamas (mamas amolecidas);
b) Flacidez do abdome (barriga amolecida);
c) Flacidez das nádegas (bumbum amolecido);
d) Obesidade (engorda);
e) Queda dos pêlos dos genitais;
f) Pele seca e enrugada;
g) Desaparece a menstruação;
h) Inicia-se a menopausa com os seguintes sintomas: ondas de calor, suores, insônia, irritabilidade etc.
i) Diminuição do apetite sexual;
j) Vagina seca.
5 – RECOMENDAÇÕES
A orientação quanto ao desempenho das pessoas, no que diz respeito à sexualidade, deve ser dada por profissionais habilitados nesta área.
Quando necessário, as pessoas devem procurar: médicos psicólogos, analistas ou assistentes sociais para receberem a orientação correta.
Ter 60 anos ou mais não significa que a vida sexual das pessoas acabou. Devem participar de “encontros de terceira idade”, bailes, festas e reuniões entre colegas da mesma turma.
A aproximação entre as pessoas é importante para se iniciar a sexualidade.
O casal da terceira idade poderá aproveitar ao máximo sua sexualidade, seguindo suas maneiras de se relacionar. Não existem regras ou fórmulas de relacionamento. O importante é se darem bem, com muito carinho, respeito, amizade e amor.
6 – USO DE MEDICAMENTOS
a) O uso de medicamentos para melhorar o desempenho sexual deve ser sempre indicado e controlado pelo médico;
b) Evite uso indiscriminado de remédios. Se o fizer, poderá colocar a sua saúde em risco.
fonte: http://www.tutorzone.com.br/como-ocorre-a-relacao-sexual-na-terceira-idade/
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Pesquisa revela que idosos estão viajando mais
No
entanto, calçadas irregulares, a altura dos degraus nos ônibus e a
ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações
mais frequentes dos entrevistados
Uma pesquisa revela que
58% dos brasileiros com mais de 60 anos desejam viajar pelo
país (veja vídeo ao lado). “Já viajei para Minas, Rio, São Paulo. Já
passeei bastante, no litoral”, conta, entusiasmada,
Leontina Carvalho, de 80 anos.
E não é só dentro do Brasil que a ‘moçada’ gosta de passear. Nos últimos cinco anos, vem crescendo cada vez mais a busca, pelo público idoso, de agências de viagem para conquistar educação internacional e conhecer novas culturas, como confessam, por exemplo, Paulo Rocha, 73, e Altevir Wassem, 75, que pretendem ir à Europa para visitar a Itália, Israel e Portugal – de avião e navio.
E não é só dentro do Brasil que a ‘moçada’ gosta de passear. Nos últimos cinco anos, vem crescendo cada vez mais a busca, pelo público idoso, de agências de viagem para conquistar educação internacional e conhecer novas culturas, como confessam, por exemplo, Paulo Rocha, 73, e Altevir Wassem, 75, que pretendem ir à Europa para visitar a Itália, Israel e Portugal – de avião e navio.

No entanto, o
desafio das cidades brasileiras para atender bem o turismo da 3ª idade é eliminar alguns
obstáculos que surgem pelo caminho desses turistas.
Calçadas irregulares, a altura dos degraus para subir e descer do ônibus, a falta de opções mais leves nos cardápios dos restaurantes e a ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações mais frequentes da maioria dos idosos que participaram da pesquisa.
“A gente tropeça. Não pode olhar para cima, tem que olhar só para o chão. É complicado”, conta a aposentada Jandira de Nadai, de 73 anos, que se desequilibrou numa calçada irregular.
Eunice Prado, de 86 anos, e a filha dela, de 65, acharam a culinária do Nordeste uma tentação, mas sentiram falta de opções mais leves no cardápio. “Queria experimentar a culinária daqui, mas parece que não fez muito bem não, muito pesado”, conta Eunice.
Exceção à regra, alguns comerciantes já pensam no bem-estar do idoso durante a viagem. No Ceará, uma barraca de praia tem rampas e banheiros adaptados. “Nós temos um caso de pessoas da terceira idade que já vieram aqui três vezes e depois trouxeram um grupo de 50 pessoas”, conta o comerciante Mamede Rebouças.
Calçadas irregulares, a altura dos degraus para subir e descer do ônibus, a falta de opções mais leves nos cardápios dos restaurantes e a ausência de rampas e banheiros adaptados são algumas das reclamações mais frequentes da maioria dos idosos que participaram da pesquisa.
