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sábado, 11 de março de 2017

Cientistas desenvolvem teste eficaz para diagnóstico precoce de Alzheimer.

Cientistas japoneses confirmaram a eficácia de um novo teste que pode detectar a doença de Alzheimer em seus estágios iniciais. O exame permitiria saber durante consultas médicas de rotina se o paciente estaria com a doença, sem a necessidade de se realizar os dolorosos procedimentos de Tomografia por Emissão
de Positrones (PET) e extração de líquido cefalorraquídeo. O projeto foi realizado por especialistas do Centro Japonês de Geriátricos e Gerontologia em parceria com uma equipe de cientistas da empresa japonesa "Shimadzu", liderados pelo ganhador do Prêmio Nobel de Química de 2002, Koichi Tanaka, divulgou nesta terça-feira a emissora japonesa "HNK". Utilizando uma tecnologia desenvolvida em 2013 por Tanaka, que detecta o acúmulo da proteína beta-amilóide no sangue, uma das prováveis causas da doença de Alzheimer, as equipes envolvidas realizaram os testes sanguíneos em 60 idosos. Os pesquisadores confirmaram que os estudos apontam que os pacientes desta patologia acumulam esta substância no cérebro mais de 10 anos antes dos sintomas se desenvolverem. Os cientistas também observaram que aqueles que apresentavam a proteína, experimentaram um aumento na quantidade do péptido APP669-711 no sangue. Tanaka, nascido em Toyama em 1959, recebeu o Nobel de Química em 2002, junto com o americano John Fenn e o suíço Kurt Wüthrich, por seus trabalhos sobre as macro-moléculas biológicas. Fonte: Revista Galileu.

Silver Valley: França inaugura espaço focado em pesquisa e tecnologia para idosos.

Para enfrentar um problema que vem deixando autoridades europeias de cabelos brancos – o envelhecimento populacional –, a França está inaugurando seu próprio Vale do Silício. Enquanto os portugueses e espanhóis debatem um novo baby boom para rejuvenescer a Península Ibérica e os ingleses estão sendo obrigados a promover reformas em seu sistema de saúde, os executivos e o governo da terra de Napoleão resolveram criar o Silver Valley (Vale da Prata, em tradução literal). Sediado na plataforma imobiliária Charles Foix, localizada no sudeste parisiense, e com um orçamento anual previsto de 700 mil € (mais de R$ 2,1 milhões), o espaço de 5 mil m² é um centro de produção de inovações em serviços e produtos que promovem o bem-estar e dão autonomia ao público da terceira idade. “Nossa filosofia é empreender em um território dinâmico que tem um bom conhecimento do problema da transição demográfica ligada ao envelhecimento da nossa população”, explicou à Diagnóstico o diretor da Silver Valley, Benjamin Zimmer.

Os inventores de um dos slogans mais conhecidos na história da humanidade – Liberté, Igualité e Fraternité – querem reunir pequenas e médias empresas, além de startups dedicadas a explorar um mercado promissor – 1/3 da população francesa terá mais de 65 anos em 2020. Os resultados das pesquisas sobre este público só incentivam os empresários. A expectativa de vida na França alcançou a marca dos 81,67 anos em 2011, quase cinco anos a mais do que em 1991, deixando o país entre o top 10 das nações onde mais se vive no mundo. Em 2015, os anciãos serão os principais consumidores em diversos mercados (64% na saúde, 60% na alimentação, 57% no lazer). Além disso, 82% dos franceses desejam envelhecer em suas casas, mesmo em casos de perda de autonomia. Os dados contundentes ajudaram a atrair mais de 50 organizações para fazer parte da Silver Valley, entre elas gigantes de tecnologia como Microsoft, Technicolor e Toshiba; a Essilor, multinacional francesa que produz lentes oftálmicas; a Orange, do setor de telecomunicações; a Assystel, especializada em teleassistência; a École Centrale Paris e o Hospital Charles Foix, da área de pesquisas; entre outras.
Fonte: Diagnóstico web

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Pneumonia são infecções que se instalam nos pulmões. Podem acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro).
Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contacto do ar com o sangue. Diferentes do vírus da gripe, que é altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente.

