O fato aconteceu em Portugal, foi noticiado e causou grande polêmica ao colocar “a importância do sexo após os 50 anos e a qualidade dos juízes que se sentam nos nossos tribunais”. Será que a “qualidade” de nossos juízes é muito diferente do país irmão? O que eles pensam sobre envelhecimento? E sobre sexo no envelhecimento?
Provavelmente você, respondeu que sim ao título pergunta deste artigo. E como nós, você também vai se indignar em saber que em pleno século XXI ainda há juízes que achem que não. Foi o que aconteceu em Portugal, quando uma mulher ficou incapaz de ter uma vida sexual normal após uma cirurgia. Ela pediu então uma indenização, cujo valor foi reduzido, primeiro pela metade, e depois reduzido ainda mais. A sentença? Pasmem, como a mulher tinha sido operada quando já tinha 50 anos, no entendimento dos juízes, "uma idade em que a sexualidade não tem a importância que assume em idades mais jovens, importância essa que vai diminuindo à medida que a idade avança".
Este acórdão é "insólito", foi o que declarou a sexóloga Marta Crawford ao jornal português. Segundo ela, porque trata-se de um parecer que parte do princípio de que as mulheres depois da menopausa perdem desejo, vontade e prazer na vida sexual como também na "falta de informação dos juízes". Relata que "a sexualidade não tem prazo de validade. Cientificamente sabe-se que a relação sexual é boa enquanto cada um assim o quiser... A sexualidade, segundo ela, é "a energia mais íntima que temos, e nenhuma mulher deve ser privada disso”.




