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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Fisiologia do envelhecimento

FISIOLOGIA DO ENVELHECIMENTO
 
O envelhecimento é um processo contínuo durante o qual ocorre declínio progressivo de todos os processos fisiológicos. Mantendo-se um estilo de vida ativo e saudável, podem-se retardar as alterações morfofuncionais que ocorrem com a idade. 

Alterações cardiovasculares do envelhecimento
 
O aumento da expectativa de vida trouxe maiores conhecimentos acerca das alterações fisiológicas que ocorrem no aparelho cardiovascular e no sistema músculo-esquelético. Permanece, contudo, a dificuldade quanto à definição da estreita fronteira entre envelhecimento normal e as alterações patológicas.
O envelhecimento encontra-se associado a alterações estruturais cardíacas, que tendem a ser individualizadas. Ocorre o aumento da massa cardíaca da ordem de 1 a 1,5g/ano, entre 30 e 90 anos de idade. As paredes do ventrículo esquerdo (VE) aumentam levemente de espessura, bem como o septo interventricular, mesmo em ausência de DCV, mantendo, no entanto, índices ecocardiográficos normais. Essas alterações estão relacionadas com a maior rigidez da aorta, determinando aumento na impedância ao esvaziamento do VE, com conseqüente aumento da pós-carga. Paralelamente, há deposição de tecido colágeno, principalmente na parede posterior do VE. A infiltração colágena do miocárdio aumenta a rigidez do coração. A função sistólica mantém-se inalterada, ocorrendo, por outro lado, redução da complacência ventricular, com prejuízo da função diastólica, determinando o prolongamento do tempo de relaxamento ventricular. É provável que esses achados estejam relacionados com a diminuição da recaptação de cálcio pelo retículo sarcoplasmático.
Com o envelhecimento, a modulação da função cardíaca pelo sistema nervoso autônomo (adrenérgico e vagal) diminui, ocorrendo declínio na resposta à estimulação adrenérgica do coração senescente. A resposta ß-adrenérgica reduzida (menor ativação neural e diminuição da densidade dos receptores ß-adrenérgicos) leva a menor cronotropismo, inotropismo e vasodilatação arterial. Em conseqüência, durante o exercício ocorre diminuição da freqüência cardíaca máxima (FCmáx) e do volume sistólico máximo (responsável por 50% da redução do O2 máx relacionadas com a idade).
As artérias sofrem alterações na elasticidade, distensibilidade e dilatação. O esvaziamento ventricular dentro da aorta menos complacente favorece o aumento da pressão arterial sistólica, enquanto o aumento da resistência arterial periférica determina incremento progressivo da pressão arterial média. As paredes da aorta tornam-se mais espessas pela infiltração de colágeno, mucopolissacarídeos e deposição de cálcio, com descontinuação das lâminas elásticas. A velocidade da onda de pulso está aumentada, refletindo a redução da complacência vascular. A circulação periférica sofre alterações morfológicas e funcionais, tais como a redução da relação capilar/fibra muscular, menor diâmetro capilar e alteração da função endotelial. Especificamente, ocorre redução na liberação de óxido nítrico e menor resposta vasodilatadora dependente do endotélio, embora a resposta dos músculos lisos aos vasodilatadores diretos esteja inalterada.
Essas limitações cardiovasculares em conjunto levam à diminuição do débito cardíaco máximo, que produz redução do consumo máximo de oxigênio (O2 máx) da ordem de 0,4 a 0,5ml•kg-1•min-1•ano -1 (i.e., 1% por ano no adulto). Embora características genéticas influenciem na taxa de declínio do O2 máx, a manutenção da AF regular pode desacelerar essa redução à metade.

Alterações músculo-esqueléticas no idoso

O sistema neuromuscular no homem alcança sua maturação plena entre 20 e 30 anos de idade. Entre as 3ª e 4ª décadas a força máxima permanece estável ou com reduções pouco significativas. Em torno dos 60 anos é observada uma redução da força máxima muscular entre 30 e 40%, o que corresponde a uma perda de força de cerca de 6% por década dos 35 aos 50 anos de idade e, a partir daí, 10% por década.
No idoso ocorre também redução da massa óssea, mais freqüentemente em mulheres, que, quando em níveis mais acentuados, caracteriza a osteoporose, que pode predispor à ocorrência de fraturas.
Após os 35 anos há alteração natural da cartilagem articular que, associada às alterações biomecânicas adquiridas ou não, provoca ao longo da vida degenerações diversas que podem levar à diminuição da função locomotora e da flexibilidade, acarretando maior risco de lesões.

