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quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Com mais de 20 milhões de idosos, Brasil tem apenas 218 asilos público



Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada),  revelou que o número de instituições públicas que abrigam os idosos não acompanha o crescimento da terceira idade, que já chega a mais de 20 milhões de pessoas, segundo o Censo de 2010. No Brasil, funcionam 3.548 asilos (públicos e privados). No entanto, a pesquisa mostrou que o governo, nas esferas municipal, estadual e municipal, tem apenas 218 asilos em todo o país.

O governo federal tem apenas uma instituição para os idosos, o Abrigo Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, que atende 298 pessoas. O estudo apontou que mais da metade das instituições brasileiras, 65,2%, são filantrópicas. E a contribuição do setor público representa apenas 22% das receitas desses lugares.

A pesquisa concluiu que os asilos brasileiros são mantidos pelos recursos dos idosos ou de familiares, mesmo as filantrópicas que recebem financiamento público. O Estatuto do Idoso estabelece que as instituições podem contar com até 70% do valor do benefício da aposentadoria.

Cerca de 83 mil idosos vivem em asilos no Brasil, informou o estudo, que também apontou que as mulheres são maioria nessas instituições. Mas, de acordo com Ana Amélia Camarano, responsável pela pesquisa do Ipea, esse número ainda é muito pequeno se for considerar o número total de idosos no país.

Responsabilidade do Estado

Para ela, muitos idosos precisam de cuidados fora do ambiente familiar, mas a oferta de instituições que oferecem esse tipo de serviço ainda é muito pequena no país. Segundo Ana Amélia, a ausência de uma política estruturada de cuidados formais do idoso, faz com que a família seja a única responsável, sem nenhum apoio do Estado ou da iniciativa privada.

– Eu acho que o Estado tem, sim, que assumir uma posição mais efetiva na criação de mecanismos de proteção e cuidado das pessoas idosas. Porque a capacidade de as famílias desempenharem esse papel está diminuindo ano a ano e, paralelamente, aumenta a demanda e alguém tem que assumir isso. A perda da capacidade para atividades diárias é um resultado decorrente da idade avançada. E o Estado deve se responsabilizar por isso, já que criou a Previdência Social e a aposentadoria por invalidez.

A pesquisadora lembra que a Constituição Brasileira, a Política Nacional do Idoso e o Estatuto do Idoso responsabilizam as famílias por esses cuidados. Ana Amélia destaca que é preciso pensar uma política de cuidados de longa duração para a população idosa brasileira, inclusive porque, segundo ela, a oferta de cuidadores familiares tende a se reduzir nos próximos anos.

- Hoje, as pessoas trabalham e estudam mais que no passado. E essas pessoas não dispõem de tempo para cuidar dos idosos que precisam de cuidados diários e específicos.

Mas ela ressalta que a opção por uma instituição para cuidar do idoso não significa que haverá uma ruptura familiar definitiva A pesquisadora destaca que os asilos são historicamente associados ao abandono familiar e à pobreza. E, nessa associação, está a origem do preconceito.

- Não existem rupturas como se imagina. O idoso deve e precisa manter relações com a família quando está em um asilo.
Fonte: R7 Notícias

Longevidade: a dura decisão de colocar o idoso num abrigo

Eles te pegaram no colo, o criaram e fizeram de você um cidadão digno. Foram anos de dedicação exclusiva e, em vários momentos, você se tornou totalmente dependente deles. Agora, são eles que precisam de ajuda. Muitas famílias acabam tendo que conviver com idosos, sejam parentes ou pessoas muito próximas. Porém, em uma determinada fase da vida, a idade avançada, no contexto da longevidade, acaba fazendo do indivíduo um ser dependente e limitado. Nem sempre os familiares podem conviver com essa situação e o destino para muitos velhinhos são os asilos, abrigos ou como muitos chamam atualmente, residências para idosos.

