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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

AIDS na Terceira Idade!?

Só no Brasil são mais de 500 mil casos notificados do vírus HIV. Desses, mais de 15 mil atingem idosos. Um dado alarmante se comprado com o ano de 1991, quando havia apenas 950 ocorrências de Aids na terceira idade. Os dados são do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids).

Segundo o biólogo e doutor em imunologia Aldo Henrique Tavares, a falta de informação é o principal motivo do crescimento acelerado da Aids nessa faixa etária. "Há pouco tempo, não existia nenhum tipo de campanha para o público idoso. Isso surgiu recentemente, mas de forma muito escassa", afirma Aldo, que também é consultor técnico do Exame Medicina Diagnóstica/DASA.

Para o especialista, a desinformação tem como consequência a vida sexual ativa sem proteção - o que contraria o mito existente há alguns anos, de que idosos não praticam sexo. De fato, a atividade sexual na t
erceira idade cresceu há pouco tempo. "Existem vários fatores que explicam a prática sexual entre pessoas mais velhas. A melhora da qualidade de vida, o controle de sintomas da andropausa e da menopausa por meio da reposição hormonal e o surgimento de medicamentos, injeções e próteses são alguns deles. Trata-se de métodos recentes", explica Aldo.

Outros fatores fazem com que os idosos não utilizem preservativos: é algo que foi pouco utilizado ao longo de suas vidas; existe dificuldade técnica na utilização; há medo de perda de ereções; de uma maneira geral, a faixa etária conhece a camisinha apenas como anticonceptivo - e não como proteção contra doenças.

Mais uma preocupação crescente, de acordo com Aldo, é com relação ao diagnóstico da doença, que muitas vezes é tardio. Em geral, no início da infecção, o portador do HIV aparenta saúde. E, mesmo quando manifesta doenças oportunistas, como tuberculose e pneumonias, há rejeição à probabilidade da presença do vírus. Há também atribuição errônea de sintomas, como fadiga e perda de peso ou de memória. "A última coisa que o idoso pensa é que está com Aids. Procurar um especialista é imprescindível, pois só ele poderá indicar corretamente os exames que devem ser feitos e, posteriormente, o tratamento compatível", informa o especialista.

As demais doenças sexualmente transmissíveis, ou venéreas, também estão alcançando cada vez mais a terceira idade. Entre elas estão candidíase, gonorréia, herpes, hepatite e outros tipos de infecções graves. "A prevenção com o uso da camisinha e a solidariedade com quem está doente são as melhores armas na luta contra a doença", finaliza Aldo.

Fonte: Minha Vida

Demência Senil ou Alzheimer?

Nem sempre é clara a fronteira entre as disfunções mentais que atingem a raça humana, especialmente os idosos. Afinal, o que é demência, o que é doença Alzheimer, doença Parkinson? Qual a diferença entre esses termos? Bem, vamos explicar.
Demência é um termo amplo, um guarda-chuva sob o qual se incluem todos os sintomas físicos e mentais que são graves o bastante para interferir com as funções diárias de uma pessoa. Como o Alzheimer afeta a memória e o Parkinson descontrola as funções motoras, podem ambas ser definidas como demências.

Eis os principais sintomas visíveis que caracterizam uma demência, segundo definição da clínica Mayo (Minnesota, EUA): dificuldade na fala, perda de memória, falta de poder de decisão, confusão e mudanças na personalidade e no humor. Pessoas com demência também podem perder sua capacidade de resolver problemas ou controlar suas emoções. É o caminho para o qual se encaminha, geralmente, a doença Alzheimer.

Outros sintomas incluem a dificuldade de coordenação e as funções motoras, paranóia, agitação e alucinações, com prejuízo no trabalho e nas atividades sociais. Nesse caso, são indicativos de uma possível doença Parkinson.

Os médicos usam uma bateria de testes para determinar a causa da demência. São exames de sangue, avaliação do estado mental, testes neuropsicológicos e tomografias cerebrais. Em 90% dos casos, atualmente, os médicos podem diagnosticar com precisão a causa de sintomas de demência. Mas não se pode generalizar o termo: algumas doenças cerebrais, que estão relacionadas a fatores orgânicos (como desordem na síntese de proteínas), mas não são demências propriamente ditas.

