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sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Creches para idosos
Esse é um novo tipo de negócio que tem crescido em São Paulo. Alguns já nasceram como creches ou centros-dia como preferem chamar alguns especialistas. Outros são Casas de Repouso que estão aproveitando o espaço ocioso para atender os idosos por diárias. Alguns chegam a oferecer serviço de transporte (leva e traz).
"As creches são uma tendência. É um bom negócio para as Casas de Repouso porque aproveitam a estrutura física e de pessoal que já têm e resolve o dilema das famílias que não querem deixar seu idoso asilado", afirma Eduardo Bonini, consultor na área de gerontologia.
Os idosos chegam pela manhã, trazidos por familiares, passam o dia, cantam, conversam sobre as últimas notícias, recebem cuidados terapêuticos e nutricionais, fazem de quatro a seis refeições ao dia e desenvolvem várias atividades monitoradas, como desenho e canto. Também têm sessões de fisioterapia e fonoaudiologia. No final do dia, às vezes já de banho tomado, voltam para suas casas.
Como ainda não existe uma regulamentação específica, não é obrigatório um suporte médico. Mas é recomendado que a casa conte com profissionais, como terapeuta ocupacionais, nutricionistas e cuidadores profissionais. Em geral, os usuários das creches são idosos fragilizados, têm doenças como Alzheimer ou Parkinson, ou sequelas de derrame.
O termo creche é polêmico. Especialistas em envelhecimento dizem que ele é pejorativo, infantiliza o idoso. "É lamentável chamar de creche. Mesmo no caso de pessoas com demência é fundamental manter sua autonomia, respeitar seus desejos. Não é uma criança", diz o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade.
Já os proprietários desses centros até usam o nome como marketing. "Já tentamos centro-dia, centro de vivência, mas o que pegou mesmo é creche ou escolinha", diz Neli Gaeta, sócia do Centro de Vivência Solar Flor de Lis. Ex-diretor na OMS na área de envelhecimento, Kalache aprova o conceito dos centros-dia. "Eles ajudam o idoso a preservar a dignidade, aumenta a sociabilização e estimula as funções físicas e mentais remanescentes." Mas ele alerta que a falta de uma regulamentação clara sobre o funcionamento dos serviços pode gerar abusos. "Vira um depósito de idosos."
Independente do termo creche ou Centros-dia o fato é que essa é uma solução bastante interessante para as famílias, porque viabiliza os cuidados necessários que o idoso precisa receber, promove a convivência, estimula a criatividade e preserva a integridade e a convivência familiar, que é muito importante ao equilíbrio emocional do idoso.
Projeto de Lei
Tramita na Câmara de São Paulo um projeto de lei que prevê a criação de creches públicas para idosos, dentro de um programa social voltado para a terceira idade. A população idosa no município é de 12%.
É fundamental termos políticas públicas não só para esse idoso que tem família e que pode voltar para casa no final do dia, como para aquele que já foi abandonado pelos familiares", diz Hélio de Oliveira, responsável pela coordenadoria do idoso do município.
Parte desses idosos sem apoio familiar é atendida hoje por um programa de acompanhamento de idosos, da Secretaria Municipal da Saúde. Os acompanhantes levam os idosos ao médico, supervisionam a alimentação e higiene pessoal e ajudam na manutenção da casa. O programa atende hoje a cerca de 2.700 idosos.
Com o envelhecimento da população brasileira, que em 2020 deve atingir 30 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o centro-dia surge como opção para atender a demanda por um serviço de assistência a idosos semidependentes.
Idosos semidependentes são aqueles que não apresentam ações graves e que não podem receber os cuidados necessários durante o dia por parte de seus familiares.
Alguns estudos realizados pelos pesquisadores gerontólogos da USP (Universidade de São Paulo) mostram que os motivos que levam os familiares a colocar seus idosos em um centro-dia são vários. Alguns exemplos:
1 - Conflitos na família;
2 - Necessidade de tempo livre para o cuidador;
3 - Necessidade de atividade e convívio social para o idoso;
4 - Percepção do estresse e cansaço para cuidar;
5 - Declínio cognitivo e da funcionalidade do idoso.