“A gente tropeça. Não pode olhar para cima, tem que olhar só para o chão. É complicado”, conta a aposentada Jandira de Nadai, de 73 anos, que se desequilibrou numa calçada irregular.
Eunice Prado, de 86 anos, e a filha dela, de 65, acharam a culinária do Nordeste uma tentação, mas sentiram falta de opções mais leves no cardápio. “Queria experimentar a culinária daqui, mas parece que não fez muito bem não, muito pesado”, conta Eunice.
Exceção à regra, alguns comerciantes já pensam no bem-estar do idoso durante a viagem. No Ceará, uma barraca de praia tem rampas e banheiros adaptados. “Nós temos um caso de pessoas da terceira idade que já vieram aqui três vezes e depois trouxeram um grupo de 50 pessoas”, conta o comerciante Mamede Rebouças.
sábado, 19 de janeiro de 2013

Vida nova na terceira idade: aos 70, virou estudante compulsiva
Após cuidar dos pais, dos filhos e dos netos, Neuza começou a olhar para si mesma e decidiu se atualizar. Já fez mais de 30 cursos
Ela não gosta de ser chamada de senhora, não curte o termo “feliz idade” e considera que a vida seja uma sucessão de momentos de “melhor idade”. Sabe, entretanto, que tudo pode recomeçar a qualquer momento, preferindo por isso a expressão “idade da juventude acumulada”.
Neuza Guerreiro de Carvalho é obcecada pela memória. Ainda bem, afinal, tem boas histórias para contar: aos 80 anos, possui três estantes recheadas de pastas com minuciosas retrospectivas de sua vida, da dos filhos e até mesmo das noras e genros. Mas se engana quem pensa que a documentação sirva de estepe para os tropeços da mente. Lúcida e apaixonada pela vida, a blogueira do Vovó Neuza que arrastou outras mulheres para o grupo de oficinas de memórias batizadas de “Seminovas” - um diálogo sobre São Paulo e, sobretudo, suas percepções acerca do mundo – deu um passo adiante aos 70. “Foi quando minha mãe morreu que as coisas começaram a mudar, porque meu marido já tinha morrido, meus filhos estavam seguindo suas vidas”.
Diante das circunstâncias, e não da idade (como ela faz questão de ressaltar), teve a oportunidade de fazer o que sempre quis - dar fôlego ao seu lado “estudante compulsiva”. Graduada em 1951 em História Natural pela Universidade de São Paulo, voltou a frequentar a USP em 2005 por meio do Programa Universidade Aberta à Terceira Idade. O desejo era antigo. “Pouco antes de me aposentar pensei em voltar a estudar, mais para me atualizar”, conta Neuza. “Fiz instrumentação cirúrgica, só que tudo era difícil com pai, mãe, filhos, netos”. Somente livre das responsabilidades da casa conseguiria finalmente se dedicar aos mais de 30 cursos finalizados desde então. Sua sede de conhecimento foi muito além da Biologia, e hoje ela exibe orgulhosa certificados que passam pelos mais diferentes campos do saber: psicologia, literatura, jornalismo, música, artes, etc.Garota-propaganda da universidade
Tanto conhecimento e tantos registros não poderiam passar despercebidos. Por fim, começaram a ser compartilhados. Primeiro, com o site do Museu da Pessoa, para o qual Neuza escrevia. Vendo que tinha muito a contar, optou por criar seu próprio espaço na internet. “Meu filho disse para eu fazer um blog e eu pensei 'blog é para jovem', mas ele insistiu dizendo que eu não seria obrigada a fazer nada, faria o que eu quisesse”, diz ela, falando que hoje sua resistência existe em relação ao facebook (embora, sim, já tenha um perfil criado ali e que admita que uma hora terá que aderir). “Quando eu falava que tinha blog, todo mundo dava risada, mas tem gente que lê, sim”. Lêem, porque o que ela conta no blog é o testemunho de diferentes épocas.
Seus planos são muitos. “Tem noites que nem consigo dormir direito, porque é tanta coisa que passa na minha cabeça, tantas ideias, tantas associações”, comenta. Não sem razão, virou “garota-propaganda” da USP, aparecendo na capa e em diversas páginas do livro com a programação dos cursos para terceira idade, além de estar estampada em um outdoor na Cidade Universitária. Suas iniciativas tornaram-se exemplo para outras mulheres e homens, que se esforçam para resgatar o que havia sido antes concedido apenas na mocidade.
