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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Por que envelhecemos?

A maioria das pessoas acredita que o envelhecimento é simplesmente um processo programado que sucede o desenvolvimento embrionário e o crescimento, ou seja, é algo que acontece inevitavelmente pela simples passagem do tempo.

A ciência tem constatado que
a longevidade dos seres vivos está diretamente relacionada com o número de vezes que a célula de cada espécie é capaz de se dividir. Por exemplo, as células do camundongo dividem-se 15 vezes e este animal vive em média três anos, já as células das tartarugas das ilhas Galápagos dividem-se 110 vezes e elas vivem cerca de 175 anos.

Os cientistas já sabem que o número de divisões celulares é determinado pelo tamanho dos telômeros (um novelo de DNA localizado na extremidade dos cromossomos). A cada divisão, os cromossomos perdem parte do telômero, até que chegar o momento em que ficam tão pequenos que a célula pára de se dividir e morre. Em outras palavras, o envelhecimento é predominantemente um problema de divisão da célula (Dr.Richard Lerner do instituto de pesquisa The Scripps - La Jolla, Califórnia).

Por outro lado, alguns outros cientistas, como o Dr.Jay Olshansky, estão mais propensos a entender o envelhecimento como um processo aleatório causado por danos que vão se acumulando no organismo, apesar de ainda existir algumas complicações neste tipo de entendimento.

Para eles, não existe uma programação genética que nos conduza forçosamente ao envelhecimento. Muito pelo contrário, existem sim genes programados para combatem o envelhecimento. Eles são os responsáveis por reparar os danos causados às células e evitar ameaças. Porém, com o passar do tempo (após a idade reprodutiva) o trabalho para eles aumenta de tal forma que vão perdendo sua eficiência, chegando num ponto em que não conseguem mais dar conta do recado. Ou seja, de acordo com esta teoria, os genes influenciam no envelhecimento, mas apenas de forma indireta.
Fonte: Saúde, saber e virtude - by Cleiton Heredia

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