Quando bem equipados e estruturados, esses centros trazem benefícios biopsicossociais à vida dos idosos. Dentre eles, foram relatados pelos idosos aspectos de superação a determinados eventos de vida, como a perda de entes queridos.
O convívio entre os idosos frequentadores e destes com os profissionais também se mostrou essencial no resgate da vida social. Além disso, os familiares também observam benefícios como perceber o idoso mais feliz, com mais tempo livre para si e família, além de melhora na saúde e na relação com os familiares.
Esses resultados mostram o centro-dia como opção positiva e alternativa para evitar o asilamento. Eles já são uma realidade em vários países.
No Japão, por exemplo, o centro-dia é encontrado em todos os bairros, em todo território nacional, pois perceberam que a melhor alternativa para a pessoa idosa é retornar para a casa no final do dia e permanecer na companhia de seus familiares.
Esses centros precisam ser urgentemente instalados no Brasil, em um número que possa atender à população idosa, pois os que temos são insuficientes. Por isso, é fundamental que a proposta de centro-dia para idosos seja incorporada em uma política pública, com profissionais sérios e competentes.
Fonte: Folha de São Paulo (Cláudia Collucci e Rosa Sato Chubaci)
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Um paradigma a ser quebrado: velho ou idoso?
O Brasil está ficando cada vez mais velho. Pesquisas apontam para o crescimento populacional de pessoas idosas e declínio da fecundidade. É como se a pirâmide da faixa etária brasileira virasse de cabeça para baixo. Nesse rumo, fotografias com grandes famílias, será coisa do passado. O aumento da expectativa de vida da pessoa idosa se deve a fatores como cuidados com a saúde, informação, atividade física, qualidade de vida e garantia de direitos.
Em relação aos direitos, há certa contradição, pois, enquanto aumentam os direitos sociais, como transporte coletivo, fila exclusiva, dentre outros, se reduzem os hábitos de respeito a eles. Não é incomum as pessoas ocuparem vagas de estacionamento destinadas ao idoso ou simplesmente não priorizarem seu atendimento. Neste contexto, é importante repensar e alterar hábitos.
Além dos hábitos, qual imagem vem à mente quando falamos em idoso? Seria aquela figura de um velho curvado com uma bengala na mão, o qual se vê como símbolo de acessibilidade. Esta imagem não necessariamente retrata a realidade dessas pessoas, pois, quanto mais descobertas a ciência faz, mais cedo iniciar os cuidados com a saúde, mais garantia de um envelhecimento com qualidade, estando distante da imagem retratada.
Neste sentido, há quem diga que há diferença entre ser velho e ser idoso. Segundo o dicionário Aurélio, velho é o que tem idade avançada; idoso: que tem muitos anos, velho. Compreendendo desta forma, as palavras são quase que sinônimos. No entanto, alguns jamais suportariam a ideia de serem chamados de velhos. A palavra velho pode remeter a inutilidade, mas a verdadeira velhice está no espírito das pessoas.
Muitos já se depararam com jovens velhos, que se entregam a passagem do tempo e velhos jovens, ativos e cheios de vida. Podemos ser velhos aos 30 anos e jovens com 70 anos. O espírito pode se manter jovem enquanto estivermos vivos, independente do estado geral da matéria, do nosso corpo. A coluna pode doer devido ao desgaste do tempo, mas a alma e a vontade de viver podem e devem ser preservadas, pois, enquanto houver vida, há possibilidade de transformar e transformar-se. Fazendo referência ao livro “Aprenda a curtir seus anos dourados”, destacam- se reflexões importantes:
• Idoso é quem tem muita idade; velho é quem perdeu a jovialidade;
• Você é idoso quando sonha; você é velho quando apenas dorme;
• Você é idoso quando ainda aprende; você é velho quando já ensina;
• Você é idoso quando se exercita; você é velho quando apenas descansa;
• Você é idoso quando ainda sente amor; você é velho quando só sente ciúmes;
• Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida; você é velho quando todos os dias parecem o último da sua longa jornada;
• Você é idoso quando seu calendário só tem amanhãs; você é velho quando o calendário só tem ontem;
• O idoso tem planos; o velho apenas saudades;
• O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e esperança; para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega;
• Para o velho as horas arrastam, destituídas de sentido;
• As rugas do idoso são bonitas, porque foram marcadas pelo sorriso; as rugas dos velhos são feias, porque foram vincadas pela amargura.