Para ela, no entanto, a juventude e todo o processo de amadurecimento ficam guardados em um pequeno baú, que ela chama de “caixinha da memória”, onde fichas temáticas reproduzem sensações de diversas experiências da vida. É o caso, por exemplo, da sua primeira relação sexual, que ganhou um papelzinho específico com a lembrança inclusive do que almoçou no dia seguinte. Se relembrar é viver, Neuza faz a lição de casa direitinho, mas nunca deixando de viver também para relembrar, e ser lembrada. “Se não fazemos retrospectivas, olhamos para trás e pensamos não ter feito porcaria nenhuma. Na hora que colocamos no papel, vemos quantas coisas conquistamos”.
Fonte: http://delas.ig.com.br/comportamento/vida-nova-na-terceira-idade-aos-70-virou-estudante-compulsiva/n1596822971631.html
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Os desafios de manter a independência na terceira idade
Minha tia de 92 anos de idade, que tem a capacidade cognitiva diminuída e
precisa de um andador ou cadeira de rodas para se movimentar, ainda
mora em seu próprio apartamento, onde acompanhantes profissionais lhe
dão assistência 24 horas por dia para ir e voltar do banheiro, para
tomar banho, se trocar e para passear todos os dias para respirar ar
fresco. Os acompanhantes fazem compras preparam e servem as refeições, fazem uma limpeza básica e se certificam de que os remédios sejam tomados na hora certa.
Mas,
no mês passado, o seguro-saúde de longo prazo da minha tia venceu, e
suas poucas economias, em breve, também acabarão. O que fazer?
As
filhas dela, ambas trabalhando para sustentar suas famílias, não podem
pagar os 150 dólares diários pelo cuidado integral de um acompanhante
profissional, e minha tia não tem nada que possa ser vendido para
conseguir o dinheiro necessário para tal. Ela tampouco se qualifica para o Medicaid,
programa de saúde norte-americano para pessoas de baixa renda, ou tem
uma doença terminal que justificaria uma internação, que seria coberta
pelo Medicare, sistema público de saúde dos Estados Unidos.
Para
complicar ainda mais as coisas, há muito tempo suas filhas haviam lhe
prometido que não a colocariam em uma casa de repouso.
Tais
dilemas são cada vez mais comuns conforme as pessoas passam a viver por
mais tempo. O número de norte-americanos com 65 anos ou mais deve dobrar
para 80 milhões nas próximas três décadas. Pessoas com 85 anos ou mais
estão no grupo que cresce mais rapidamente; até 2020, haverá 6,6 milhões
de pessoas nessa faixa etária, na qual as taxas de doenças debilitantes
aumentam muito.
A maioria dos norte-americanos com mais de 65
anos acaba precisando de ajuda nas chamadas tarefas do dia a dia –
comer, se vestir, tomar banho, fazer compras e assim por diante. Mas,
com os familiares espalhados pelo país ou incapazes de darem cuidado em
tempo integral por outros motivos, a necessidade de novas e melhores
opções só irá aumentar.
Ao serem questionadas, 80 a 90 por cento
das pessoas mais velhas dizem que querem continuar em suas próprias
casas pelo maior tempo possível.
Mas permanecer em casa
indefinidamente não é sempre a melhor escolha, mesmo que seja
financeiramente possível. Conforme a vida chega perto do fim, muitos
idosos precisam de mais cuidados do que os que podem ser oferecidos em
casa. A simples tarefa de achar acompanhantes profissionais bem
conceituados pode ser um pesadelo, e os membros da família
frequentemente são obrigados a preencher as lacunas até mesmo nos
melhores planos de saúde.
O desafio fica ainda maior quando
ninguém estudou as opções antes que uma doença ou ferimento grave torne
impossível a volta do idoso para casa, sem assistência em tempo
integral.
Muitos idosos que vivem independentemente precisam de
ajuda de fora muito antes de precisarem de cuidados 24 horas por dia.
Uma série de alternativas de assistência e acompanhamento surgiram
rapidamente para suprir essa demanda. Muitas têm como foco melhorar a
acessibilidade dentro da casa e o acesso às conveniências do bairro.
