A pneumonia, doença caracterizada pela infecção nos pulmões, é uma das principais causas de internação de idosos, segundo o Sistema Único de Saúde. Causada por vírus ou bactérias, a doença respiratória provoca tosse intensa com secreção ou até com sangue, febre, falta de ar e dor no peito. Entretanto, em pessoas de terceira idade nem sempre esses sintomas se manifestam, o que dificulta o diagnóstico e, consequentemente, retarda o tratamento, podendo trazer uma série de complicações ao paciente.
“Em idosos, a pneumonia pode aparecer sem os sintomas característicos. Em alguns casos, a doença traz uma queda geral no quadro de saúde do paciente, deixando-o mais prostrado, pouco ativo e com redução de apetite”, afirma o médico pneumologista Adalberto Sperb Rubin, diretor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Isso pode trazer o atraso no diagnóstico e o agravamento do estado da pessoa.
Segundo ele, a pneumonia pode ser fatal à medida que a idade avança e, muitas vezes, traz complicações às outras doenças previamente existentes, como insuficiência cardíaca e hipertensão arterial.
Como se prevenir
Causada pela ação de vírus ou bactérias, a pneumonia ataca, sobretudo, as pessoas mais idosas, que geralmente estão com sistema imunológico comprometido. “Além disso, a população mais idosa apresenta doenças coexistentes, que favorecem o surgimento de infecções”, afirma o médico. A pneumonia ainda pode ser desencadeada com a complicação de gripes, como influenza, e resfriados fortes.
Alguns medicamentos também podem causar uma reação que favorece o aparecimento da pneumonia, de acordo com o pneumologista Alberto Cukier, do Instituto do Coração do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Por isso, cuidar da saúde é fundamental para as pessoas da melhor idade se prevenirem contra a doença. Entre as recomendações médicas estão:
- Quem sofre de doença respiratória, como enfisema, bronquite crônica, asma e rinite, deve consultar o médico regularmente para controlar e tratar dessas enfermidades;
- Alimentação equilibrada também é importante para manter o organismo saudável;
- Livre-se do fumo. O tabagismo é principal causa de enfisema e doenças pulmonares;
- Faça atividade física para fortalecer o corpo;
- A vacinação antigripal e antipneumocócica fortalecem o sistema imunológico, ajudando na prevenção.
Fonte: Adalberto Sperb Rubin, diretor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Solidão: um inimigo oculto na velhice.
"A solidão é o "assassino invisível" do idoso, que ameaça a saúde, tanto quanto a obesidade ou o tabagismo. O alerta é de uma campanha – Campaign to EndLoneliness – organizada por ONGs britânicas, que alegam que o custo emocional da solidão pode ser conhecido, mas os danos físicos provocados por ela têm sido negligenciados". Essa é a reportagem da redação Bonde, publicada recentemente.
Será que é possível avaliar o custo emocional da solidão como conhecido? Eu diria que não, não há como medi-lo, quantifica-lo. A solidão, este inimigo oculto de todos os dias e de todos nós, pode ser devastador para o ser humano em qualquer fase da vida, mas na velhice trabalha silenciosamente, toma proporções assustadoras e seus resultados são, muitas vezes, imprevisíveis. É aquele que trabalha na calada da noite ou num dia inteiro que se anuncia.
O problema é grave na medida que a depressão encontra neste ser fragilizado um habitat perfeito para se acomodar. Deste quadro aparentemente controlável, caminham lado a lado os problemas alimentares, o sono irregular, a falta de perspectiva, pouco ou nenhum convívio social até que o silêncio chega, permanecendo apenas aquela voz interna que não ecoa mais, não encontra palavras nem mesmo para dizer: preciso de ajuda, preciso de um sentido para a minha vida, preciso que me orçam.
Os responsáveis pela campanha - Age UK Oxfordshire, Counsel and Care, Independent Age e WRVS - afirmam que "um em cada dez idosos britânicos sofre de solidão intensa, o que conduz a um risco aumentado de depressão, que favorece o desenvolvimento de maus hábitos alimentares e de práticas sedentárias, que excluem a atividade física do cotidiano. A falta de interação social aumenta as chances do idoso de sofrer com doenças degenerativas, como o Alzheimer."