Em resumo, idoso e velho são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório, mas carregam em si idades bem diferentes no coração, no pensamento, na atitude. A vida é cíclica e tem suas fases, a gestação, o nascimento, a infância, a juventude, a vida adulta e a velhice.
Sem exceção, cada fase tem suas dificuldades, aprendizagens, anseios, dores e medos, mas também podem ser cheias de encanto, aprendizagem e doçura. E a cada descoberta, a oportunidade de guardar experiências, manter o espírito jovem e a esperança de nunca ficar velho.
Fonte: ifiladelfia.com
Velhice sem tabus: quase 3 milhões de idosos moram sozinhos no Brasil
Os anos passam, a nossa pirâmide etária — aquela que mede a população por faixa etária e que tem na base os mais jovens — já está em vias de se tornar um retângulo e, ainda assim, envelhecer segue um tabu. Envelhecer livre e solitariamente, então, deve causar discussões quase tão inflamadas quanto o futebol. O que fazer com os idosos que, indo cada vez mais longe em seus aniversários e com saúde sobrando — graças aos avanços da medicina —, escolhem simplesmente seguir a vida sozinhos e independentes, ignorando os clichês de se abrigarem em asilos ou em quartos nas casas dos filhos? O assunto rende. O que é óbvio, embora às vezes difícil de enxergar, é que a velhice será cada vez mais uma realidade presente, basta acompanhar os cálculos sobre a expectativa de vida do homem. No último 2 de dezembro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) atualizou os dados: hoje, os brasileiros vivem, em média, 74,6 anos, exatamente cinco meses e 12 dias a mais que em 2011.
Mas não é apenas a vida um pouco mais longeva que tem feito o cenário da população de idosos mudar. Os anos a mais de vida têm sido, em boa parte, sem doença e debilidade. Os idosos trabalham, mantêm a agenda ocupada, estão mais atentos à saúde. O mesmo IBGE divulgou, em novembro passado, um estudo que mostra que 27% dos idosos brasileiros — pessoas com 60 anos ou mais — estão no mercado de trabalho. O próximo número é apenas uma consequência de todos os outros aqui expostos: existem no Brasil 2.816.470 idosos morando sozinhos. No Distrito Federal, são 26.426 cuidando da própria vida e pouco dispostos a abrir mão da liberdade e da independência em nome de uma vida “mais segura” — mas também, muitas vezes, menos confortável — ao lado de familiares ou em instituições de longas permanência, os antigos asilos.
“As gerações que hoje têm entre 60 e 75 anos desfrutam de condições de vida muito melhores: os sistemas de pensões e de saúde, o acesso à educação, à tecnologia de informação e de comunicação e a melhoria da infraestrutura urbana e rural permitem que os cidadãos, quando envelhecem, possam empreender novos projetos de vida, cuidar-se, desfrutar dos bens sociais e culturais e aprender coisas novas”, analisa Mayte Sancho, diretora científica da Fundación Matía, uma instituição espanhola sem fins lucrativos dedicada a cuidar de idosos e a produzir conhecimento a fim de melhorar sua qualidade de vida.
Ela lembra, no entanto, que, normalmente, o momento em que as famílias passam a pressionar o idoso para que ele saia da própria casa e passe a morar com um parente, um cuidador ou em uma instituição é justamente aquele em que julgam que o idoso já não consegue mais cuidar de si — esteja esse julgamento certo ou não. “Atualmente, o número de idosos morando sozinhos aumenta sem parar. O que é, a princípio, um indicador de competência para esse grupo da população cada vez mais longevo, mas também autônomo, capaz e independente”, observa a cientista. “Mas, quando a solidão se une à dependência, tudo muda. Aparece a fragilidade e, claro, as famílias passam a buscar soluções mais seguras e confortáveis para seus velhos”, diz.