Na maioria dos casos, é uma tarefa muito difícil decidir colocar um idoso num abrigo. As questões sentimentais pesam, além das dúvidas sobre se o indivíduo em questão será bem tratado ou não. Todavia, o que acaba pesando de fato são as obrigações e circunstâncias pessoais e do cotidiano – trabalho, filhos e afazeres - , levando os filhos a deixarem os pais ou parentes nas residências de acolhimento.

“O médico constatou que meu pai tem Alzheimer e ele não reúne condições de ficar sozinho. Ele até conversa, mas, por conta da doença, esquece as coisas. Junto com os meus outros dois irmãos chegamos à decisão de colocar meu pai no abrigo. Foi uma decisão muito difícil. É uma pessoa que a gente ama, um ente querido. Mas, realmente ele precisa e nós não temos condições de tratarmos ele em casa. Inclusive por orientações médicas”, diz o profissional da área de gastronomia, Sérgio Oliveira, que está prestes a colocar o pai de 88 anos de idade em uma residência de velhinhos.

O Abrigo Cristo Redentor, localizado em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife, é um dos locais de acolhimento mais tradicionais do Estado. Inaugura
da em 1942, a instituição filantrópica tem atualmente 154 idosos, entre homens e mulheres, oriundos tanto de internamentos quanto de ações da Prefeitura da cidade, que recolhe velhinhos moradores de rua. De acordo com a gerente da residência, Cristiane Melo, existem algumas condições para o acolhimento dos idosos. “A gente não recebe idosos acamados ou que tenham doenças infectocontagiosas. Também exigimos, como manda o Estatuto do Idoso, que as famílias ou responsáveis façam sempre visitas. Eles devem ser maiores de 60 anos e ainda passam por exames psicosociais e médicos”, explica a gerente. Ainda segundo Cristiane, o Abrigo recebe doações e contribuições dos próprios internos. Os gastos mensais para a manutenção do espaço chegam a passar de R$ 100 mil. O desconto nas rendas dos velhinhos é de 70%, independente do valor que eles ganham.

Nas dependências do Abrigo, o silêncio é bem característico. Os velhinhos, seja pela idade avançada ou condições físicas, evitam agitação e atividades que exigem esforço. Isso fica bem evidente na ala dos idosos que não andam. Em uma mesa, várias senhoras passam boa parte da manhã trocando olhares. A rotina muda na hora do almoço ou quando os voluntários chegam para conversar. No mesmo espaço, idosas de melhor saúde realizam atividades de terapia ocupacional, como dona Luzinete Maria da Silva, 69 anos. Ela mostra com orgulho suas pinturas e bonecas que para ela representam os filhos que não teve. Há seis anos no Abrigo, dona Luzinete foi internada pela sobrinha. “Fiquei muito feliz quando vim pra cá. Foi melhor assim. Aqui eu converso, pinto, faço passeio... Quero terminar meus dias aqui”, diz, aos risos.

Fonte: Pernambuco - leia já.com

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Como alimentar idosos acamados

É necessário ter  algum cuidado especial para dar comida ao idoso que está acamado?

Sim. A posição da pessoa no ato da alimentação é de fundamental importância, esteja ela se alimentando pela boca, por sonda nasoenteral ou gastrostomia.

O idoso não deve estar deitado em hipótese al
guma, e o ideal seria que ele se mantivesse sentado, pois assim se minimiza o possível risco de o alimento ir para o pulmão e não para o estômago. Mas sentar uma pessoa acamada nem sempre é uma tarefa simples e segura. Por isso, recomenda-se que o idoso não esteja nem deitado por completo nem sentado como numa cadeira, seria o meio termo dessas posições.

E é também nessa posição que ele deve permanecer por pelo menos 30 minutos após ter recebido o alimento ou tomado qualquer líquido, inclusive medicações.

De que maneira é  possível melhorar a alimentação do idoso que está acamado?

Hoje em dia já encontramos em farmácias e em lojas especializadas suplementos nutricionais capazes de suprir boa parte dos nutrientes necessários às pessoas, inclusive dos idosos.

