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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Memória e envelhecimento.

Havia uma crença de que tudo que aprendemos é armazenado permanentemente na mente, embora algumas vezes detalhes particulares não sejam acessíveis. Essa afirmação não é correta. Se não fosse pelo esquecimento, nossos encéfalos estariam oprimidos com uma carga impossível representada pelo colosso de informações inúteis, que são codificadas em nossa memória imediata. De fato, o encéfalo humano é muito bom para esquecer.

A partir do início da idade adulta o peso médio do encéfalo humano normal, determinado em autopsias, decresce progressivamente. Em indivíduos idosos, esse efeito pode ser observado através de técnicas não-invasivas de imagem como um leve, mas, ain
da assim, significante encolhimento do encéfalo.

A contagem de sinapses no córtex cerebral geralmente diminui com a idade avançada, embora o número de neurônios provavelmente não mude muito, sugerindo que são principalmente as conexões entre os neurônios (isto é, o neurópilo) que são perdidas à medida que envelhecemos. Há uma suposição indicando que as redes de conexões que representam as memórias estejam se deteriorando gradativamente. Essas observações são consistentes com a dificuldade que muitas pessoas idosas apresentam em fazer associações, como, por exemplo, lembrar de nomes ou detalhes de experiências recentes e mostrar um declínio nos escores de testes de memória em função da idade.

Embora o esquecimento seja um processo mental normal e aparentemente essencial, ele também pode se manifestar de forma patológica, uma condição denominada “amnésia”. Algumas das causas da amnésia são: oclusão vascular de ambas as artérias cerebrais; tumores da linha média; traumas; cirurgias; infecções; terapia eletroconvulsiva; cansaço; dormir mal; estresse; deficiência de glicose; de proteínas; vitamina B (B1,B3 e B12); vitamina C; serotonina (chocolate aumenta serotonina e, também, o colesterol) etc.

Fonte: Galeno Alvarenga - Psiquiatra.

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