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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Um paradigma a ser quebrado: velho ou idoso?
O Brasil está ficando cada vez mais velho. Pesquisas apontam para o crescimento populacional de pessoas idosas e declínio da fecundidade. É como se a pirâmide da faixa etária brasileira virasse de cabeça para baixo. Nesse rumo, fotografias com grandes famílias, será coisa do passado. O aumento da expectativa de vida da pessoa idosa se deve a fatores como cuidados com a saúde, informação, atividade física, qualidade de vida e garantia de direitos.
Em relação aos direitos, há certa contradição, pois, enquanto aumentam os direitos sociais, como transporte coletivo, fila exclusiva, dentre outros, se reduzem os hábitos de respeito a eles. Não é incomum as pessoas ocuparem vagas de estacionamento destinadas ao idoso ou simplesmente não priorizarem seu atendimento. Neste contexto, é importante repensar e alterar hábitos.
Além dos hábitos, qual imagem vem à mente quando falamos em idoso? Seria aquela figura de um velho curvado com uma bengala na mão, o qual se vê como símbolo de acessibilidade. Esta imagem não necessariamente retrata a realidade dessas pessoas, pois, quanto mais descobertas a ciência faz, mais cedo iniciar os cuidados com a saúde, mais garantia de um envelhecimento com qualidade, estando distante da imagem retratada.
Neste sentido, há quem diga que há diferença entre ser velho e ser idoso. Segundo o dicionário Aurélio, velho é o que tem idade avançada; idoso: que tem muitos anos, velho. Compreendendo desta forma, as palavras são quase que sinônimos. No entanto, alguns jamais suportariam a ideia de serem chamados de velhos. A palavra velho pode remeter a inutilidade, mas a verdadeira velhice está no espírito das pessoas.
Muitos já se depararam com jovens velhos, que se entregam a passagem do tempo e velhos jovens, ativos e cheios de vida. Podemos ser velhos aos 30 anos e jovens com 70 anos. O espírito pode se manter jovem enquanto estivermos vivos, independente do estado geral da matéria, do nosso corpo. A coluna pode doer devido ao desgaste do tempo, mas a alma e a vontade de viver podem e devem ser preservadas, pois, enquanto houver vida, há possibilidade de transformar e transformar-se. Fazendo referência ao livro “Aprenda a curtir seus anos dourados”, destacam- se reflexões importantes:
• Idoso é quem tem muita idade; velho é quem perdeu a jovialidade;
• Você é idoso quando sonha; você é velho quando apenas dorme;
• Você é idoso quando ainda aprende; você é velho quando já ensina;
• Você é idoso quando se exercita; você é velho quando apenas descansa;
• Você é idoso quando ainda sente amor; você é velho quando só sente ciúmes;
• Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida; você é velho quando todos os dias parecem o último da sua longa jornada;
• Você é idoso quando seu calendário só tem amanhãs; você é velho quando o calendário só tem ontem;
• O idoso tem planos; o velho apenas saudades;
• O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e esperança; para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega;
• Para o velho as horas arrastam, destituídas de sentido;
• As rugas do idoso são bonitas, porque foram marcadas pelo sorriso; as rugas dos velhos são feias, porque foram vincadas pela amargura.
Em resumo, idoso e velho são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório, mas carregam em si idades bem diferentes no coração, no pensamento, na atitude. A vida é cíclica e tem suas fases, a gestação, o nascimento, a infância, a juventude, a vida adulta e a velhice.
Sem exceção, cada fase tem suas dificuldades, aprendizagens, anseios, dores e medos, mas também podem ser cheias de encanto, aprendizagem e doçura. E a cada descoberta, a oportunidade de guardar experiências, manter o espírito jovem e a esperança de nunca ficar velho.
Fonte: ifiladelfia.com
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