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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Idoso vive em cubículo de 3 m², sem energia e água encanada!!

André Kachuba mora sozinho em um cubículo de madeira medindo 1,5 por 1,5 metro (3 m²), próximo de um chiqueiro em sua propriedade rural, há quatro quilômetros da Ferroeste (Estrada de Ferro Paraná Oeste) sentido Curitiba.

No pequeno espaço o idoso divide a cama de solteiro com um fogão a lenha, roupas improvisadas em um varal, comida e água potável em baldes. Alguns alimentos estão armazenados dentro de potes descartáveis já que não tem geladeira, outros no chão. Sem água encanada e banheiro para fazer as necessidades fisiológicas, ele conta que a solução é entrar no mato.

“Quando surge a vontade o jeito é ir para o mato. Na maioria das vezes eu mesmo cozinho minha comida, mas também recebo doações de alguns vizinhos e dos meus irmãos que moram aqui [sítio]”, relata o idoso André Kachuba.

Sem aposentadoria, ele contou que vive nesta situação há aproximadamente seis anos. Tem três filhos e uma esposa, todos moram na área urbana de Cascavel. E afirmou que a área onde ele mora pertence a ele.

“Eles preferem ficar na cidade e eu gosto daqui, de morar no meu sítio. Eles vêm me visitar, mas de passagem. Quando chega de madrugada tenho passado mal, sinto muita falta de ar. Durante o dia procuro ficar embaixo das árvores para evitar o calor. Minha família está na cidade, mas essas terras são minhas”, afirma o idoso.

Apesar da estrutura magra e da fraqueza, ele conta que quando tem força faz o corte da lenha para cozinhar.

“Tenho meus punhos machucados e sofri uma intoxicação de agrotóxico no passado, por isso não tenho mais força nos braços. Mas quando estou mais animado eu mesmo corto a minha lenha, pois preciso para acender o fogão”, afirma o idoso.

Ajuda vem de vizinhos

Durante a reportagem, o idoso André Kachuca contou que há cerca de dois anos não recebe mais as visitas das agentes de saúde da UBSs (Unidade Básica de Saúde) do Distrito de São Salvador.

“Antes as enfermeiras vinham aqui, aferiam a pressão perguntavam como eu estava, mas isso faz mais de dois anos”, declarou.

Alguns vizinhos que possuem chácaras perto dali tem ajudado com doações de alimentos. “Sempre que posso levo comida, água, bolo, fruta e o que eu tenho aqui em casa. É muito triste ver ele nesta situação, sabendo que tem família e irmãos próximos dele. Ele está abandonado já faz anos e ninguém cuida deste homem. Esperamos que o Município ou alguma autoridade possa ajudá-lo”, revela um agricultor vizinho à propriedade, que preferiu não se identificar.

Os vizinhos temem o pior já que ele passa dia e noite no espaço e utiliza o fogão a lenha com bastante frequência. “Como ele divide o lugar entre a cama e o fogão, nós temos medo de ele dormir e a lenha cair no chão e incendiar o barraco”, afirma o morador.

A equipe de reportagem tentou contato com um dos irmãos do idoso, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. Já a Assistência Social e Secretaria de Saúde informaram que só vão se manifestar nesta quarta-feira após visita na casa do idoso.
Fonte: O Paraná

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