Um
idoso que more nos subúrbios e que já não possa dirigir pode se tornar
isolado e solitário e correr o risco de desnutrição se não houver uma
pessoa ou serviço comunitário que lhe faça compras ou o leve até os
lugares. Mesmo as escadas são um grande obstáculo.
Elinor
Ginzler, diretora do Centro Cahnmann para Serviços de Assistência no
Conselho Judaico para Idosos em Rockville, Maryland, escreveu: "a
capacidade de envelhecer no próprio lar é fortemente determinada pelo
design físico e pela acessibilidade de uma casa, assim como pelos
recursos da comunidade, como serviços e comodidades, opções de moradia e
de transporte mais acessíveis".
Organizações como a Staying in
Place, um grupo de voluntários sem fins lucrativos, ajudam pessoas com
50 anos ou mais em Woodstock, Nova York, e nas comunidades ao redor "a
se manterem ativas, independentes e vivendo plenamente suas vidas em
seus próprios lares". Por 125 dólares anuais (mais 50 dólares para cada
morador com mais de 50 anos), a organização ajuda com documentações e
tecnologias; transportes grátis ou de baixo custo; encaminhamentos para
profissionais que ofereçam descontos; informações, e transporte, para
cursos e atividades sociais e culturais locais; e recomendações de
agências e profissionais de cuidados no lar.
Outros serviços
gratuitos incluem o Meals on Wheels; visitas amigáveis; serviços de
compra pelo telefone ou computador; atividades em centros para idosos; e
centros de cuidado (ou creches) para adultos.
Há também
organizações comerciais mais caras como a Home Instead Senior Care, uma
rede internacional com mais de 900 franquias independentes que
proporcionam cuidados (não médicos) para idosos e apoio para os
cuidadores.
A organização financiou uma pesquisa de um ano com
1.631 cuidadores, 697 dos quais foram ajudados por cuidados não médicos
pagos. A pesquisa descobriu que as pessoas que receberam cuidados pagos
adicionais precisaram de 25 por cento menos consultas médicas e estavam
mais dispostos a participar das creches para adultos.
Infelizmente,
muitos acompanhantes são realmente mal pagos. A Home Instead, por
exemplo, tem feito lobby para manter os acompanhantes isentos dos
padrões do salário mínimo.
Henry Cisneros, ex-secretário do
Ministério de Moradia e Desenvolvimento Urbano e editor do livro
"Independent for Life: Homes and Neighborhoods for an Aging America",
aponta para o fato de que os "americanos estão envelhecendo em casas,
bairros e comunidades tradicionais que foram projetadas para as
realidades demográficas do passado, não para as de hoje ou do futuro".
Cisneros luta para mudar as comunidades para que os idosos possam permanecer nelas.
"As
casas podem ser adaptadas, novas casas apropriadas para essa faixa
etária podem ser construídas, bairros já existentes podem ser religados,
e novas comunidades planejadas", escreveu ele.
Por exemplo, para
se adequar a dificuldade para enxergar, as casas podem ser equipadas
com lâmpadas mais fortes, iluminações melhores posicionadas, controles
de fácil acesso e luzes guia noturnas.
Cisneros vê uma
necessidade urgente de pacotes acessíveis de modificações e manutenção
no lar para deixar as residências mais adequadas para pessoas idosas.
"Um
pacote de renovação certificado para envelhecer no próprio lar inclui
pias do banheiro e da cozinha que permitam o encaixe de uma cadeira de
rodas, barras de apoio, banheiros antiderrapantes, torneiras e maçanetas
de alavanca, uma entrada sem degraus e portas e corredores mais
largos", escreveu.
Embora essas mudanças tenham um preço, elas podem custar muito menos do que as alternativas atuais para os idosos.
Fonte: The New York Times05/01/2013 | 02h50
domingo, 13 de janeiro de 2013
Já que o mundo não acabou, 7 dicas certeiras para viver mais
Em vez de apostar em fórmulas malucas, invista no que a ciência já sabe sobre como ter uma vida mais longa e saudável
Se você está lendo este texto, isso significa que os maias estavam errados e o mundo não acabou. Com o fim dos tempos sem previsão para acontecer, o jeito é cuidar da saúde para aproveitar ao máximo a vida que – ainda bem – resta.
Segundo dados divulgados recentemente pelo
IBGE, a longevidade do brasileiro vem aumentando, e a média de
expectativa de vida já é de 74 anos. Mas ainda estamos longe dos números
do Japão, país com os melhores índices do mundo, onde se vive em média
82 anos.