A mais notória entre as demências é mesmo a doença de Alzheimer. Segundo uma pesquisa norte-americana, representa entre 50% e 70% das disfunções cerebrais em pessoas com mais de 65 anos. No entanto, é só após a morte, quando o cérebro já está na autópsia, que o Alzheimer pode ser identificado com precisão, o que dificultou a vida dos médicos por muito tempo.

No caso do Alzheimer, são proteínas que impedem o funcionamento do cérebro, afetando e limitando as porções do cérebro que controlam a memória, o pensamento abstrato, capacidade de julgamento, comportamento, movimento e linguagem. Em casos mais graves, a pessoa chega até a perder a capacidade de reconhecer a si mesmo e seus familiares.

Fonte: Happy Science

Existe Trabalho para a Terceira Idade?

Muito provavelmente se alguém chegar para conversar com você sobre as condições de emprego existentes no Brasil, encontrará uma negativa de sua parte. Não é um erro, tendo em vista que moramos em um país em pleno desenvolvimento onde, muitas vezes, a oferta de profissionais tende a ser superior ao número de vagas disponíveis no mercado. E quando se fala em emprego para a terceira idade, o cenário fica um pouco mais tenebroso. Existe emprego após a terceira idade?

Dados comprovam que em setembro de 2010 a taxa de taxa de desocupação de pessoas acima de 50 anos chegou a 2,2%. Isso qualifica como confortável o cenário de pleno emprego. Mas o que é o pleno emprego?

Definição. Entender de pleno emprego e sua definição pode ter variáveis de cultura para cultura, de país para país. A Organização Mundial do Trabalho define que se tem o pleno emprego quando a taxa de desocupados em uma nação é inferior a 3%. Esse
índice é calculado de acordo com os registros nos países desenvolvidos no mundo pós-guerra. No caso do Brasil para a terceira idade, os ventos são mais positivos, a contar de setembro de 2009. Entenda: a taxa de 2,2% de trabalhadores sem ocupação representa o índice daqueles que estão em transição entre um emprego e outro.

No Brasil. Os resultados de recentes pesquisas mostraram que o número de trabalhadores mais velhos, perto da terceira idade, com 50 anos ou mais aumentou. Esses resultados são reflexos do aumento na qualidade de vida da população e seu consequente envelhecimento. Ou seja: a terceira idade passou a ser mais importante, a ter voz e vez no mercado de trabalho e econômico do país. Entre outros fatores, percebe-se também que a falta de profissionais capacitados para determinadas áreas faz que os antigos profissionais permaneçam por mais tempo em seus cargos. O que de certa forma nos faz perguntar: por que ainda há tanto preconceito com idade e trabalho?

Ocupações. O ranking das ocupações que mais empregaram a terceira idade em 2012 teve dirigentes públicos em primeiro lugar (66.347), seguido por professores do ensino fundamental (66.315) e construção civil (36.411). O setor da construção, aliás, é um dos que apresentam saldo positivo para essa faixa da população (de mais de 21 mil postos). Ou seja, houve abertura de vagas para pessoas com mais de 50 anos.

Já entre os professores do ensino fundamental, as demissões superaram as contratações em 1.537 vagas […]. Além da construção, foram abertas novas vagas para a terceira idade entre motoristas e nos setores de alimentação e de serviços domésticos. Os estados do Piauí, Roraima e Ceará também abriram novas vagas para quem tem 50 anos ou mais.

Os novos postos para essa faixa etária surgem na esteira do crescimento econômico e, tanto o setor em que elas são abertas, quanto a região do País em que acontece, reflete isso.

A grande variação no setor público se dá porque, segundo pesquisas, existe mais estabilidade nesse setor.
Fonte: Aproveitando a terceira idade.

Pneumonia traz mais risco para idosos

A pneumonia, doença caracterizada pela infecção nos pulmões, é uma das principais causas de internação de idosos, segundo o Sistema Único de Saúde. Causada por vírus ou bactérias, a doença respiratória provoca tosse intensa com secreção ou até com sangue, febre, falta de ar e dor no peito. Entretanto, em pessoas de terceira idade nem sempre esses sintomas se manifestam, o que dificulta o diagnóstico e, consequentemente, retarda o tratamento, podendo trazer uma série de complicações ao paciente.