A reportagem explica que "o maior objetivo dos organizadores é sensibilizar os profissionais de saúde para a relação entre saúde precária e solidão na terceira idade. Por meio da divulgação de uma pesquisa, as entidades chamam atenção para uma conscientização social sobre o "horror da solidão" e seu "impacto pernicioso" sobre as pessoas mais velhas".
Mas este talvez seja um trabalho muito mais profundo do que se possa imaginar, não se trata de um ponto, mas vários e com interligações complexas. A solidão não aparece de repente na vida de ninguém, penso nela como o processo de uma vida, como o cultivo de uma plantação, como as relações que estabelecemos e alimentamos, adequadamente ou não, numa jornada cujos autores somos nós, frágeis protagonistas que têm o dever de dirigir e atuar na história.
Fonte: Portal do Envelhecimento.
Será que é possível avaliar o custo emocional da solidão como conhecido? Eu diria que não, não há como medi-lo, quantifica-lo. A solidão, este inimigo oculto de todos os dias e de todos nós, pode ser devastador para o ser humano em qualquer fase da vida, mas na velhice trabalha silenciosamente, toma proporções assustadoras e seus resultados são, muitas vezes, imprevisíveis. É aquele que trabalha na calada da noite ou num dia inteiro que se anuncia.
O problema é grave na medida que a depressão encontra neste ser fragilizado um habitat perfeito para se acomodar. Deste quadro aparentemente controlável, caminham lado a lado os problemas alimentares, o sono irregular, a falta de perspectiva, pouco ou nenhum convívio social até que o silêncio chega, permanecendo apenas aquela voz interna que não ecoa mais, não encontra palavras nem mesmo para dizer: preciso de ajuda, preciso de um sentido para a minha vida, preciso que me orçam.
Os responsáveis pela campanha - Age UK Oxfordshire, Counsel and Care, Independent Age e WRVS - afirmam que "um em cada dez idosos britânicos sofre de solidão intensa, o que conduz a um risco aumentado de depressão, que favorece o desenvolvimento de maus hábitos alimentares e de práticas sedentárias, que excluem a atividade física do cotidiano. A falta de interação social aumenta as chances do idoso de sofrer com doenças degenerativas, como o Alzheimer."
A reportagem explica que "o maior objetivo dos organizadores é sensibilizar os profissionais de saúde para a relação entre saúde precária e solidão na terceira idade. Por meio da divulgação de uma pesquisa, as entidades chamam atenção para uma conscientização social sobre o "horror da solidão" e seu "impacto pernicioso" sobre as pessoas mais velhas".
Mas este talvez seja um trabalho muito mais profundo do que se possa imaginar, não se trata de um ponto, mas vários e com interligações complexas. A solidão não aparece de repente na vida de ninguém, penso nela como o processo de uma vida, como o cultivo de uma plantação, como as relações que estabelecemos e alimentamos, adequadamente ou não, numa jornada cujos autores somos nós, frágeis protagonistas que têm o dever de dirigir e atuar na história.
Fonte: Portal do Envelhecimento.
Por que envelhecemos?
A maioria das pessoas acredita que o envelhecimento é simplesmente um processo programado que sucede o desenvolvimento embrionário e o crescimento, ou seja, é algo que acontece inevitavelmente pela simples passagem do tempo.
A ciência tem constatado que
a longevidade dos seres vivos está diretamente relacionada com o número de vezes que a célula de cada espécie é capaz de se dividir. Por exemplo, as células do camundongo dividem-se 15 vezes e este animal vive em média três anos, já as células das tartarugas das ilhas Galápagos dividem-se 110 vezes e elas vivem cerca de 175 anos.
Os cientistas já sabem que o número de divisões celulares é determinado pelo tamanho dos telômeros (um novelo de DNA localizado na extremidade dos cromossomos). A cada divisão, os cromossomos perdem parte do telômero, até que chegar o momento em que ficam tão pequenos que a célula pára de se dividir e morre. Em outras palavras, o envelhecimento é predominantemente um problema de divisão da célula (Dr.Richard Lerner do instituto de pesquisa The Scripps - La Jolla, Califórnia).
Por outro lado, alguns outros cientistas, como o Dr.Jay Olshansky, estão mais propensos a entender o envelhecimento como um processo aleatório causado por danos que vão se acumulando no organismo, apesar de ainda existir algumas complicações neste tipo de entendimento.