Eles são comercializados na forma líquida ou em pó, nas versões com sabores variados (banana, chocolate, baunilha, morango, dentre outros), ou mesmo sem sabor. Uma boa opção de uso dos suplementos nutricionais é adicioná-los a preparações bem aceitas pelos idosos.

Sugiro incrementar mingaus, sucos, purês, vitaminas de frutas, sopas, etc. Mas também podemos suplementar a alimentação adicionando leite em pó ao leite líquido convencional, azeite de oliva em receitas salgadas que o idoso aceite bem, e a depender do caso incrementar algumas receitas com creme de leite, clara do ovo (a parte branca), mel, e o que mais a imaginação permitir e o paladar aceitar. Além disso, podemos enriquecer feijões, por exemplo, cozinhando uma beterraba e carne junto deles, ou acrescentar cenoura ralada no arroz (preferir o integral).

As vísceras animais, como o fígado, são alimentos riquíssimos em nutrientes importantes para o bom funcionamento do organismo, e fornecerem boas proteínas também. Uma sugestão é prepará-las junto com carne moída, ficará nutritivo e o sabor mascarado.

E como escolher o melhor tipo de dieta?

Essa é uma pergunta um tanto quanto complexa. A dieta deve se adequar ao estado nutricional da pessoa, às doenças pré-existentes, aos hábitos alimentares de cada um, além de ter que estar de acordo com o meio de entrada do alimento no indivíduo (se pela boca ou por sonda).

Se for pela boca deve atender às condições bucais da pessoa, isto é, se ela tem dentes suficientes para uma mastigação adequada, se há ferimentos na gengiva, língua ou bochechas, e ainda se o idoso tem alguma dificuldade de engolir alimentos sólidos ou líquidos.

Portanto, não existe uma receita pronta da melhor dieta, e sim uma dieta ideal para cada pessoa. Lembrando que uma alimentação saudável deve ter diariamente carne, leite, frutas, legumes e verduras, cereais (arroz, aveia, milho, etc.), tubérculos e raízes (batata, mandioca, inhame, cará, etc.) e feijões (ervilha, lentilha, grão-de-bico, feijões de todos os tipos).

Fonte: Mariana Fulfaro - http://www.marianaterapeutaocupacional.com/a-alimentacao-de-idosos-acamados/

Viagens na terceira idade: entenda quais são os cuidados que os idosos devem ter

Segundo dados do IBGE, mais de 23 milhões de brasileiros já chegaram aos 60 anos de idade. Diante disso, os idosos passaram a representar uma parcela significativa da população brasileira.

Estudos evidenciam que as motivações relacionadas ao lazer como: passeios, viagens, exercícios físicos, música, dança, cinema, teatro, entre outros, planejados especificamente para os idosos podem mantê-los fisicamente e intelectualmente mais ativos, ajudando a retardar ou afastar as doenças mais comuns nessa fase. Estas atividades melhoram os relacionamentos interpessoais e ampliam a rede social evitando o isolamento social e a depressão.

Dentre as atividades de lazer, as viagens ocupam um papel de destaque com vários benefícios físicos e mentais. Por outro lado, os idosos podem estar expostos a diferentes riscos, que merecem cuidado especial e planejamento, tanto nas viagens de avião, navio ou transporte terrestre.

A recomendação mais importante é que você visite seu médico antes da viagem para informar seu roteiro e pedir orientações sobre quais os cuidados você deve tomar. Pergunte a ele sobre possíveis medicamentos você deve levar para alguma eventualidade, ele é a melhor pessoa para orientar.

Procure saber sobre o clima do destino escolhido, já que as pessoas idosas são mais vulneráveis as altas temperaturas e aos frios extremos. Outro cuidado é em relação aos riscos e condições sanitárias em que o local escolhido se encontra. Deve-se ter um cuidado intenso com alimentos e consumo de água, utilizando-se apenas os de fontes confiáveis.

