Um aparelho auditivo pode transformar para melhor a vida de idosos que têm a audição prejudicada. Apesar de parecerem óbvios os benefícios que esse tipo de aparelho traz a quem já não consegue ouvir perfeitamente, quem usa ou conhece alguém que usa aparelho auditivo sabe que existem muitos casos de resistência a esse equipamento. “Isso acontece porque não basta colocar o aparelho para voltar a ouvir.Quem ouve é o ouvido, mas quem processa o som ouvido e faz com que este seja entendido é o cérebro”, explica Roberta Alves de Oliveira, fonoaudióloga, mestre em neurociências e responsável pelo departamento de Expansão da Direito de Ouvir Amplifon Brasil. Segundo a especialista, é o cérebro que precisa de um tempo para se readaptar a esse processo. “O aparelho auditivo tem um uso terapêutico: quanto mais tempo é utilizado e quanto melhor é aceito pelo paciente, melhor e mais rápida será a adaptação a ele”, detalha.
Diagnóstico
A fonoaudióloga Patricia Carla Rissatto, especialista
em audiologia e motricidade orofacial, explica que o diagnóstico é sempre feito por um médico otorrinolaringologista, que é o profissional responsável por indicar o tipo de tratamento ideal para cada paciente. “Caso ele tenha indicado o uso de prótese auditiva, o indivíduo é encaminhado a um fonoaudiólogo especializado para fazer a seleção e a adaptação dos aparelhos. O momento certo de procurar um médico é assim que perceber qualquer sinal de perda auditiva, como trocar algumas palavras, ouvir a TV muito alta, pedir para repetir, entre outras coisas. Muitas vezes essas alterações são percebidas pelos próprios familiares e pelas pessoas de seu convívio”, diz.
Importância do tratamento
Para a otorrinolaringologista Vivian Wiikmann, cuidar da audição na terceira idade é muito importante: de um lado, para não privar o paciente do convívio social; do outro, para torná-lo mais independente a fim de realizar suas atividades diárias. “Muitas vezes esses pacientes já apresentam outros problemas de saúde, como lidar com a aposentadoria, e a perda de audição os deixa ainda mais vulneráveis a depressão, por exemplo.
A perda de audição por muitos anos, se não tratada e combatida por meio de próteses auditivas, leva à perda da capacidade cerebral de reconhecer os sons. Aí o problema se torna mais difícil de reverter”, diz. Ainda de acordo com a especialista, assim que é feito o diagnóstico, o fonoaudiólogo é o profissional que assume a coordenação do processo de habilitação ou reabilitação do deficiente auditivo.
Fonte: Diário da Região
Nenhum comentário:
Postar um comentário