“Em idosos, a pneumonia pode aparecer sem os sintomas característicos. Em alguns casos, a doença traz uma queda geral no quadro de saúde do paciente, deixando-o mais prostrado, pouco ativo e com redução de apetite”, afirma o médico pneumologista Adalberto Sperb Rubin, diretor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Isso pode trazer o atraso no diagnóstico e o agravamento do estado da pessoa.

Segundo ele, a pneumonia pode ser fatal à medida que a idade avança e, muitas vezes, traz complicações às outras doenças previamente existentes, como insuficiência cardíaca e hipertensão arterial.

Como se prevenir

Causada pela ação de vírus ou bactérias, a pneumonia ataca, sobretudo, as pessoas mais idosas, que geralmente estão com sistema imunológico comprometido. “Além disso, a população mais idosa apresenta doenças coexistentes, que favorecem o surgimento de infecções”, afirma o médico. A pneumonia ainda pode ser desencadeada com a complicação de gripes, como influenza, e resfriados fortes.

Alguns medicamentos também podem causar uma reação que favorece o aparecimento da pneumonia, de acordo com o pneumologista Alberto Cukier, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Por isso, cuidar da saúde é fundamental para as pessoas da melhor idade se prevenirem contra a doença. Entre as recomendações médicas estão:

- Quem sofre de doença respiratória, como enfisema, bronquite crônica, asma e rinite, deve consultar o médico regularmente para controlar e tratar dessas enfermidades;

- Alimentação equilibrada também é importante para manter o organismo saudável;

- Livre-se do fumo. O tabagismo é principal causa de enfisema e doenças pulmonares;

- Faça atividade física para fortalecer o corpo;

- A vacinação antigripal e antipneumocócica fortalecem o sistema imunológico, ajudando na prevenção.
Fonte: Adalberto Sperb Rubin, diretor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia

Solidão: um inimigo oculto na velhice.

"A solidão é o "assassino invisível" do idoso, que ameaça a saúde, tanto quanto a obesidade ou o tabagismo. O alerta é de uma campanha – Campaign to EndLoneliness – organizada por ONGs britânicas, que alegam que o custo emocional da solidão pode ser conhecido, mas os danos físicos provocados por ela têm sido negligenciados". Essa é a reportagem da redação Bonde, publicada recentemente.

Será que é possível avaliar o custo emocional da solidão como conhecido? Eu diria que não, não há como medi-lo, quantifica-lo. A solidão, este inimigo oculto de todos os dias e de todos nós, pode ser devastador para o ser humano em qualquer fase da vida, mas na velhice trabalha silenciosamente, toma proporções assustadoras e seus resultados são, muitas vezes, imprevisíveis. É aquele que trabalha na calada da noite ou num dia inteiro que se anuncia.

O problema é grave na medida que a depressão encontra neste ser fragilizado um habitat perfeito para se acomodar. Deste quadro aparentemente controlável, caminham lado a lado os problemas alimentares, o sono irregular, a falta de perspectiva, pouco ou nenhum convívio social até que o silêncio chega, permanecendo apenas aquela voz interna que não ecoa mais, não encontra palavras nem mesmo para dizer: preciso de ajuda, preciso de um sentido para a minha vida, preciso que me orçam.

Os responsáveis pela campanha - Age UK Oxfordshire, Counsel and Care, Independent Age e WRVS - afirmam que "um em cada dez idosos britânicos sofre de solidão intensa, o que conduz a um risco aumentado de depressão, que favorece o desenvolvimento de maus hábitos alimentares e de práticas sedentárias, que excluem a atividade física do cotidiano. A falta de interação social aumenta as chances do idoso de sofrer com doenças degenerativas, como o Alzheimer."

A reportagem explica que "o maior objetivo dos organizadores é sensibilizar os profissionais de saúde para a relação entre saúde precária e solidão na terceira idade. Por meio da divulgação de uma pesquisa, as entidades chamam atenção para uma conscientização social sobre o "horror da solidão" e seu "impacto pernicioso" sobre as pessoas mais velhas".