Meditação é medicação
Pesquisadores americanos descobriram que a meditação pode
ajudar a lidar melhor com as emoções e memória. De acordo com os
acadêmicos, pessoas que meditam têm melhor estabilidade emocional e
lidam melhor com situações de estresse.
“Meditar ajuda, por exemplo, a controlar os
comportamentos compulsivos que levam ao comer demais, o que ajuda a ter
uma vida mais saudável”, diz Tânia Martinez.
Mais verduras e carnes brancas, menos carne vermelha
O consumo diário de carne vermelha pode diminuir bastante
a expectativa de vida. Atualmente, cada brasileiro come em média 36
quilos por ano. Segundo pesquisa feita na universidade de Harvard, quem
come muita carne bovina pode ter uma expectativa de vida reduzida em
13%, além de ter mais chance de desenvolver doenças cardíacas, câncer e
diabetes.
Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/2012-12-22/ja-que-o-mundo-nao-acabou-7-dicas-certeiras-para-viver-mais.html
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Governo suspende a venda de 225 planos de saúde de 28 operadoras
A
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou, nesta
quinta-feira (10), a suspensão da venda de 225 planos de saúde de 28
operadoras, por descumprirem prazos para agendar consulta, exames e
cirurgias.
Entre as operadoras atingidas estão Green Line, Unimed Paulistana e Unimed Salvador.
A suspensão vale por três meses, a partir da próxima segunda-feira (14), e pode ser prorrogada em caso de reincidência.
Os atuais usuários desses planos de saúde que tiveram a venda suspensa não serão afetados. No entanto, a medida do governo impede a inclusão de novos clientes. Segundo o diretor-presidente da ANS, André Longo, os planos punidos atendem 1,9 milhão de beneficiários, que representam 4% dos usuários do país.
É a terceira vez que a agência pune planos com esses tipos de problema. A primeira foi em julho do ano passado, e atingiu 268 planos de 37 operadoras. A segunda foi em outubro, e incluiu 301 planos de 38 operadoras.
Desses, 223 já estavam com as vendas suspensas desde julho e não conseguiram melhorar seus indicadores. Por essa razão, permaneceram com as vendas suspensas por mais três meses.
A agência passou a monitorar os planos depois da publicação de uma resolução normativa de dezembro de 2011 que fixou o tempo máximo para marcação de consultas, exames e cirurgias. Os prazos são de 14 dias para agendar consultas médicas de especialistas, como cardiologistas; 7 dias para consultas básicas, como clínica geral; e até três dias úteis para exames de sangue, por exemplo.
Fiscalização é feita por meio de denúncias do consumidor
Para verificar o cumprimento da resolução, a ANS monitora os planos de saúde por meio das reclamações feitas nos seus canais de atendimento, como a ouvidoria e o site da agência. A cada três meses, um relatório é divulgado.
A agência informou ainda que mudará a metodologia de monitoramento e passará a incluir na avaliação as reclamações em relação à recusa de atendimento. Hoje, só é levada em conta a demora na marcação.
A demora no atendimento terá um peso maior no cálculo da punição que determina a suspensão da venda dos planos. Assim, a demora receberá peso dois na avaliação e a negativa de atendimento, peso um.
O atual relatório é referente ao período entre 19 de setembro de 18 de dezembro de 2012, quando a agência recebeu 13,6 mil queixas pelo não cumprimento dos prazos máximos estabelecidos. Esse número de reclamação é o maior desde que o ministério começou a fazer o monitoramento.
No primeiro trimestre analisado (de 19 de dezembro de 2011 a 18 de março), a ANS recebeu 2.981 queixas. No segundo trimestre (de 19 de março a 18 de junho de 2012), foram 4.682 reclamações. No terceiro (de 19 de junho a 18 de setembro de 2012), os usuários fizeram 10.144 queixas.
Reincidentes
O monitoramento apontou ainda que, das 28 operadoras suspensas, 16 foram reincidentes durante todo o ano passado e, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, terão prazo de 15 dias para apresentar um plano de melhorias. “Se a proposta não for convincente, a agência irá indicar um técnico para acompanhar as medidas a serem tomadas”, disse.