Fonte: Rev Bras Med Esporte vol.5 no.6 Niterói Nov./Dec. 1999


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Aumento de idosos cria novos mercados para seu negócio

 Idosos aposentados tomam sol

São Paulo - Os idosos podem gastar 45% mais do que há cinco anos — o que abre uma série de oportunidades de novos negócios

A professora de artes aposentada Maria Izabel Waack, de 77 anos, tem visto o mundo de vários pontos de vista nos últimos três anos. A bordo de um balão colorido, ela assistiu ao nascer do sol nos céus da Capadócia, na Turquia. Em restaurantes escondidos nas ruas abarrotadas de Nova Délhi, experimentou os fortes sabores da culinária indiana. Pela janela de um bimotor que sobrevoava a fronteira entre a China e o Nepal, observou as formas do monte Everest. "Fiquei impressionada com a imponência da paisagem", diz Maria Izabel.

Viúva há cinco anos, ela se programa para passear com a cunhada e um grupo de amigos pelo menos duas vezes ao ano, intercalando destinos nacionais e internacionais. 

Maria Izabel faz parte de um grupo cada vez mais numeroso. Existem no Brasil cerca de 22,3 milhões de brasileiros com mais de 60 anos  — 53% mais do que em 2000. Essa é a faixa que mais aumenta na pirâmide etária. Os idosos também estão movimentando mais dinheiro. Somente neste ano, seus rendimentos chegarão a 400 bilhões de reais, 45% mais do que em 2007.
"Essas pessoas já criaram os filhos e geralmente não têm dependentes", diz Claudio Felisoni, coordenador do Programa de Administração de Varejo da FIA, que faz pesquisas sobre o comportamento do consumidor da terceira idade em São Paulo. "Parte importante da renda deles é destinada a gastos com o próprio bem-estar."
É nesse cenário que começam a se destacar empreendedores que oferecem produtos ou serviços para a terceira idade. É o caso do paulista Jota Marincek, de 44 anos, dono da Venturas&Aventuras, a agência de turismo que levou Maria Izabel à Turquia e à Indochina. Até dez anos atrás, a Venturas&Aventuras vendia passagens e organizava alguns roteiros de ecoturismo no Brasil e no exterior.

Fonte: http://exame.abril.com.br/revista-exame-pme/edicoes/0052/noticias/aumento-da-longevidade-cria-novos-mercados-para-seu-negocio

domingo, 3 de fevereiro de 2013

 A rainha e o rei do carnaval da pessoa idosa do Recife 2013 (Foto: Priscila Miranda / G1)



Idosos mostram que tem frevo no pé em concurso de rei e rainha no Recife

Não faltou disposição e muita animação para os candidatos a rei e rainha do Baile Municipal da Pessoa Idosa mostrarem que mereciam o título no carnaval 2013 do Recife, na grande final do concurso, que teve sua quarta edição na tarde desta terça-feira (29). Cinco mulheres e três homens fizeram a alegria de quem foi ao Pátio de São Pedro, no centro do Recife, ao som do frevo da Orquestra SuperPop. Após se apresentarem ao público e ao júri, foram anunciados os vencedores: Maria Isabel de Araújo, 63 anos, e Severino Everaldo Albuquerque, 65 anos.

Os dois falaram do sentimento de conquistar o título. "É uma emoção muito forte, que vem do coração", contou Maria Isabel, que dança frevo há 14 anos. "É uma emoção totalmente diferente, que eu nunca senti mesmo ganhando 42 troféus em Olinda por fantasias de luxo no carnaval", revelou Severino, pela primeira vez disputando o concurso no qual saiu vencedor.
Antes de começar a se apresentar, os candidatos se arrumaram bastante para garantir um visual caprichado para mostrar aos jurados. "Eu mesmo que fiz a minha roupa. Tem que ter muita disposição para dançar frevo, brincar carnaval e ainda trabalhar", explicou o candidato José Portela, conhecido como Bal, de 69 anos.
Já a candidata a rainha Nizete Cavalcanti, de 63, que faz parte do grupo de idosos Alegria de Viver, do bairro de Santo Amaro, acredita que os preparativos para o concurso a deixam animada. "A preparação é muito gostosa. Tem preparação em casa, dançando com as colegas, e tem a vontade de frevar, porque eu amo frevar", contou.