Mas não é apenas a vida um pouco mais longeva que tem feito o cenário da população de idosos mudar. Os anos a mais de vida têm sido, em boa parte, sem doença e debilidade. Os idosos trabalham, mantêm a agenda ocupada, estão mais atentos à saúde. O mesmo IBGE divulgou, em novembro passado, um estudo que mostra que 27% dos idosos brasileiros — pessoas com 60 anos ou mais — estão no mercado de trabalho. O próximo número é apenas uma consequência de todos os outros aqui expostos: existem no Brasil 2.816.470 idosos morando sozinhos. No Distrito Federal, são 26.426 cuidando da própria vida e pouco dispostos a abrir mão da liberdade e da independência em nome de uma vida “mais segura” — mas também, muitas vezes, menos confortável — ao lado de familiares ou em instituições de longas permanência, os antigos asilos.
“As gerações que hoje têm entre 60 e 75 anos desfrutam de condições de vida muito melhores: os sistemas de pensões e de saúde, o acesso à educação, à tecnologia de informação e de comunicação e a melhoria da infraestrutura urbana e rural permitem que os cidadãos, quando envelhecem, possam empreender novos projetos de vida, cuidar-se, desfrutar dos bens sociais e culturais e aprender coisas novas”, analisa Mayte Sancho, diretora científica da Fundación Matía, uma instituição espanhola sem fins lucrativos dedicada a cuidar de idosos e a produzir conhecimento a fim de melhorar sua qualidade de vida.
Ela lembra, no entanto, que, normalmente, o momento em que as famílias passam a pressionar o idoso para que ele saia da própria casa e passe a morar com um parente, um cuidador ou em uma instituição é justamente aquele em que julgam que o idoso já não consegue mais cuidar de si — esteja esse julgamento certo ou não. “Atualmente, o número de idosos morando sozinhos aumenta sem parar. O que é, a princípio, um indicador de competência para esse grupo da população cada vez mais longevo, mas também autônomo, capaz e independente”, observa a cientista. “Mas, quando a solidão se une à dependência, tudo muda. Aparece a fragilidade e, claro, as famílias passam a buscar soluções mais seguras e confortáveis para seus velhos”, diz.
A convivência com os filhos hoje, no entanto, não é mais como em tempos passados. As mulheres, cuidadoras natas, estão inseridas no mercado de trabalho e já não têm mais tanta disponibilidade para dar a atenção necessária ao familiar. Além disso, lembra Mayte, as casas são menores e, muitas vezes, hostis a uma pessoa que precisa de cuidados. “E o mais importante: o idoso perde suas referências e seu espaço de poder e decisão, que é a sua casa. Por isso, pelo menos na Espanha, cada vez menos pessoas aceitam ir morar com os filhos quando perdem sua independência”, conclui a especialista.
Ter o poder de decidir o que fazer quando esses tempos chegarem, no entanto, está mesmo nas mãos dos jovens. Planejar uma velhice saudável e segura enquanto ainda é tempo, dizem médicos e estudiosos, ainda é a melhor forma de não se ver obrigado a aceitar decisões tomadas pelos outros no futuro.
Fonte: Saúde Plena
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
Desigualdade nunca foi tão grande nos países ricos, constata OCDE
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Imagem feita em Paris: as pequenas aposentadorias levam muitos idosos a procurar restos de comida no lixo.REUTERS/Eric Gaillard.
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A desigualdade entre ricos e pobres nunca foi tão grande nos países desenvolvidos. A constatação é da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que tem sede em Paris. Em relatório publicado nesta terça-feira (9), a entidade afirma que a renda dos 10% da população mais rica é, atualmente, nove vezes e meia maior do que a renda dos 10% mais pobres nos 34 países que integram a organização.
O estudo analisou a evolução dos ganhos nos últimos 30 anos. O texto aponta que, em 1980, os mais ricos ganhavam no máximo sete vezes mais do que os mais pobres.
Brasil, Índia e China não fizeram parte do levantamento por não serem associados à OCDE. A entidade reúne a maior parte dos países desenvolvidos, como Estados Unidos, os integrantes da União Europeia, Austrália e Japão, além de Estados emergentes como México, Chile e Turquia.