Mas este talvez seja um trabalho muito mais profundo do que se possa imaginar, não se trata de um ponto, mas vários e com interligações complexas. A solidão não aparece de repente na vida de ninguém, penso nela como o processo de uma vida, como o cultivo de uma plantação, como as relações que estabelecemos e alimentamos, adequadamente ou não, numa jornada cujos autores somos nós, frágeis protagonistas que têm o dever de dirigir e atuar na história.
Fonte: Portal do Envelhecimento.

Por que envelhecemos?

A maioria das pessoas acredita que o envelhecimento é simplesmente um processo programado que sucede o desenvolvimento embrionário e o crescimento, ou seja, é algo que acontece inevitavelmente pela simples passagem do tempo.

A ciência tem constatado que
a longevidade dos seres vivos está diretamente relacionada com o número de vezes que a célula de cada espécie é capaz de se dividir. Por exemplo, as células do camundongo dividem-se 15 vezes e este animal vive em média três anos, já as células das tartarugas das ilhas Galápagos dividem-se 110 vezes e elas vivem cerca de 175 anos.

Os cientistas já sabem que o número de divisões celulares é determinado pelo tamanho dos telômeros (um novelo de DNA localizado na extremidade dos cromossomos). A cada divisão, os cromossomos perdem parte do telômero, até que chegar o momento em que ficam tão pequenos que a célula pára de se dividir e morre. Em outras palavras, o envelhecimento é predominantemente um problema de divisão da célula (Dr.Richard Lerner do instituto de pesquisa The Scripps - La Jolla, Califórnia).

Por outro lado, alguns outros cientistas, como o Dr.Jay Olshansky, estão mais propensos a entender o envelhecimento como um processo aleatório causado por danos que vão se acumulando no organismo, apesar de ainda existir algumas complicações neste tipo de entendimento.

Para eles, não existe uma programação genética que nos conduza forçosamente ao envelhecimento. Muito pelo contrário, existem sim genes programados para combatem o envelhecimento. Eles são os responsáveis por reparar os danos causados às células e evitar ameaças. Porém, com o passar do tempo (após a idade reprodutiva) o trabalho para eles aumenta de tal forma que vão perdendo sua eficiência, chegando num ponto em que não conseguem mais dar conta do recado. Ou seja, de acordo com esta teoria, os genes influenciam no envelhecimento, mas apenas de forma indireta.
Fonte: Saúde, saber e virtude - by Cleiton Heredia

Memória e envelhecimento.

Havia uma crença de que tudo que aprendemos é armazenado permanentemente na mente, embora algumas vezes detalhes particulares não sejam acessíveis. Essa afirmação não é correta. Se não fosse pelo esquecimento, nossos encéfalos estariam oprimidos com uma carga impossível representada pelo colosso de informações inúteis, que são codificadas em nossa memória imediata. De fato, o encéfalo humano é muito bom para esquecer.

A partir do início da idade adulta o peso médio do encéfalo humano normal, determinado em autopsias, decresce progressivamente. Em indivíduos idosos, esse efeito pode ser observado através de técnicas não-invasivas de imagem como um leve, mas, ain
da assim, significante encolhimento do encéfalo.

A contagem de sinapses no córtex cerebral geralmente diminui com a idade avançada, embora o número de neurônios provavelmente não mude muito, sugerindo que são principalmente as conexões entre os neurônios (isto é, o neurópilo) que são perdidas à medida que envelhecemos. Há uma suposição indicando que as redes de conexões que representam as memórias estejam se deteriorando gradativamente. Essas observações são consistentes com a dificuldade que muitas pessoas idosas apresentam em fazer associações, como, por exemplo, lembrar de nomes ou detalhes de experiências recentes e mostrar um declínio nos escores de testes de memória em função da idade.

Embora o esquecimento seja um processo mental normal e aparentemente essencial, ele também pode se manifestar de forma patológica, uma condição denominada “amnésia”. Algumas das causas da amnésia são: oclusão vascular de ambas as artérias cerebrais; tumores da linha média; traumas; cirurgias; infecções; terapia eletroconvulsiva; cansaço; dormir mal; estresse; deficiência de glicose; de proteínas; vitamina B (B1,B3 e B12); vitamina C; serotonina (chocolate aumenta serotonina e, também, o colesterol) etc.

Fonte: Galeno Alvarenga - Psiquiatra.