As outras 12 operadoras, por não terem sido reincidentes, deverão apresentar um termo de compromisso em até dez dias com a ANS de recuperação da rede e dos serviços.
Além dessas operadoras, uma 13ª também terá que assinar um termo de compromisso, mas, como ela fez uma suspensão voluntária antes da própria ANS determinar a medida, não foi contabilizada no total divulgado hoje.
Operadoras estão sujeitas a multas
As operadoras de planos de saúde que não cumprem os prazos definidos pela ANS estão sujeitas a multas de R$ 80 mil ou de R$ 100 mil, para situações de urgência e emergência.
Em casos de descumprimentos constantes, segundo a ANS, as operadoras podem sofrer medidas administrativas, tais como a suspensão da comercialização de parte ou da totalidade dos seus produtos, e a decretação do regime especial de direção técnica, inclusive com a possibilidade de afastamento dos dirigentes da empresa.
O beneficiário que quiser denunciar sua operadora poderá entrar em contato com a agência pelo Disque ANS (0800 701 9656), pelo site da Central de Relacionamento ou, ainda, presencialmente, em um dos doze Núcleos da ANS.
A
Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou, nesta
quinta-feira (10), a suspensão da venda de 225 planos de saúde de 28
operadoras, por descumprirem prazos para agendar consulta, exames e
cirurgias. Entre as operadoras atingidas estão Green Line, Unimed Paulistana e Unimed Salvador.
A suspensão vale por três meses, a partir da próxima segunda-feira (14), e pode ser prorrogada em caso de reincidência.
Os atuais usuários desses planos de saúde que tiveram a venda suspensa não serão afetados. No entanto, a medida do governo impede a inclusão de novos clientes. Segundo o diretor-presidente da ANS, André Longo, os planos punidos atendem 1,9 milhão de beneficiários, que representam 4% dos usuários do país.
É a terceira vez que a agência pune planos com esses tipos de problema. A primeira foi em julho do ano passado, e atingiu 268 planos de 37 operadoras. A segunda foi em outubro, e incluiu 301 planos de 38 operadoras.
Desses, 223 já estavam com as vendas suspensas desde julho e não conseguiram melhorar seus indicadores. Por essa razão, permaneceram com as vendas suspensas por mais três meses.
A agência passou a monitorar os planos depois da publicação de uma resolução normativa de dezembro de 2011 que fixou o tempo máximo para marcação de consultas, exames e cirurgias. Os prazos são de 14 dias para agendar consultas médicas de especialistas, como cardiologistas; 7 dias para consultas básicas, como clínica geral; e até três dias úteis para exames de sangue, por exemplo.
Fiscalização é feita por meio de denúncias do consumidor
Para verificar o cumprimento da resolução, a ANS monitora os planos de saúde por meio das reclamações feitas nos seus canais de atendimento, como a ouvidoria e o site da agência. A cada três meses, um relatório é divulgado.
A agência informou ainda que mudará a metodologia de monitoramento e passará a incluir na avaliação as reclamações em relação à recusa de atendimento. Hoje, só é levada em conta a demora na marcação.
A demora no atendimento terá um peso maior no cálculo da punição que determina a suspensão da venda dos planos. Assim, a demora receberá peso dois na avaliação e a negativa de atendimento, peso um.
O atual relatório é referente ao período entre 19 de setembro de 18 de dezembro de 2012, quando a agência recebeu 13,6 mil queixas pelo não cumprimento dos prazos máximos estabelecidos. Esse número de reclamação é o maior desde que o ministério começou a fazer o monitoramento.
No primeiro trimestre analisado (de 19 de dezembro de 2011 a 18 de março), a ANS recebeu 2.981 queixas. No segundo trimestre (de 19 de março a 18 de junho de 2012), foram 4.682 reclamações. No terceiro (de 19 de junho a 18 de setembro de 2012), os usuários fizeram 10.144 queixas.
Reincidentes
O monitoramento apontou ainda que, das 28 operadoras suspensas, 16 foram reincidentes durante todo o ano passado e, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, terão prazo de 15 dias para apresentar um plano de melhorias. “Se a proposta não for convincente, a agência irá indicar um técnico para acompanhar as medidas a serem tomadas”, disse.
As outras 12 operadoras, por não terem sido reincidentes, deverão apresentar um termo de compromisso em até dez dias com a ANS de recuperação da rede e dos serviços.