Para eles, não existe uma programação genética que nos conduza forçosamente ao envelhecimento. Muito pelo contrário, existem sim genes programados para combatem o envelhecimento. Eles são os responsáveis por reparar os danos causados às células e evitar ameaças. Porém, com o passar do tempo (após a idade reprodutiva) o trabalho para eles aumenta de tal forma que vão perdendo sua eficiência, chegando num ponto em que não conseguem mais dar conta do recado. Ou seja, de acordo com esta teoria, os genes influenciam no envelhecimento, mas apenas de forma indireta.
Fonte: Saúde, saber e virtude - by Cleiton Heredia
A ciência tem constatado que
a longevidade dos seres vivos está diretamente relacionada com o número de vezes que a célula de cada espécie é capaz de se dividir. Por exemplo, as células do camundongo dividem-se 15 vezes e este animal vive em média três anos, já as células das tartarugas das ilhas Galápagos dividem-se 110 vezes e elas vivem cerca de 175 anos.
Os cientistas já sabem que o número de divisões celulares é determinado pelo tamanho dos telômeros (um novelo de DNA localizado na extremidade dos cromossomos). A cada divisão, os cromossomos perdem parte do telômero, até que chegar o momento em que ficam tão pequenos que a célula pára de se dividir e morre. Em outras palavras, o envelhecimento é predominantemente um problema de divisão da célula (Dr.Richard Lerner do instituto de pesquisa The Scripps - La Jolla, Califórnia).
Por outro lado, alguns outros cientistas, como o Dr.Jay Olshansky, estão mais propensos a entender o envelhecimento como um processo aleatório causado por danos que vão se acumulando no organismo, apesar de ainda existir algumas complicações neste tipo de entendimento.
Para eles, não existe uma programação genética que nos conduza forçosamente ao envelhecimento. Muito pelo contrário, existem sim genes programados para combatem o envelhecimento. Eles são os responsáveis por reparar os danos causados às células e evitar ameaças. Porém, com o passar do tempo (após a idade reprodutiva) o trabalho para eles aumenta de tal forma que vão perdendo sua eficiência, chegando num ponto em que não conseguem mais dar conta do recado. Ou seja, de acordo com esta teoria, os genes influenciam no envelhecimento, mas apenas de forma indireta.
Fonte: Saúde, saber e virtude - by Cleiton Heredia
Memória e envelhecimento.
Havia uma crença de que tudo que aprendemos é armazenado permanentemente na mente, embora algumas vezes detalhes particulares não sejam acessíveis. Essa afirmação não é correta. Se não fosse pelo esquecimento, nossos encéfalos estariam oprimidos com uma carga impossível representada pelo colosso de informações inúteis, que são codificadas em nossa memória imediata. De fato, o encéfalo humano é muito bom para esquecer.
A partir do início da idade adulta o peso médio do encéfalo humano normal, determinado em autopsias, decresce progressivamente. Em indivíduos idosos, esse efeito pode ser observado através de técnicas não-invasivas de imagem como um leve, mas, ain
da assim, significante encolhimento do encéfalo.
A contagem de sinapses no córtex cerebral geralmente diminui com a idade avançada, embora o número de neurônios provavelmente não mude muito, sugerindo que são principalmente as conexões entre os neurônios (isto é, o neurópilo) que são perdidas à medida que envelhecemos. Há uma suposição indicando que as redes de conexões que representam as memórias estejam se deteriorando gradativamente. Essas observações são consistentes com a dificuldade que muitas pessoas idosas apresentam em fazer associações, como, por exemplo, lembrar de nomes ou detalhes de experiências recentes e mostrar um declínio nos escores de testes de memória em função da idade.
Embora o esquecimento seja um processo mental normal e aparentemente essencial, ele também pode se manifestar de forma patológica, uma condição denominada “amnésia”. Algumas das causas da amnésia são: oclusão vascular de ambas as artérias cerebrais; tumores da linha média; traumas; cirurgias; infecções; terapia eletroconvulsiva; cansaço; dormir mal; estresse; deficiência de glicose; de proteínas; vitamina B (B1,B3 e B12); vitamina C; serotonina (chocolate aumenta serotonina e, também, o colesterol) etc.
Fonte: Galeno Alvarenga - Psiquiatra.