É importante atualizar sua carteira de vacinação e consultar sobre quais vacinas se deve tomar antes de viajar. A imunização ajuda na prevenção de doenças infecciosas e, desta forma, evita possíveis descontroles de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, entre outras.

Se você faz uso de medicamentos de uso contínuo, leve-os em quantidade suficiente para o período da viagem junto com a prescrição médica, pois nem sempre você vai encontrar os remédios no local de destino. Caso a viagem seja para outro país, consulte a legislação do destino, pois em alguns países não poderá ingressar com medicamentos na bagagem sem as receitas médicas.

Lembre-se também de levar na bagagem de mão os medicamentos para o período em que estiver em trânsito para que não haja falha no tratamento durante a viagem. Além disso, para evitar falta em caso de prolongamento inesperado da viagem, leve uma quantidade extra dos seus remédios de uso contínuo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as viagens com mais de 4 horas de duração, por qualquer meio de transporte, podem provocar trombose, especialmente nas pernas, e embolia pulmonar em pessoas de idade avançada que não tomem medidas preventivas adequadas, como por exemplo, usar roupa confortável, fazer alongamentos antes e depois da viagem, estimular a circulação flexionando as extremidades, mudar de postura e caminhar sempre que possível. Verifique com seu médico se será necessária alguma medida adicional.

Durante toda a viagem o idoso deve beber uma boa quantidade de líquidos, se alimentar de maneira moderada e preferir alimentos leves.

Caso haja diferença de fuso horário, procure descansar após a chegada ao destino, para que seu corpo se ajuste ao novo horário e não ocasione alterações dos padrões de sono, concentração, fome, dor de cabeça e irritabilidade.

Cuidados durante a viagem

No local em que se hospedar tome cuidado com o piso do banheiro, tapetes no quarto, móveis ao meio do caminho, etc. Lembre-se que esses objetos podem causar quedas e prejudicar muito sua viagem.

Ao se levantar da cama durante a noite ou pela manhã, sente-se e espere alguns minutos para levantar-se. É importante deixar uma luz acesa, para facilitar que o idoso se situe durante a noite e encontre o "caminho". Afinal é um ambiente novo e desconhecido.

Resista as "tentações" da gastronomia local, evite comidas apimentadas ou extremamente temperadas. Prefira alimentação leve. Claro que pode experimentar um pouquinho, mas evite os exageros.

Verifique com seu convênio médico se há cobertura no local de destino, no caso de viagem para outros países é prudente fazer seguro saúde internacional. Saiba que atendimento de saúde no exterior são caros e podem afetar seu planejamento financeiro.

Com todas essas informações e precauções, agora o mais importante: relaxar e aproveitar ao máximo a sua viagem!

Fonte: MINHA VIDA - Dr. Roberto Miranda GERIATRA - CRM 64140/SP

Idosos e direção de veículos: quando é hora de parar?



A legislação brasileira de trânsito não estabelece uma idade limite para a direção de veículos automotores. Porém, o artigo 147 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) determina a redução do tempo para a renovação da carteira de habilitação para os condutores acima de 65 anos, deixando de ocorrer de cinco em cinco anos para um período de três anos. Isso se deve pela necessidade de serem avaliadas suas condições médicas, em virtude das possíveis disfunções decorrentes do avanço da idade.

Segundo projeções do IBGE, os idosos hoje são 23,5 milhões e representam 12% dos brasileiros. No Acre, representam aproximadamente 5% dos condutores devidamente habilitados. Se de um lado podem ser considerados vulneráveis no trânsito, por outro, comprovadamente, pouco se envolvem em acidentes, na condição de condutores. De acordo com as estatísticas de acidentes do Detran, de janeiro a junho de 2013, eles foram responsáveis apenas por menos de 2% dos acidentes, com e sem vítimas.