Sinais e sintomas
• Febre alta;
• Tosse;
• Dor no tórax;
• Alterações da pressão arterial;
• Confusão mental;
• Mal-estar generalizado;
• Falta de ar;
• Secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada;
• Toxemia; (intoxicação resultante da ação de produtos bacterianos difundidos pela corrente circulatória).
• Prostração.

Fatores de risco
• Fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos;
• Álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório;
• Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias;
• Resfriados mal cuidados;
• Mudanças bruscas de temperatura.
• Alergias Respiratórias e Pneumoconioses.

Tratamento
O tratamento das pneumonias requer o uso de antibióticos em caso de origem bacteriana ou fungica e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. A internação hospitalar pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.

Prevenção
• Não fume e não beba exageradamente;
• Observe as instruções do fabricante para a manutenção do ar-condicionado em condições adequadas;
• Não se exponha a mudanças bruscas de temperatura;
• Procure atendimento médico para diagnóstico precoce de pneumonia, para diminuir a probabilidade de complicações.
•        Se tiver mais de 60 anos vacine-se contra a gripe anualmen ,

O que é Demência Senil?

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Às vezes referida como doença de Alzheimer , a demência senil é uma doença muito grave mental . O cérebro é a principal região afetada por esta doença. É difícil diferenciar a demência senil de outras doenças relacionadas com a idade , devido aos sintomas comuns. Algumas das causas de demência senil pode ser tratada , mas aqueles que desenvolvem a doença a partir de uma causa como a doença de Alzheimer não tem um tratamento disponível.



Os fatos
demência senil é uma doença causada pela degeneração das células cerebrais . É uma parte da doença geral de demência que afeta 6,8 milhões de pessoas em os EUA, com 1,8 milhão de ter complicações graves. Os idosos são mais suscetíveis ao desenvolvimento de demência senil e história familiar também pode ser um fator. A doença danifica o tecido cerebral e as suas funções se deteriorar. Embora acredita-se que metade da população com mais de 85 experiências de demência , esta condição é encontrada em adultos jovens .

Sintomas e causas 
Há muitos sintomas que podem apresentar -se como sinais de demência senil . Alguns incluem perda de memória, dificuldade para falar ou entender os outros , problemas com atividades diárias normais, diminuindo a capacidade de reconhecer objetos ou outros, o julgamento pobre e rapidamente mudanças de humor . Há muitas doenças que podem causar esta condição mental. Demência senil é geralmente derivada de outras doenças de degeneração do cérebro , tais como a doença de Alzheimer , Huntingdon e doença de Parkinson . Também pode ser um resultado de HIV , esclerose múltipla e doença de Pick , que afectam outras partes do corpo .

Tratamento 
tratamento de demência senil que depende está causando a doença. Se ele decorre de condições, tais como depressão ou deficiências de vitamina B12 e niacina , então procuram atendimento médico para tratar essas doenças pode ajudar com a demência. No entanto , não há nenhum tratamento médico para a demência senil , se for um resultado de uma doença que provoca a degeneração do cérebro . Estar ciente e cuidar da pessoa com este tipo de demência senil é o melhor tratamento disponível.

Equívocos 
Nem todas as doenças relacionadas com a demência e idade são os mesmos. Muitos têm os mesmos sintomas , como perda de memória, falta de bom senso e mudar a personalidade , mas vêm de diferentes áreas do corpo . HIV , a deficiência de tiamina e crónico de álcool e consumo de drogas são as condições que se originam em outras partes do corpo, o que pode causar a demência senil . Será inútil para tratar a demência senil em alguém que tem mal de Parkinson o mesmo que você faria com alguém com HIV .

Aviso 
Muitos idosos que sofrem de demência senil é um perigo para aqueles ao seu redor e para si mesmos. As pessoas que pensam que não estão experimentando sintomas de demência senil continuar a dirigir, andar sozinho , e ficar por si mesmos. Se você perceber alguém mostrando sinais de doença , é melhor tê-los check-out. Com nenhum tratamento conhecido para a demência causada por alguns de o cérebro mais comum degenerando doenças, é imperativo que eles têm alguém para cuidar deles em todos os momentos .