Nos 30 anos analisados pelo estudo, os países que apresentaram maior incremento da desigualdade foram Estados Unidos, Finlândia, Israel, Nova Zelândia e Suécia. França, Bélgica e Holanda registraram, no mesmo período, uma pequena variação de renda da população. Por outro lado, Grécia e Turquia conseguiram diminuir o fosso entre ricos e pobres.
Esse aumento da desigualdade afeta o crescimento, alerta a OCDE. De acordo com a organização, a concentração de renda na ponta da pirâmide custou 10 pontos de crescimento ao México e à Nova Zelândia, quase 9 ao Reino Unido, à Finlândia e à Noruega. O prejuízo foi menor, de 6 a 7 pontos de recuo do PIB, para Estados Unidos, Itália e Suécia.
Educação é prejudicada
Segundo a OCDE, o impacto negativo das desigualdades sobre o crescimento decorre do hiato que separa os 40% com rendimento mais modesto do restante da população. Os salários baixos limitam o investimento das famílias em educação, comprometendo a mobilidade social e o desenvolvimento das competências individuais. Para a OCDE, os resultados escolares dos filhos de pais pouco instruídos se deteriora à medida em que as desigualdades de renda são mais pronunciadas. O relatório considera válido utilizar os impostos e mecanismos de distribuição de renda para combater as desigualdades, sem prejuízo ao crescimento.
Os poderes públicos devem concentrar sua ação na ajuda aos 40% mais pobres, recomenda a OCDE, incluindo uma parte da classe média baixa. Além dos programas de combate à pobreza, a organização preconiza mais investimentos em educação, qualificação profissional e assistência médica para manter, a longo prazo, a igualdade de chances.
Fonte: RFI - Português.
Empréstimo consignado de aposentados já pode ser pago em até 72 parcelas
Desde 1º de outubro, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem parcelar o pagamento de empréstimo consignado em até 72 meses. A medida, que foi uma forma de aquecer a procura por crédito, preocupa economistas com a possibilidade de aumento do endividamento.
O prazo máximo para o pagamento dessas operações era de 60 meses, mas uma portaria do Ministério da Previdência Social ampliou esse prazo, conforme publicado no Diário Oficial da União, de 29 de setembro.
Para o presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon-AM), Marcus Evangelista, a ampliação do prazo aumentará o risco de endividamento, principalmente dos idosos. “A maioria dos empréstimos retirados é para passar a terceiros ou para comprar determinado item de consumo que não vai gerar lucro, só endividamento puro”, avaliou.
Em setembro, o volume de operações de consignado no Amazonas chegou a R$ 24,53 milhões, cerca de 24,3% maior que o registrado em setembro de 2013. Já o número de segurados com esse empréstimo passou de 5.749 em setembro do ano passado para os atuais 6.453, segundo a Previdência.
As taxas são um dos pontos mais atrativos para o consignado, segundo Evangelista, já que são menores que as praticadas no mercado em geral. As taxas de juros das operações, fixada pelo Conselho Nacional de Previdência Social, é de no máximo 2,14%, ao mês, para o empréstimo e de 3,06%, ao mês, para o cartão consignado. Esse é o valor que incide, mensalmente, sobre o valor da parcela.
Justamente por ter juros menores que os praticados no mercado, o consignado também tem seu lado positivo. “Você pode trocar várias dívidas, como cartão de crédito, por uma dívida a longo prazo com juros menores”, afirma o economista Francisco Mourão Júnior.
Dicas
Mas quem pretende contratar essa operação deve ter cuidado. O Conselho Nacional de Previdência Social estipula, em 30% do valor da pensão ou aposentadoria, o valor máximo da renda a ser comprometida com a operação, justo para evitar que os aposentados e pensionistas se endividem.
O empréstimo ou crédito consignado é descontado na folha de pagamento do aposentado ou pensionista mensalmente. Por isso, é preciso ter cautela. “Se você não tiver um planejamento financeiro, isso pode se tornar um perigo justamente porque é a longo prazo”, afirma Mourão, ressaltando que a situação é pior ainda para idosos que tem gastos com médicos e remédios.