A diretora-geral do Detran, Sawana Carvalho, esclarece que os idosos estão cada vez mais ativos, independentes e isso se reflete também no trânsito. “É fato que nossa população está envelhecendo e também iremos envelhecer um dia. Não somente por este motivo, mas os idosos merecem nosso respeito, seja como condutores ou pedestres”, declara.

Boas condições físicas são indispensáveis

A fisioterapeuta do ambulatório do Hospital das Clínicas, Patrícia Satrapa, esclarece que enquanto o idoso estiver em condições físicas e mentais adequadas, não há nenhuma contraindicação para a condução de veículos, porém alguns fatores devem ser observados. Na questão física, duas doenças que são muito características na terceira idade: a hipertensão e o diabetes. “O idoso pode ter um pico hipertensivo durante a condução de veículo e sofrer um desmaio, o que pode causar um acidente com dano a ele e a terceiros. No caso do diabetes, a alimentação precisa ser bem regularizada, para que não haja picos de hipo ou hiperglicemia, que também podem causar desmaios”, explica.

Patrícia Satrapa adverte ainda, aos idosos que querem permanecer aptos a conduzir seus veículos, que é necessário realizar algum tipo de atividade física. “O exercício físico promove a integridade dos músculos e dos ossos. A gente sabe que com o avanço da idade começa a haver uma perda de cálcio, osteoporose, que leva à fraqueza muscular, dor, artroses, artrites e uma incapacidade funcional. Num organismo que não realiza atividades físicas, a força muscular reduz, o equilíbrio diminui, os reflexos ficam mais lentos e aí começa um risco para esse idoso conduzir um veículo”.

A parte mental também não pode ser esquecida, segundo a fisioterapeuta. Para ela, valem também exercícios para manter a mente sadia. “Uma dica muito importante é manter a cabeça boa, com atividades como o hábito da leitura, das palavras-cruzadas, que, além de exercitar o raciocínio, também trabalha a parte motora, com a escrita. São exercícios que fortalecem a mente, que mantém o cérebro trabalhando”, pontua.

Fonte: DETRAN-AC

4 direitos do Estatuto do Idoso que todos devem conhecer


Os direitos das pessoas com mais de 60 anos não se resumem a poder pegar a fila preferencial ou andar de ônibus de graça. Mas, apesar de o Estatuto do Idoso já ter completado dez anos, a maioria dos brasileiros costuma conhecer apenas esses direitos mais manjados. Segundo Adriana Zorub Fonte Feal, presidente da comissão dos direitos dos advogados idosos da OAB/ SP, o país está envelhecendo, mas ainda não parece pronto para isso. "Ao não reconhecer o próprio envelhecimento, o idoso abre mão de seus direitos", explica a advogada. Por isso é importante conhecer be
m a lei e fazer questão de que ela seja cumprida.

Veja, a seguir, alguns pontos do estatuto bem importantes.

1. Bem-estar

O que são maus-tratos?  Maus-tratos contra idosos não são apenas agressões físicas de fato, como aqueles espancamentos horríveis que vivem aparecendo no noticiário. Deixar um velho sozinho a maior parte do tempo, não trocar a fralda geriátrica na frequência necessária ou não oferecer alimentação adequada também são exemplos de ações consideradas maus-tratos pelo Estatuto do Idoso.

A quem recorrer?  Qualquer tipo de denúncia pode ser registrada numa delegacia do idoso, presente em vários municípios, ou mesmo numa delegacia comum. Para pedidos de pensão alimentícia, vá à Defensoria Pública. Em situações de risco, como abandono ou maus-tratos, também é possível procurar o promotor de Justiça no Ministério Público.

2. Finanças

Pessoas com 65 anos ou mais que nunca contribuíram para a previdência e fazem parte de uma família com renda per capita inferior a R$ 181 (um quarto do salário-mínimo) têm direito ao BPC (Benefício de Prestação Continuada), cujo valor é um salário mínimo por mês. Para calcular a renda per capita da família, some os rendimentos de todos e divida o resultado pelo número de pessoas que vivem na casa. Para solicitar o BPC, basta ir a uma agência do INSS com comprovante de residência, certidão de nascimento, CPF, documento de identidade e carteira de trabalho do idoso e dos outros membros da família.