Além dessas operadoras, uma 13ª também terá que assinar um termo de compromisso, mas, como ela fez uma suspensão voluntária antes da própria ANS determinar a medida, não foi contabilizada no total divulgado hoje.
Operadoras estão sujeitas a multas
As operadoras de planos de saúde que não cumprem os prazos definidos pela ANS estão sujeitas a multas de R$ 80 mil ou de R$ 100 mil, para situações de urgência e emergência.
Em casos de descumprimentos constantes, segundo a ANS, as operadoras podem sofrer medidas administrativas, tais como a suspensão da comercialização de parte ou da totalidade dos seus produtos, e a decretação do regime especial de direção técnica, inclusive com a possibilidade de afastamento dos dirigentes da empresa.
O beneficiário que quiser denunciar sua operadora poderá entrar em contato com a agência pelo Disque ANS (0800 701 9656), pelo site da Central de Relacionamento ou, ainda, presencialmente, em um dos doze Núcleos da ANS.
Fonte:Márcia Sousa - http://www.radioriovermelho.com.br/site/noticia.php?id=2710
www.uol.com.br Foto: Google
www.uol.com.br Foto: Google
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Longevidade em ilha grega intriga cientistas
Cientistas estão investigando o segredo da longevidade dos 8 mil moradores da Ilha de Ikaria, no leste da Grécia, que vivem em média dez anos a mais que a maioria dos europeus e apresentam uma saúde muito melhor no final de suas vidas.
Pesquisadores da Universidade de Atenas, na capital do
país, estudaram os moradores locais com mais de 65 anos. Christina
Chrysohoou, cardiologista da universidade, afirma que eles sofrem dos
mesmos tipos de doenças que as outras pessoas, como câncer
e doenças cardíacas
, mas estes problemas ocorrem mais tarde.
"Não podemos evitar estas doenças, mas eles conseguem
preservar a qualidade de vida por muitos anos. A idade média para (a
ocorrência de) doenças cardiovasculares é entre 55 e 65 anos. Em Ikaria,
isto acontece cerca de dez anos depois", afirmou.
Entre os moradores da ilha, o número de fumantes é baixo,
o cochilo depois do almoço é regra, o ritmo de vida é lento, e as
pessoas se reúnem com amigos e familiares com frequência, bebendo
quantidades moderadas de vinho. As famílias grandes dão aos moradores
mais idosos um papel importante na sociedade, e os níveis de
depressão
e demência
são baixos.
Dieta
Outros fatores também podem contribuir para a longevidade
dos moradores da ilha. Mesmo em comparação à dieta típica da região do
Mediterrâneo, os que moram na ilha consomem mais peixe, verduras e
legumes e também níveis relativamente baixos de carne. Seis entre dez
pessoas com mais de 90 anos ainda são fisicamente ativas, em comparação
com apenas 20% destas pessoas em outros lugares.
A maior parte dos alimentos é cozida em azeite. Grandes
quantidades de ervas são colhidas e usadas para temperos e fins
medicinais. Muitos fazem um chá consumido diariamente com ervas secas
como salvia, camomila, hortelã, entre outras. Para adoçar, apenas o mel
local. Muitas destas ervas silvestres são usadas no mundo todo como
remédios tradicionais e são ricas em antioxidantes e também diuréticas, o
que pode diminuir a pressão sanguínea.
Os pesquisadores da Universidade de Atenas também
pretendem realizar estudos geológicos da ilha, para saber se elementos
radioativos existem em Ikaria e podem terefeito sobre alguns tipos de
câncer. Além disso, também há estudos genéticos, que comparam o DNA dos
moradores com o DNA de outros que nasceram na ilha, mas deixaram o lugar
e, por isso, têm um estilo de vida diferente.
Stamatis Moraitis acredita que o vinho da ilha é o responsável por sua saúde
Câncer de pulmão
De acordo com os documentos que carrega
consigo, Stamatis Moraitis completou 98 anos no dia 1º de janeiro, mas
acredita que é mais velho. Todos os dias ele cuida de suas oliveiras,
árvores frutíferas e parreiras. Ele fabrica 700 litros de vinho por ano.
Há 45 anos, quando morava nos Estados Unidos, ele foi diagnosticado com
câncer de pulmão, e os médicos deram a ele apenas nove meses de vida.
Moraitis decidiu voltar para Ikaria, para ser sepultado com seus pais.