Além do planejamento, o aposentado e pensionista deve checar se realmente precisa deste empréstimo. “Tem que ter muito cuidado porque uma vez contratado, vai ser debitado até a última parcela”, afirma Evangelista, destacando que esse compromisso financeiro vai limitar o poder de compra por um bom tempo.
Fonte: D24am
Franquia de cuidados com idosos inicia projeto para trazer mais qualidade de vida para 3ª idade
Right at Home, líder mundial em cuidados com idosos em domicílio, começa a realizar palestras e distribuir cartilhas para abordar temas como prevenção de quedas e fatores de risco para conscientizar a Terceira Idade.
Instituições interessadas podem entrar em contato com as franquias no Brasil para receberem gratuitamente a cartilha de prevenção de quedas.
Melhorar a qualidade de vida das famílias. Este é o principal propósito da Right at Home (www.rigthathome.com.br), líder mundial em cuid
ados com idosos em domicílio. Por este motivo, a franquia norte-americana começa um processo para conscientizar a Terceira Idade. A intenção é mostrar que é preciso preparar-se para ter uma melhor qualidade de vida nesta fase.
“Ás vezes por causa de uma simples queda, a vida do idoso e de seus familiares vira um caos”, afirma Eduardo Chvaicer, máster franqueado da Right at Home no Brasil. “E por que não tomar algumas ações de prevenção? Nós oferecemos cuidadores de idosos, mas queremos que nosso público esteja bem”.
De fato, um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em 2011, mostrava que por dia, em média, quatro idosos morriam no Estado em razão de quedas. Ainda segundo o estudo, 27.886 pessoas com mais de 60 anos tinham sido internadas naquele ano por conta de alguma queda.
A intenção é mostrar aos idosos quais os fatores de risco e os perigos dentro de sua própria casa. “Há uma certa resistência porque ninguém quer admitir que sua mobilidade não é mais a mesma e que seu organismo não é mais como de um jovem. Tomamos atitudes somente depois que um acidente acontece. Por isso, resolvemos conscientizar que é preciso redobrar os cuidados para aproveitar melhor a aposentadoria. É melhor dar o ‘braço a torcer’ do que ficar com ele quebrado”, afirma Eduardo.
Portanto, a Right at Home preparou palestras e uma cartilha sobre qualidade de vida e prevenção de quedas. As instituições, igrejas, grupo de apoio a idosos, casas de repouso, hospitais que tiverem interesse na palestra poderão entrar em contato para agendar gratuitamente. Basta enviar um e-mail para (contato@rightathome.com.br) fazendo o pedido. Os franqueados em São Paulo também estão disponíveis para ministrar palestras sobre o assunto.
História da Rede - Allen Hager fundou a Right at Home nos Estados Unidos após passar quase uma década na administração de hospitais. Enquanto esteve no ambiente hospitalar viu muitos pacientes (especialmente idosos) saírem do hospital e retornarem para casa, mas não necessariamente voltarem a ter saúde. Uma vez em casa, muitos destes ex-pacientes eram incapazes de cuidar de si próprios. Allen sabia que com uma pequena ajuda, muitas destas pessoas poderiam manter vidas saudáveis e felizes em suas próprias casas, além disso, ele tinha conhecimento que poucas empresas ofereciam este tipo de assistência.
Em 1995, Allen inaugurou a primeira Right at Home em Omaha, Nebraska. Cinco anos depois, começou a expandir para outras regiões do país, selecionando cuidadosamente franqueados que compartilhavam sua paixão por cuidar das pessoas e de suas comunidades.
Em 2012, foi eleita a pela revista Black Enterprise, como uma das 25 melhores franquias para afro-americanos, está entre 100 melhores empresas para se trabalhar eleita pela Star Tribune e uma das 100 melhores franquias para a terceira idade em eleição feita pela Franchise Business Review.