O rei e a rainha do carnaval 2012 tiveram nesta terça os últimos momentos como os “donos da festa”, mas nem por isso deixaram de animar os que foram acompanhar o concurso. "[O reinado] foi uma maravilha, dancei demais", afirmou a rainha de 2012 Maria Gilda Gouveia, de 72 anos. João Florentino da Silva, de conservados 85 anos, revela que, além de ter conquistado a coroa de rei no ano passado, conquistou também o coração da rainha. “Foi uma felicidade só. Vai embora o carnaval, mas fica a rainha”, falou.
“Nós dois nos conhecemos no carnaval do ano passado, no concurso, e o namoro começou depois. Segurei ele e levei pra casa”, brincou Maria Gilda, que afirma que irá formalizar a união dos dois ainda este ano.
A atriz Geninha da Rosa Borges, uma das juradas, aproveitou também o concurso para cair na folia. “Eu não tenho palavras para descrever o que esse concurso significa pra mim, eu sempre fui carnavalesca”, lembrou Geninha, que como ela mesmo fez questão de ressaltar, “é noventinha” e ainda tem vigor necessário para arriscar passos de frevo.


Outra foliã que nem aparenta a idade que tem, tamanha a energia para torcer pelos candidatos, é Maria de Lourdes, de 65 anos, que faz parte do grupo de idosos Alegria de Viver, do bairro de Santo Amaro. Ela dançou e pulou o tempo inteiro enquanto a orquestra se apresentava. "Tenho fôlego, minha filha, eu ainda não morri não!", disse.
Os novos reis irão comemorar a vitória no 12º Baile Municipal da Pessoa Idosa, que acontece no dia 5 de fevereiro, das 14h às 18h, no Chevrolet Hall, em Olinda. A organização do evento, prevê a participação de cerca de nove mil idosos e integrantes de grupos de convivência do Recife e Região Metropolitana. A festa terá  orquestra de frevo e animador cultural.

Fonte:  http://g1.globo.com/pernambuco/carnaval/2013/noticia/2013/01/idosos-mostram-que-tem-frevo-no-pe-em-concurso-de-rei-e-rainha-no-recife.html

 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


 


Suicídio de Walmor Chagas serve de alerta para a depressão na velhice



O suicídio do ator, diretor e produtor Walmor Chagas, no dia 18 de janeiro, trouxe à tona um assunto espinhoso, mas de suma importância: a depressão na terceira idade. Aos 82 anos, Walmor vivia praticamente isolado em um sítio no interior de São Paulo. Enxergava mal, tinha dificuldades para andar, se alimentava pouco e contava frequentemente com a ajuda de empregados para executar tarefas cotidianas. Um de seus amigos disse à imprensa que o artista teria comentado que desejaria partir, caso se tornasse uma pessoa dependente.

As limitações típicas da velhice são o principal detonador dos casos de depressão entre idosos, conforme pesquisas da psicóloga Denise Pará Diniz, coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). "O sistema imunológico, a visão e a capacidade motora e de locomoção ficam comprometidos. Em alguns casos, a pessoa requer auxílio até para fazer a própria higiene. É uma fase de difícil aceitação, e há quem jamais a aceite", afirma a especialista.

Outros fatores que devem ser levados em consideração são o isolamento social e o sentimento de inutilidade, em geral decorrentes da ausência do mercado de trabalho.

"Hoje em dia, a maioria das famílias não tem tempo ou estrutura para cuidar dos idosos. Todos têm de trabalhar e os deixam sós. A solidão, a falta de dinheiro e a dependência entristecem", explica Sônia Fuentes, psicóloga com especialização em geriatria e mestre em Gerontologia pela PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). "E mesmo em circunstâncias em que as condições monetárias são boas, há casos em que a depressão e as limitações os atrapalham, impedindo-os de fazer suas escolhas e tornando-os apáticos demais".



Fonte:http://www.midiamax.com/noticias