Ele conseguiu reencontrar os amigos no vilarejo, e eles se reuniam para
beber vinho.
"Pelo menos eu morreria feliz", disse.
"Todo dia nos reuníamos, bebíamos vinho e eu
esperava. O tempo passou e eu me sentia mais forte. Nove meses passaram,
eu me sentia bem. Onze meses passaram, eu me sentia melhor. E agora, 45
anos depois, ainda estou aqui!"
Em outra casa mora George Kassiotis, que vai
completar 103 anos. Voula, sua mulher, mostra a mesa farta com
cogumelos, peixe, verduras, legumes e vinho.
"É só um lanchinho", afirma ela.
Kassiotis mostra os documentos e fotos. Ele
lutou contra os italianos na Albânia durante a Segunda Guerra Mundial e
ajudou na construção de uma estrada na ilha, antes de se aposentar em
1970.
"Não como alimentos industrializados, não fumo e
não me estresso. Não tenho medo da morte. Sabemos que todos vamos
chegar lá", disse.
George Kassiotis e a mulher, Voula: mesa farta com cogumelos, peixe, verduras, legumes e vinho
Na casa de Nikos Karoutsos, um dono de hotel
de 50 anos, o ambiente é parecido: mesa farta, vinho, amigos e
familiares visitando, bebendo e comendo juntos. Crianças e adolescentes
ficam entre a mesa e o computador. Mais recentemente, Ikaria, perto da
costa da Turquia, foi identificada como parte das chamadas "zonas
azuis", identificadas pelo autor Dan Buettner, que escreve para a
revista National Geographic, como áreas onde as pessoas têm uma vida
mais longa.
Entre estas "zonas azuis" estão as Ilha de Okinawa, no
Japão, a província italiana de Luoro, na Ilha da Sardenha, na Itália, e a
cidade de Loma Linda, na Califórnia.
Fonte:http://saude.ig.com.br/minhasaude/2013-01-07/longevidade-em-ilha-grega-intriga-cientistas.html
Um terço dos portugueses terá mais de 65 anos em 2050
A Idade Maior esteve em destaque na capital portuguesa no evento
PORTUGAL MAIOR – Encontro Internacional para o Envelhecimento Activo,
que decorreu na FIL, Parque das Nações, entre os dias 5 a 9 de Dezembro,
revelando-se um autêntico sucesso e uma aposta ganha das duas entidades
organizadoras.
Prevê-se que em 2050, um em cada três portugueses (37,7%) terá mais de 65 anos e metade da população portuguesa mais de 50 anos, precisam as entidades organizadoras, baseando-se em dados estatísticos oficiais.
No âmbito da licenciatura de Gerontologia Social da responsabilidade da Escola Superior de Educação João de Deus, realizou-se o III Congresso Internacional de Gerontologia e Geriatria que este ano consagrou as temáticas "Juventude e Maiores: envelhecimento activo e solidariedade intra e intergeracionalidade" e "O adoecer, a doença e o envelhecimento activo".
A inauguração do PORTUGAL MAIOR contou com a presença do Secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa, e pela primeira vez, este encontro teve direito a 4 dias de Congresso devido à grande afluência de oradores, nacionais e internacionais, para abordar estas temáticas.
Sempre com casa cheia, marcaram presença de destaque neste encontro, o Prof. Dr. António Ponces de Carvalho, Director da Escola Superior João de Deus, a Dra. Maria Joaquina Madeira, Coordenadora Nacional do Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, o Prof. Dr. Jorge Torgal, Vice-Presidente da Cruz Vermelha Portuguesa, e também a Dra. Maria Barroso, Presidente da Fundação Pro Dignitate. A destacar igualmente as presenças do Prof. Dr. Fernando de Pádua, Prof. Dr. Daniel Serrão e Prof. Dr. José Pinto da Costa, Prof. Dr. Manuel Carrageta, entre outros intervenientes de relevo.
Entre os diversos painéis ao longo destes 4 dias de trabalhos estiveram presentes palestrantes portugueses, italianos, ingleses e castelhanos, comprovando a crescente internacionalização destas matérias e do PORTUGAL MAIOR.
O PORTUGAL MAIOR 2012 ocorreu quando se assinala o Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações, estando já perspectivada a edição PORTUGAL MAIOR 2013 e um sucesso ainda maior.
Fonte: http://www.rcmpharma.com/actualidade/saude/13-12-12/
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