Fonte: http://pt.265health.com/conditions-treatments/alzheimers/1009030050.html

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Uso nocivo de substâncias em idosos

Há muito pouco acerca do consumo de álcool e drogas entre os idosos na literatura internacional e ainda menos no Brasil. O presente estudo revisou mais de cem artigos sobre o tema, com o intuito investigar os fatores de risco para o uso nocivo de álcool e drogas entre idosos, os transtornos psiquiátricos mais associados (comorbidades) e os métodos diagnósticos e de tratamento disponíveis.

Álcool

O artigo aponta que o hábito de beber diminui com o avançar da idade. Cerca de 5% dos indivíduos acima de sessenta e cinco fazem uso nocivo ou são dependentes de álcool. Em média, 10% dos idosos consomem álcool acima dos padrões determinados pela Organização Mundial da Saúde (dois cálices de vinho ou duas latas de cerveja ou duas doses de destilado ao dia).

Os dependentes de álcool podem ser divididos em dois grupos: "início precoce" e "início tardio". O primeiro grupo já apresentava dependência de álcool anteriormente à chegada da velhice. Este grupo tende a beber abusivamente, apresentar histórico de tratamentos anterior, desempenho social comprometido e menor suporte social. O segundo, desenvolveu dependência durante a velhice. Há alguns motivos para o aparecimento tardio:

1- a piora do desempenho físico e cognitivo, naturais da senescência, tornando os indivíduos mais suscetíveis aos efeitos do álcool, mesmo que o padrão de consumo se mantenha estável;
2- o surgimento de complicações clínicas tornando o organismo mais debilitado e vulnerável aos efeitos do álcool e;
3- o aumento do consumo nesse período, associado a perdas e outros eventos estressantes (aposentadoria, morte de entes queridos, surgimento de debilidades físicas ou psíquicas). Esse grupo tende a apresentar um quadro de dependência desenvolvido a partir de momentos de crise. Geralmente encontram suporte social familiar e entre amigos. Há relatos de depressão e com maior freqüência procuram esconder o problema.

As causa mortis mais associadas ao consumo de álcool entre os idosos são a cirrose, o câncer de boca, esôfago, faringe, pulmão, fígado (mama na mulher) e trauma. Tais complicações são semelhantes às encontradas entre usuários mais jovens. No entanto, os idosos estão propensos a estas a partir de doses de álcool mais baixas.

As doenças gastrointestinais e do fígado são as mais comuns entre os usuários de álcool idosos. A esofagite, gastrite e úlceras de estômago são mais freqüentes em usuários mais velhos. Em idosos que também utilizam medicamentos capazes danificar a parede do estômago (como a aspirina), o risco de complicações é ainda maior. Além disso, o consumo pesado de álcool na terceira idade está diretamente associado à diarréia crônica (má absorção de nutrientes) e à pancreatite aguda e crônica.

O consumo pesado de álcool na terceira idade aumenta em quase duas vezes o risco de doenças coronarianas, em especial nas mulheres. Quase um terço das doenças da musculatura cardíaca (cardiomiopatias) entre idosos são causas pelo consumo excessivo de álcool. Já os efeitos sobre a pressão arterial podem aparecer mesmo com o consumo reduzido da substância.

Quanto ao sistema nervoso, o uso abusivo de álcool aumenta o risco de acidentes vasculares cerebrais (derrames). Além disso, ocasiona ou piora quadros de demência e provoca neuropatias periféricas, caracterizadas por anestesia parcial dos pés, com sensação de formigamento e queimação, bem como perda da força muscular e câimbras.

Cerca da metade das quedas sofridas por idosos que procuram auxílio médico está relacionada ao consumo de álcool. A desnutrição também aparece com mais facilidade entre estes indivíduos. O álcool ainda aumenta o risco de complicações sanguíneas (redução de plaquetas ou prejuízo na formação de glóbulos vermelhos) e hidro-eletrolíticas (redução dos níveis sanguíneos de sódio, potássio e magnésio). Entre as complicações psiquiátricas diretamente relacionadas ao consumo de álcool estão a depressão e o suicídio.