A partir do início da idade adulta o peso médio do encéfalo humano normal, determinado em autopsias, decresce progressivamente. Em indivíduos idosos, esse efeito pode ser observado através de técnicas não-invasivas de imagem como um leve, mas, ainda assim, significante encolhimento do encéfalo.
A contagem de sinapses no córtex cerebral geralmente diminui com a idade avançada, embora o número de neurônios provavelmente não mude muito, sugerindo que são principalmente as conexões entre os neurônios (isto é, o neurópilo) que são perdidas à medida que envelhecemos. Há uma suposição indicando que as redes de conexões que representam as memórias estejam se deteriorando gradativamente. Essas observações são consistentes com a dificuldade que muitas pessoas idosas apresentam em fazer associações, como, por exemplo, lembrar de nomes ou detalhes de experiências recentes e mostrar um declínio nos escores de testes de memória em função da idade.
Embora o esquecimento seja um processo mental normal e aparentemente essencial, ele também pode se manifestar de forma patológica, uma condição denominada “amnésia”. Algumas das causas da amnésia são: oclusão vascular de ambas as artérias cerebrais; tumores da linha média; traumas; cirurgias; infecções; terapia eletroconvulsiva; cansaço; dormir mal; estresse; deficiência de glicose; de proteínas; vitamina B (B1,B3 e B12); vitamina C; serotonina (chocolate aumenta serotonina e, também, o colesterol) etc.
Fonte: Galeno Alvarenga - Psiquiatra.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Artrite em idosos! Como parar a dor?
A artrite é um distúrbio inflamatório das articulações, frequentemente acompanhado de dor local. Não há cura para a maior parte dos tipos de artrite na velhice, mas há inúmeras opções para seu tratamento, desde o alívio da dor até a prevenção das deformidades incapacitantes que ela pode causar. Veja abaixo as principais orientações para lidar com o quadro:
CALOR E FRIO
Alguns idosos sentem alívio dos sintomas aplicando calor ou frio local, ou alternando as duas estratégias a cada 15 minutos. Para calor, utilize toalhas aquecidas ou bolsas de água quente. Para frio, pedras de gelo envoltas em toalhas ou bolsas de gelo específicas.
EVITAR EXCESSO DE CARGA NAS ARTICULAÇÕES
Equipamentos auxiliares podem facilitar as tarefas domésticas, diminuindo o estresse articular (abridores de recipientes, zíperes em vez de botões, barras de apoio, etc.)
MEDICAÇÕES
Atualmente há uma grande variedade de analgésicos e antinflamatórios extremamente eficazes no combate à dor da artrite, e com poucos efeitos colaterais. Converse com o médico responsável sobre a melhor opção para o seu caso.
CREMES ANALGÉSICOS
Para dores discretas, a aplicação de creme ou gel antinflamatório pode ajudar, sem efeitos colaterais importantes.
SUPLEMENTOS
O uso de suplementos como glucosamina e condroitina pode ajudar a aliviar os sintomas.
EXERCÍCIOS FÍSICOS
São a melhor forma de tratamento da artrite. Reduzem a dor e aumentam a flexibilidade. Atividades como nataçãõ e caminhada auxiliam a mobilidade articular e fortalecem a musculatura, diminuindo a dor. Exercícios de alongamento também são importantes aliados no controle dos sintomas.
Fonte: Home Angels
CALOR E FRIO
Alguns idosos sentem alívio dos sintomas aplicando calor ou frio local, ou alternando as duas estratégias a cada 15 minutos. Para calor, utilize toalhas aquecidas ou bolsas de água quente. Para frio, pedras de gelo envoltas em toalhas ou bolsas de gelo específicas.
EVITAR EXCESSO DE CARGA NAS ARTICULAÇÕES
Equipamentos auxiliares podem facilitar as tarefas domésticas, diminuindo o estresse articular (abridores de recipientes, zíperes em vez de botões, barras de apoio, etc.)
MEDICAÇÕES
Atualmente há uma grande variedade de analgésicos e antinflamatórios extremamente eficazes no combate à dor da artrite, e com poucos efeitos colaterais. Converse com o médico responsável sobre a melhor opção para o seu caso.
CREMES ANALGÉSICOS
Para dores discretas, a aplicação de creme ou gel antinflamatório pode ajudar, sem efeitos colaterais importantes.