Caso não tenha como se manter por conta própria, o idoso também pode pedir pensão alimentícia para seus descendentes (filhos, netos, sobrinhos etc) ou ascendentes (pais ou avos). O valor e calculado de acordo com a possibilidade financeira do parente. Mesmo quem recebe aposentadoria pode solicitar a pensão alimentícia caso o beneficio não seja suficiente para as necessidades da pessoa. Quem desvia o dinheiro ou usa os cartões dos mais velhos indevidamente pode ser punido por isso. Essa violência financeira representa 70% das denuncias registradas pelos idosos, revela Adriana. Idosos que recebem aposentadoria ou pensão e tem alguma doença grave são isentos do imposto de renda.

3. Saúde

Embora o governo não tenha programas específicos de distribuição de medicamentos para essa faixa etária, os maiores de 60 podem recorrer às lojas que fazem parte do programa Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, para comprar alguns remédios com desconto e para retirar, de graça, fraldas geriátricas e medicamentos para diabetes, hipertensão e asma, disponíveis para toda a população. Idosos doentes não podem ser obrigados a ir a um órgão publico para atender chamados do governo. O órgão deve mandar um representante até a casa da pessoa para resolver a questão. Se estiver lúcido, o idoso tem direito de tomar as decisões relativas a tratamentos aos quais tenha que se submeter.

4. Lazer

A turma da terceira idade paga meia-entrada em cinemas, teatros, shows e eventos esportivos. Idosos com renda inferior a dois salários-mínimos podem viajar de graça em ônibus interestaduais. Se a renda for maior que isso, pagam apenas metade do valor da passagem.

Fonte: MDEMULHER - Gabriela Navalon

Sobre pessoas que chegam aos 90 anos de idade com o cérebro tinindo

Por volta dos 15 anos de idade nosso encéfalo alcança seu maior peso (~ 1350g), com uma perda de cerca de 1,5% desse peso a cada década. Essa redução se dá muito mais por redução do tamanho dos neurônios do que por destruição dos mesmos. Paralelamente, há uma redução no número de conexões entre os neurônios e significativo acúmulo de substâncias associadas ao envelhecimento que dificultam o pleno funcionamento cerebral. Do ponto de vista funcional, essas alterações estruturais só começam a ter impacto após a sexta década de vida. Em média, só a partir dos 60
anos é possível confirmar declínio de capacidades psicométricas, com exceção da fluência verbal que declina levemente já na quinta década de vida. O declínio dessas capacidades é muito modesto até os 80 anos, quando se torna mais acentuado em pelo menos 50% dos indivíduos.

Mas será que esse declínio cognitivo é inevitável? O fato é que alguns chegam a idades muito avançadas com memória comparável a de pessoas com seus 50-60 anos. O que será que esses supercérebros têm de diferentes?

Quando se compara esses supercérebros com outros da mesma idade, mas com o discreto declínio cognitivo esperado para a idade, observa-se que eles têm a substância cinzenta mais avantajada e comparável à de “jovens” de 50-65 anos. E não é só isso. Os superoctagenários apresentam uma região do cérebro até mais desenvolvida que aqueles 20 anos mais novos. Essa região é conhecida como cíngulo anterior, região fortemente associada à nossa capacidade de prestar atenção nas coisas e também faz parte do sistema de recompensa cerebral. Isso pode ser a chave do sucesso para a boa memória dos superoctagenários.

Entender melhor o que esses supercérebros têm de diferente pode ser tão promissor para a criação de terapias para a prevenção da doença de Alzheimer como conhecer os cérebros doentes.

Fonte: Consciência no Dia-a-Dia. Dr. Ricardo Teixeira