A síndrome de abstinência do álcool, assim como o delirium tremens, guarda algumas diferenças em relação aos pacientes mais jovens. Entre os idosos, a síndrome de abstinência pode ser manifestar tardiamente (1 - 3 dias após a última dose ingerida). Ao invés dos tremores, a confusão é o principal sinal. Quadros alucinatórios são predominantemente táteis e visuais, podendo durar meses após a resolução da síndrome. O delirium tremens, que habitualmente se inicia por volta do segundo dia de abstinência entre os mais jovens, pode ser esperado entre o segundo e o décimo dia de abstinência entre os idosos. Doenças de base como diabetes, hipertensão, epilepsia, doenças coronarianas, demência, além de outras, podem tornar o quadro de abstinência (e seu manejo clínico) ainda mais delicado.

Qualquer proposta terapêutica para estes indivíduos deve incluir entre os seus objetivos a melhora do estado clínico geral, o tratamento ou estabilização de doenças crônicas pré-existentes e a reinserção social.

Drogas Ilícitas

Há poucas publicações sobre o consumo de drogas ilícitas entre idosos. Entre os usuários de heroína, o uso endovenoso, associado à AIDS e a hepatite C, compromete seriamente a chegadas destes indivíduos à terceira idade. Entre os usuários de metadona, os dados são imprecisos e impedem qualquer conclusão. O artigo não fala sobre o consumo de cocaína e maconha entre tais indivíduos, mesmo porque o uso difundido de tais substâncias apareceu com mais força nos últimos vinte anos.

Drogas Prescritas

Cerca de um quarto dos idosos utilizam algum medicamento psiquiátrico. As causas mais comuns são insônia, dor crônica, ansiedade e depressão. As principais complicações estão relacionadas aos efeitos colaterais destas medicações sobre doenças pré-existentes ou a interações medicamentosas. No entanto, a dependência a alguns medicamentos prescritos não deve ser esquecida.

Os benzodiazepínicos (calmantes) são utilizados com maior freqüência e dose entre os indivíduos mais velhos. Eles são prescritos sem necessidade e erroneamente em muitos idosos deprimidos, que se beneficiariam apenas com antidepressivos. O uso de calmantes aumenta o risco de quedas e de acidentes automobilísticos. O surgimento de prejuízos cognitivos, entre estes a memória, está diretamente relacionado ao uso crônico desta substância.

Os opiáceos são utilizados para o tratamento da dor crônica, em especial aquelas refratárias a outras abordagens, cuja intensidade compromete seriamente o funcionamento do indivíduo. Quando o paciente é bem orientado, não possui antecedentes de dependência de opiáceos ou álcool e recebe uma dose adequada, o risco de uso abusivo ou dependência torna-se improvável.

O uso nocivo e a dependência de álcool e drogas entre idosos são pouco diagnosticados entre os idosos. Há necessidade de sensibilizar os profissionais da saúde para esse problema. Intervenções que utilizam a motivação para a mudança (ao invés de ameaças e confronto) são as mais indicadas e podem ser aplicadas por profissionais em todos os níveis de atendimento. O tratamento deve ser individualizado, contemplando as carências clínicas e sociais apresentadas por tais indivíduos.

Fonte: Programa Álcool e Drogas (PAD) do Hospital Israelita Albert Einstein

Envelhecimento e religiosidade

Estudos recentes têm mostrado que a religião contribui satisfatoriamente para o bem-estar de indivíduos de todas as idades, existindo inclusive pesquisas que parecem apontar uma melhora mais rápida no estado de saúde dos doentes, que têm uma crença religiosa e naqueles que possuem outras pessoas orando por eles.
É muito comum, ao entrarmos em igrejas, centros e templos, depararmos com muito idosos presentes nestas atmosferas de fé. Algumas pessoas passam a maior parte de suas vidas inseridas neste contexto religioso, porém outras delas só o fazem quando envelhecem.

Alguns motivos propiciam o interesse do idoso pela religiosidade, tais como:

· Preenchimento do tempo livre pós-aposentadoria;

· Atividade gratuita, o que torna a religião acessível a pessoas de todas as classes sociais;

· Necessidade de encontrar um sentido para a vida;

· Conscientização da morte como um fim para esta vida e conseqüente vontade de perdoar, ser perdoado, em busca de paz espiritual;

· Possibilidade de relacionamento com pessoas que partilham ideais comuns;

· Espaço para exercer a solidariedade através de campanhas beneficentes;

· Estratégia de enfrentamento frente às dificuldades da vida, especialmente os problemas de saúde.