Hoje possui cerca de 450 operações nos Estados Unidos e em mais oito países (Austrália, Brasil, Canadá, China, Irlanda, Japão, Reino Unido e Holanda), cuidando de mais de 15 mil pessoas por dia. Em 2013 seu faturamento foi de 266 milhões de dólares. Esse ano foi eleita ainda a segunda melhor franquia americana até 150 mil dólares
Fundada em 1995 por Allen Hager, nos Estados Unidos, a Right at Home é líder mundial em cuidados com idosos em domicílio e tem como objetivo melhorar a qualidade de vida das famílias, oferecendo serviços de cuidadores que auxiliam idosos e adultos convalescentes que queiram permanecer em suas casas.
A empresa conta hoje com cerca de 450 franquias espalhadas nos Estados Unidos, Canadá, China, Irlanda, Inglaterra, Brasil, Austrália, Japão e Holanda cuidando de mais de 15 mil pessoas por dia. Antes de entrar na casa dos clientes, seus profissionais são criteriosamente selecionados por um rigoroso processo, que inclui avaliações e testes psicotécnicos.
Fonte: Segs.com.br-Portal Nacional|Clipp Noticias para Seguros|Saude.
O Brasil e seus idosos: sinal de alerta aceso
Um dos principais desafios da presidente reeleita, Dilma Rousseff, será administrar o problema da saúde no Brasil, em especial as consequências do acelerado processo de envelhecimento pelo qual passa nossa população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de idosos no país chegará a 13% em 2020, ou seja, serão mais de 32 milhões de indivíduos, escancarando o total despreparo do país para oferecer qualidade de vida às pessoas idosas.
Dizemos isso porque não temos o que esperar de um país que está em franco processo de envelhecimento, mas não implanta de maneira eficaz suas políticas públicas de assistência aos mais velhos. Temos uma política nacional do idoso bem definida, um Estatuto do Idoso aprovado desde 2003, porém, 11 anos depois, ainda percebemos que boa parte da população idosa desconhece seus direitos. E o poder público pouco faz para garanti-los.
Na Bahia, encontramos idosos sem assistência adequada à saúde e apenas um centro de referência o Creasi. Convivemos com milhares de casos anuais de violência,
muitos deles subnotificados ou cercados de impunidade. A Delegacia Estadual do Idoso (Deati) não tem pessoal e estrutura suficientes. O desrespeito diário às leis de proteção à pessoa idosa e a falta de projetos consistentes sobre essa temática, seja no Executivo ou Legislativo, também são uma triste realidade.
Quando o assunto é aposentadoria, a reforma previdenciária deve ser pauta de urgência para o atual governo. Os impactos na economia do país, devido ao crescimento vertiginoso do número de idosos, e um sistema previdenciário que aposenta indivíduos em pleno vigor laboral, pressionam gradativamente a população economicamente ativa, que se mostra insuficiente para pagar a conta.
A situação da previdência já é de insolvência e com futuro certamente catastrófico. Não resta outra saída a não ser uma discussão política compromissada para modificar completamente esse modelo, repactuando direitos e obrigações, antes mesmo de sua própria falência. Prolongar a idade da aposentadoria e o tempo de contribuição foi a fórmula adotada por outros países, a exemplo da Itália e Inglaterra, a fim de se evitar um colapso em seus sistemas previdenciários. E o Brasil não fugirá à regra. Não agir agora é cometer um ato de extrema irresponsabilidade com nossos idosos e as gerações futuras.
Em paralelo, é preciso que a sociedade assuma, de uma vez por todas, o compromisso de respeitar seus velhos. Também é preciso intensificar as campanhas de conscientização sobre o processo de envelhecimento e seus impactos na saúde, a fim de mudar a visão dos mais jovens com relação ao seu próprio futuro. A prevenção sempre será o melhor remédio!
Além disso, estimular a capacitação de profissionais especializados em geriatria e gerontologia para oferecer uma melhor assistência aos idosos, e adequar a eles os nossos planos de mobilidade urbana são, também, medidas de fundamental importância, assim como criar centros de convivência, centros-dia e instituições de longa permanência (ILPI), todos sob a tutela do poder público. Afinal, garantir às pessoas idosas o direito à saúde, à participação social e à segurança é, por lei, uma obrigação do Estado.
Fonte: atarde.com.br
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