SUPLEMENTOS
O uso de suplementos como glucosamina e condroitina pode ajudar a aliviar os sintomas.
EXERCÍCIOS FÍSICOS
São a melhor forma de tratamento da artrite. Reduzem a dor e aumentam a flexibilidade. Atividades como nataçãõ e caminhada auxiliam a mobilidade articular e fortalecem a musculatura, diminuindo a dor. Exercícios de alongamento também são importantes aliados no controle dos sintomas.
Fonte: Home Angels
Direito dos Idosos
A aposentadoria após completar o tempo de serviço de 35 anos para os homens e 30 anos para a mulher;· A aposentadoria proporcional por idade 65 anos para os homens e 60 anos para as mulheres;
· Ao benefício de prestação continuada, se tiver idade superior a 67 anos e não possuir outras rendas e sua família não dispuser de meios para assisti-lo;
· receber apoio jurídico do Estado, se não tiver meios de provê-los;
· Acolhimento provisório através de Centros-Dia, e /ou Casas-Lares;
· Ser atendido nos plantões sociais da Secretaria Municipal da Família e Bem-Estar Social,
recebendo orientação, encaminhamentos, óculos e documentação;
· Os idosos inscritos no Programa de Atendimento à Terceira Idade da Secretaria Municipal da Família e Bem-Estar Social – FABES – têm o direito de receber "O Leite para a Vovó".
O poder público deve:
·Garantir ao idoso acesso à saúde;
· Criar serviços alternativos de saúde para o idoso;
· Prevenir, promover, proteger e recuperar a saúde do idoso;
· Idoso tem direito ao atendimento preferencial nos postos de saúde e hospitais municipais, juntamente com as gestantes, deficientes, devendo os mesmos serem adaptados para o seu atendimento;
· Idoso tem direito de ser vacinado anualmente contra gripe e pneumonia;
· Idoso deve ser informado sobre a prevenção e controle da osteoporose.
Fonte: http://www.fiocruz.br/
quinta-feira, 27 de novembro de 2014
Silver Valley: França inaugura espaço focado em pesquisa e tecnologia para idosos.
Para enfrentar um problema que vem deixando autoridades europeias de cabelos brancos – o envelhecimento populacional –, a França está inaugurando seu próprio Vale do Silício. Enquanto os portugueses e espanhóis debatem um novo baby boom para rejuvenescer a Península Ibérica e os ingleses estão sendo obrigados a promover reformas em seu sistema de saúde, os executivos e o governo da terra de Napoleão resolveram criar o Silver Valley (Vale da Prata, em tradução literal). Sediado na plataforma imobiliária Charles Foix, localizada no sudeste parisiense, e com um orçamento anual previsto de 700 mil € (mais de R$ 2,1 milhões), o espaço de 5 mil m² é um centro de produção de inovações em serviços e produtos que promovem o bem-estar e dão autonomia ao público da terceira idade. “Nossa filosofia é empreender em um território dinâmico que tem um bom conhecimento do problema da transição demográfica ligada ao envelhecimento da nossa população”, explicou à Diagnóstico o diretor da Silver Valley, Benjamin Zimmer.
Os inventores de um dos slogans mais conhecidos na história da humanidade – Liberté, Igualité e Fraternité – querem reunir pequenas e médias empresas, além de startups dedicadas a explorar um mercado promissor – 1/3 da população francesa terá mais de 65 anos em 2020. Os resultados das pesquisas sobre este público só incentivam os empresários. A expectativa de vida na França alcançou a marca dos 81,67 anos em 2011, quase cinco anos a mais do que em 1991, deixando o país entre o top 10 das nações onde mais se vive no mundo. Em 2015, os anciãos serão os principais consumidores em diversos mercados (64% na saúde, 60% na alimentação, 57% no lazer). Além disso, 82% dos franceses desejam envelhecer em suas casas, mesmo em casos de perda de autonomia. Os dados contundentes ajudaram a atrair mais de 50 organizações para fazer parte da Silver Valley, entre elas gigantes de tecnologia como Microsoft, Technicolor e Toshiba; a Essilor, multinacional francesa que produz lentes oftálmicas; a Orange, do setor de telecomunicações; a Assystel, especializada em teleassistência; a École Centrale Paris e o Hospital Charles Foix, da área de pesquisas; entre outras.
Fonte: Diagnóstico Web
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