Estes fatores demonstram como a religiosidade pode ser benéfica para o idoso, que se torna mais ativo, interage com pessoas de diferentes faixas etárias, encontra uma importante estratégia de enfrentamento para os declínios proporcionados pelo envelhecimento e, indiretamente, acaba sendo uma forma de estimulação cognitiva (recordação de orações, leitura, atenção, etc).

A religiosidade proporciona um importante suporte social ao idoso, por isto é importante estimularmos nossos idosos a participarem dos rituais religiosos (quando tiverem condições para isto), ou mesmo incentivar a prática religiosa em casa, pois além de todos os benefícios já mencionados anteriormente, a oração no lar pode ser uma forma simples e prazerosa de aproximar a família, pedir juntos, agradecer juntos e orar juntos.

Autores confirmam o que foi dito: “Para a psicologia, a religião pode ser vista como um recurso de enfrentamento que pode oferecer respostas às exigências da velhice, porque facilita a aceitação das perdas ligadas ao processo de envelhecimento, bem como oferece ferramentas psicológicas para o enfrentamento de situações estressantes, sem desequilibrar o indivíduo, ou seja, pode oferecer recursos para a compreensão e aceitação das dificuldades da vida. A religião pode fornecer um sentido, um significado à vida, que transcende o sofrimento, a perda e a percepção da mortalidade (GOLDSTEIN & SOMMERHALDER, 2002, p.951).”

Tendo isto em vista, fica melhor explicado o porquê das igrejas repletas de idosos. Podemos passar a perceber isto com outros olhos: ao invés de pensarmos que igreja é lugar de velhos, podemos ampliar nossos horizontes e refletir sobre a importância da religiosidade (da fé e do suporte social) para um envelhecimento com qualidade de vida.

Fonte: Luciene C. Miranda - Psicóloga - lucienecm@yahoo.com.br
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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Andropausa - alterações sexuais do homem idoso

A questão demográfica

As últimas décadas têm sido acompanhadas por um grande aumento demográfico na população de idosos em todo o mundo. Os avanços na medicina, a descoberta de novos medicamentos, os programas sociais dos governos, os cuidados de prevenção e educação médica contribuem para aumentar a expectativa de vida da população, no Brasil e nos outros paises.

Dessa forma, o ser humano que agora vive mais anos também quer viver melhor esses anos, de preferência continuando a fazer aquilo que sempre lhe deu prazer.

A Organização Mundial da Saúde classifica como idoso o indivíduo com idade igual ou superior a 65 anos. No Brasil, o estatuto do idoso reconhece os direitos dos indivíduos após os 60 anos; prevê-se que em 2025 seremos 30 milhões de idosos.

As características gerais do homem idoso

A terceira idade é um período caracterizado por intensas mudanças físicas, patológicas, sociais e emocionais. O idoso revê seus conceitos sobre dinheiro, trabalho, ambições, beleza, vida, prazer e sexo; prefere mais qualidade ao invés de quantidade em tudo, inclusive nas suas relações sexuais.

A sua função sexual se altera basicamente pelas mudanças fisiológicas e anatômicas do organismo provocadas pelo próprio processo de envelhecimento. Porém, não se pode associar essa fase da vida à perda ou à incapacidade de manter relações sexuais. As dificuldades normalmente se iniciam a partir dos 40-50 anos, pois além da diminuição lenta e gradual da testosterona, há uma maior incidência de doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabetes, obesidade e dislipidemias muitas vezes agravadas pelo fumo, álcool, estresse, sedentarismo e outros fatores de risco.

Além das causas orgânicas, surgem questões de ordem emocional referentes a aposentadoria, casamento, doenças, auto-estima além de fatores sociais e culturais.Em geral, as alterações sexuais masculinas são lentas e progressivas, dando tempo ao homem de se adaptar a uma atividade menos intensa.

Não existe uma disfunção erétil que seja específica do homem idoso, mas sim uma diminuição da sua capacidade sexual global. É importante que os homens conheçam e tenham consciência dessas mudanças, para que uma eventual falha erétil não cause uma ansiedade de desempenho desastrosa, capaz de contaminar e comprometer as relações futuras.

Ao atingir a maturidade, o sexo é cada vez menos carnal, tornando-se cada vez mais afetivo. As relações são menos sexuais e mais sensuais. Aos poucos, o homem se vê obrigado a assumir o papel de protagonista da relação, trocando de lugar com o seu pênis, que até então tinha sido o ator principal da relação. Isso o obriga a uma adaptação, caso contrário, ele fica perdido sem entender as mudanças que ocorrem no seu organismo.

Muitas estatísticas mostram que a atividade sexual diminui com o decorrer da idade, tanto em homens quanto em mulheres; e várias outras estatísticas mostram que homens idosos ainda permanecem sexualmente ativos, uns mais outros menos, mesmo após os 70-80 anos.

Os padrões de comportamento sexual do homem idoso

Com o avanço da idade, o padrão de comportamento sexual dos homens pode ser de 3 tipos:

1- Parecido ao que sempre foi na sua fase adulta madura, onde ele procura manter o mesmo ritmo de relações sexuais a que sempre esteve acostumado.

2- Pode haver uma retração ou inibição da atividade sexual que tende a diminuir ou até desaparecer, como nos casais pouco ativos sexualmente e que se entregam a uma rotina sem troca de afeto, carinho ou paixão.

3- Pode ocorrer uma exacerbação da atividade sexual, numa tentativa de repetir o comportamento sexual da juventude.

Causas da diminuição da atividade sexual do homem idoso

1) Problemas relacionados com a parceira, que pode ser incapaz fisicamente, não ter interesse por sexo ou estar ausente. É fundamental que o homem idoso tenha alguém com carinho e habilidade manual suficiente, capaz de provocar as suas ereções.

2) A má qualidade da relação afetiva, onde existe falta de carinho, afeto e amor. São os casais que já não se gostam, apenas se toleram e muitas vezes nem se suportam.

3) O mau estado de saúde física e mental do casal idoso, portador de artrose, demência, DPOC, seqüelas de AVC, etc.

4) A diminuição da libido, pela queda da testosterona e pela baixa freqüência das relações sexuais.

5) A DE e a ansiedade de desempenho, onde a expectativa de falhar inibe a iniciativa de ter relações pelo medo de passar por constrangimento.

6) Os efeitos colaterais de medicamentos como anti-hipertensivos, antiácidos, beta-bloqueadores, tranqüilizantes, etc.

7) A falta de condições adequadas para o encontro amoroso, como nos casais idosos que moram junto com filhos ou em asilos.

8) A ignorância com relação às alterações naturais do envelhecimento, não respeitando as mudanças biológicas da idade.

9) O negativismo cultural e religioso da sociedade. O idoso absorve a imposição social e cultural de que não deve mais estar interessado em sexo a acaba se reprimindo.

10) A baixa auto-estima que impede o homem idoso de procurar parceiras ou de tomar uma iniciativa nas relações.

As alterações sexuais do homem idoso

1) Ansiedade de desempenho que leva ao medo de tomar a iniciativa de ter sexo.

2) Dificuldade de obter ereções espontâneas quando há necessidade. É preciso que as parceiras estimulem diretamente o pênis de seus companheiros.

3) A ereção é mais lenta, aumentando o tempo necessário para se chegar à rigidez adequada. É comum essa demora detonar a ansiedade que dificulta mais ainda a ereção.

4) As ereções já não são tão firmes e nem se sustentam por tanto tempo quanto antes.

5) Há uma menor capacidade e menor necessidade de se chegar ao orgasmo, possibilitando encontros mais prolongados, mais carinhosos, que não se encerram com o orgasmo.

6) Tem rápida detumescência, quase que imediata ao cessar os estímulos sexuais.

7) Aumenta o período refratário entre as relações, principalmente quando há o orgasmo.

8) Outras alterações:
menor emissão de secreção uretral, menor volume do material ejaculado, menor pressão da ejaculação, orgasmo mais curto e às vezes seco (diabetes e pós prostatectomia), menor ocorrência de tumescência peniana noturna, menor concentração de fibras elásticas nos corpos cavernosos e alteração endotelial vascular.

Fonte: Dr. Henrique Chvaicer - Site PenisNormal.com